Mostrar mensagens com a etiqueta família. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta família. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O meu Natal #01


Desta vez, os presentes para a família foram feitos em casa. A ideia não é da minha autoria: tirei a receita daqui (embora tenha feito algumas modificações) e as etiquetas daqui. Não estão perfeitos mas fiquei satisfeita com o resultado.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Ir com a minha irmã às compras é a desgraça total

"Oh mana, este vestido é tão giro e fica-me tão bem! Podias oferecer-mo... Vá lá, para a tua querida irmã... Se soubesses os presentes que lá tenho para ti não recusavas..."
Eu vou dando umas gargalhadas pelo meio e viro costas e tal mas a minha irmã Rita é uma especialista na arte de convencer pessoas e enfim... o vestido ficava-lhe mesmo bem e vá.. pronto... "é a minha única prenda de Natal para ti, caso não saibas!" Rematei eu com ar severo.

No fim e em tom de brincadeira ainda me disse que se soubesse o que eu queria tinha-me comprado ainda mais coisas. "Vai ao meu blogue e vê a minha wishlist", disse-lhe eu mas a minha irmã, com a sua capacidade de surpreender uma pessoa finalizou a conversa assim...
"Qual é mesmo o teu blogue?" 
:D

domingo, 31 de outubro de 2010

uma foto por dia #302

Esta foto são muitas fotos. Não consegui escolher nenhuma e depois, desculpem-me, mas gostei tanto deste fim-de-semana e do passeio que fiz que não resisto a colocar aqui aquilo que vi.


O meu avô decidiu que queria dar um almoço para toda a família. Nos mesmo locais de sempre? Ali, nas redondezas da aldeia? Não. Optámos por reservar mesa num restaurante em Folgosinho, uma vila do Concelho de Gouveia, distrito da Guarda. Decidimos mudar de ares.

Não conhecia a vila e acabei por ficar agradavelmente surpreendida. Terra de ditados e do nosso antigo guerreiro Viriato, Folgosinho é uma vila pequenina, mas muito simpática.


Esta é a fonte do Pedrão e fica na praça da vila.



Uma casa cheia de ditados. Gostei particularmente daquele ali em baixo. ;)




O restaurante escolhido foi "O Albertino" . Bonito, bom e barato. Eu diria mesmo, muito bom. E o acolhimento e a simpatia das pessoas foi do melhor que já tive nos últimos tempos.



Os pratos? Feijoada de Javali, Cabrito assado no forno, Arroz de cabidela de Coelho, Vitela de Folgosinho e Leitão à Albertino. Comi de tudo um pouco. Comemos de tudo um pouco que ali ninguém se fez de esquisito.




Ainda houve brinde aos meus avós. E ao amor e à amizade. E à saúde também.



 No fim da refeição subimos ao Castelo da vila, só para ajudar à digestão.


E quando lá chegámos... a vista era assim. Mesmo com chuva e frio, valeu a pena.



E agora, vamos a Linhares da Beira? Vamos, claro!



Ao fim do dia ainda houve castanhas assadas e jeropiga na casa da minha avó mas estavámos tão cheios que mal comemos. 

Foi um fim-de-semana cinco estrelas!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Parabéns, pai!



(...)
Listen to me now
I need to let you know
You don’t have to go it alone

And it’s you when I look in the mirror
And it’s you when I don’t pick up the phone
Sometimes you can’t make it on your own

(...)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O fim-de-semana ja passou mas as férias ainda agora começaram

Ando por aqui, em slow motion, quase a arrastar-me. Descobri que qualquer dia desmaio tal é a minha tensão arterial que neste fim-de-semana andou pelos valores de 8/5. Nem o café (bebido a custo) me valeu. O meu avô diz que um copinho de vinho do Porto faz milagres mas eu também não vou muito à bola com esse vinho e limitei-me a comer bem a dormitar de tarde. Mas a parte mais interessante  foi ouvir as conversas da família e rir-me que nem uma perdida com as tricas que há ali na aldeia e que já existem  há dezenas de anos. É melhor que uma revista cor-de-rosa ou uma novela da TVI. Acreditem.

