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segunda-feira, 26 de julho de 2010
O fim-de-semana ja passou mas as férias ainda agora começaram
Ando por aqui, em slow motion, quase a arrastar-me. Descobri que qualquer dia desmaio tal é a minha tensão arterial que neste fim-de-semana andou pelos valores de 8/5. Nem o café (bebido a custo) me valeu. O meu avô diz que um copinho de vinho do Porto faz milagres mas eu também não vou muito à bola com esse vinho e limitei-me a comer bem a dormitar de tarde. Mas a parte mais interessante foi ouvir as conversas da família e rir-me que nem uma perdida com as tricas que há ali na aldeia e que já existem há dezenas de anos. É melhor que uma revista cor-de-rosa ou uma novela da TVI. Acreditem.
domingo, 25 de julho de 2010
uma foto por dia #206
sábado, 24 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
A rotina anual de Verão é assim
[por sugestão da formiguita bipolar]
No dia 22 de Julho de 2009 deveria estar a fazer a mala rumo à aldeia dos meus pais. Curiosamente, hoje estou a fazer o mesmo. Ou melhor, já fiz. Que isto de levar roupa para três dias dá pouco trabalho e falta-me a paciência para pensar em looks especiais para o arraial que se avizinha.
No dia 22 de Julho de 2009 deveria estar a fazer a mala rumo à aldeia dos meus pais. Curiosamente, hoje estou a fazer o mesmo. Ou melhor, já fiz. Que isto de levar roupa para três dias dá pouco trabalho e falta-me a paciência para pensar em looks especiais para o arraial que se avizinha.
domingo, 30 de maio de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
O galo
A mim parece-me um bocadinho rouco, além disso, andava descontrolado com as horas. Já passava da uma da tarde quando se lembrou de dar este pequeno espectáculo. :D
domingo, 4 de abril de 2010
terça-feira, 28 de julho de 2009
A tradição já não é o que era?
Este fim-de-semana, lá na aldeia, enquanto uma das raparigas da organização estava sozinha na quermesse, o organista da banda lá tentava "puxar" pelas gentes da terra para ir dançar. Às tantas diz:
- Então e ninguém vai convidar a senhora que está ali sozinha na quermesse para dançar?
Logo, logo, dezenas de vozes se fizeram ouvir, vozes das velhotas da aldeia que apenas se encostam à capela a ver quem passa:
- Não é senhora! É menina! É menina! Menina!
Mas diziam isto zangadas, como se tivesse sido uma grande ofensa para a rapariga que por acaso, nem se pronunciou.
É certo ainda há zonas do país em que a tradição é levada à regra. Os mais velhos cumprem piamente certos rituais, estão cheios de preciosismos, levam à letra estas questões de boa-educação e ainda acham que a vida é como há quarenta ou cinquenta anos atrás. Se isto é bom ou não, sinceramente, não sei. Mas acabo por sorrir, porque parece que ali, como em outras zonas do interior, a vida não andou assim tanto para a frente e mantêm-se certos costumes há muito desaparecidos nas cidades.
O que é certo é que, desta vez, nem a minha mãe queria deixar a minha irmã ir vestida com uma daquelas blusas cortada abaixo do peito e larga até à anca, porque parecia que estava grávida e as pessoas podiam falar, dizia ela.
Claro que a minha irmã foi como quis, mas não se deve ter esquivado a certos comentários das tais velhotas da capela.
- Então e ninguém vai convidar a senhora que está ali sozinha na quermesse para dançar?
Logo, logo, dezenas de vozes se fizeram ouvir, vozes das velhotas da aldeia que apenas se encostam à capela a ver quem passa:
- Não é senhora! É menina! É menina! Menina!
Mas diziam isto zangadas, como se tivesse sido uma grande ofensa para a rapariga que por acaso, nem se pronunciou.
É certo ainda há zonas do país em que a tradição é levada à regra. Os mais velhos cumprem piamente certos rituais, estão cheios de preciosismos, levam à letra estas questões de boa-educação e ainda acham que a vida é como há quarenta ou cinquenta anos atrás. Se isto é bom ou não, sinceramente, não sei. Mas acabo por sorrir, porque parece que ali, como em outras zonas do interior, a vida não andou assim tanto para a frente e mantêm-se certos costumes há muito desaparecidos nas cidades.