terça-feira, 1 de junho de 2010

uma foto por dia #152

#152

Para mim, o dia 1 de Junho nunca é, em primeiro lugar, o dia da Criança. É sempre o dia de anos da minha irmã Rita. Hoje fez 28 anos. Desde pequenina que me trata por "mana" e eu gosto.

sábado, 29 de maio de 2010

quinta-feira, 15 de abril de 2010

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Lembro-me

 [foto do meu pai, 1984/85]

...dos dias de férias de Verão que passava em casa da meus avós. Logo de manhã eu e o meu primo  fazíamos uma corrida à capoeira para irmos buscar os ovos ainda mornos no meio das palhas sujas das galinhas. Felizmente, nunca deixámos cair nenhum mas conseguimos partir uma pata a uma galinha enquanto tentávamos que ela voasse mais de dois metros... escusado será dizer que nessa noite houve canja para o jantar...
Nos dias em que a nossa avó cozia pão no enorme forno de lenha, tí­nhamos sempre uns pãezinhos mais pequenos especialmente feitos para nós e com eles preparávamos o nosso lanche especial: partíamos os pães às fatias, barrávamos as fatias com manteiga Planta e deitávamos por cima uma boa camada de açúcar branco. Depois regalávamo-nos com aquele petisco. Eu, só parava quando já estava enjoada de tanto açúcar...
Às vezes também acompanhávamos os nossos avós nas actividades da quinta: o meu primo ordenhava as ovelhas e, enquanto ele bebia o leite ainda morno, acabado de ordenhar, eu fazia inúmeras tentativas nos pobres animais para que algum leite saí­sse das suas tetas, mas nunca fui bem sucedida...
Nos dias de regar o milho, jogávamos à  apanhada e às escondidas no meio do milheiral enquanto a nossa avó gritava para tivéssemos cuidado e não partí­ssemos nenhuma cana de milho. Nesses dias ficávamos sempre com a pele dos braços vermelha de tanto roçar nas folhas do milho e mais tarde, sentíamos uma comichão tremenda que demorava a passar.
Quando estava muito calor despejávamos o tanque da água suja e voltávamo-lo a encher com a água gelada e limpa do poço que havia atrás da casa. Depois de algumas horas enfiados no tanque, tremí­amos de frio e ficávamos com a pele enrugada, mas nessa altura a temperatura da água não tinha nenhuma importância e o que interessava era brincar, brincar e brincar. Também ajudava a minha avó quando punha a roupa a corar ao sol, em cima das ervas que cresciam em redor do tanque e eu achava aquilo o máximo porque a roupa ficava mesmo branca e não percebia bem como é que isso acontecia...
De noite o tempo também era longo. Quando os adultos nos deixavam, estendí­amos uma manta no pátio em frente à casa e deitados de barriga para cima, olhávamos o céu carregado de estrelas e contávamos as estrelas cadentes que cortavam o céu. Foi assim que aprendi a reconhecer algumas constelações e foi ali que vi a Via Láctea pela primeira vez.

É isto o sal da vida, não é?

domingo, 7 de fevereiro de 2010

uma foto por dia #038

uma foto por dia #038

Fui à aldeia para festejar os 82 anos da minha avó. Conseguimos juntar dezanove pessoas à mesa. Só faltou a minha irmã (malditos trabalhos de fim-de-semana).

domingo, 27 de dezembro de 2009

Home sweet home

É muito bom ir à aldeia  mas depois de quatro dias quase em total isolamento e tendo apenas como companhia a família (cerca de 20 pessoas), já me fazia falta este recolhimento; gozar a casa em dia de férias e simplesmente estar sentada na sala com a lareira acesa, rodeada das minhas coisas.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

História Antiga

[Porque o Natal é uma história; porque foi esta a história que o meu pai me contou quando era criança;  porque me deu este livro;  porque eu ainda sou do tempo de pôr o sapatinho à lareira da minha avó, à espera que o menino Jesus o enchesse de rebuçados]

"Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.

E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação. 

Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças".

Miguel Torga, 
in Antologia Poética, 1981

Feliz Natal!