O que é certo é que, desta vez, nem a minha mãe queria deixar a minha irmã ir vestida com uma daquelas blusas cortada abaixo do peito e larga até à anca, porque parecia que estava grávida e as pessoas podiam falar, dizia ela.
Claro que a minha irmã foi como quis, mas não se deve ter esquivado a certos comentários das tais velhotas da capela.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
E o fim-de-semana foi assim
O meu pai e meu tio a arranjarem uma cabra comprada directamente ao produtor.
Houve sardinhas para o almoço.
E almoçámos no quintal, debaixo das vides.
Arroz-doce, papas de carolo e bolo de ananás - tudo feito pela minha avó.
O recinto da festa da aldeia.
O palco [enorme...]
E a família toda junta a dançar.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Sexta-feira
Aqui, por terras beirãs, a internet é lentíssima e consegue fazer-me perder a paciência. Trago a minha placa TMN do tão famoso programa e-escolas mas isto aqui funciona à lei da manivela, ou quase. Portanto, só para abrir o Blogger, estive uma eternidade à espera e eu nem quero pensar no tempo que vai demorar a publicar este post...
Adiante.
Já não estava habituada a silêncio. Hoje só ouvi os galos, cães, o sino da igreja, alguns corvos e andorinhas. Passei o dia num vai-vem, rua acima, rua abaixo, entre a minha casa e a casa dos meus avós; fui colher hortelã e salsa, tirei os ovos da capoeira e ainda sujei os pés entre os tomateiros à procura de tomates já maduros para a salada.
Em casa dos meus avós andei a pesquisar as fotos antigas já que eu e o meu primo decidimos embarcar nesta aventura de digitalizar todas as fotografias antigas da família; agora é ver-nos a vasculhar gavetas e a pedir a todos os familiares para nos dispensarem as fotografias por uns tempos.
Ajudei a minha mãe a fazer um bolo e ainda fomos à cidade abastecer-nos para o fim-de-semana que vai ser cheio (de comida, bebida e pessoas). Dormi a sesta (!!!) pela primeira vez na minha vida e incrivelmente não fiquei com dores de cabeça e hoje até me apetece deitar cedo.
Às vezes acho que podia viver assim o resto da minha vida e que só pelo facto de ter toda a minha família aqui conseguiria suportar tudo o resto... mas não. Sou uma pessoa citadina que de vez em quando precisa da aldeia. Se calhar, mais vezes do que pensava.
Adiante.
Já não estava habituada a silêncio. Hoje só ouvi os galos, cães, o sino da igreja, alguns corvos e andorinhas. Passei o dia num vai-vem, rua acima, rua abaixo, entre a minha casa e a casa dos meus avós; fui colher hortelã e salsa, tirei os ovos da capoeira e ainda sujei os pés entre os tomateiros à procura de tomates já maduros para a salada.
Em casa dos meus avós andei a pesquisar as fotos antigas já que eu e o meu primo decidimos embarcar nesta aventura de digitalizar todas as fotografias antigas da família; agora é ver-nos a vasculhar gavetas e a pedir a todos os familiares para nos dispensarem as fotografias por uns tempos.
Ajudei a minha mãe a fazer um bolo e ainda fomos à cidade abastecer-nos para o fim-de-semana que vai ser cheio (de comida, bebida e pessoas). Dormi a sesta (!!!) pela primeira vez na minha vida e incrivelmente não fiquei com dores de cabeça e hoje até me apetece deitar cedo.
Às vezes acho que podia viver assim o resto da minha vida e que só pelo facto de ter toda a minha família aqui conseguiria suportar tudo o resto... mas não. Sou uma pessoa citadina que de vez em quando precisa da aldeia. Se calhar, mais vezes do que pensava.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
sábado, 27 de dezembro de 2008
Depois do Natal
Desta vez não há imagens da noite ou do dia de Natal. As que existem são de dia 26: entre apanhar mais azeitona, um almoço que me soube melhor que nunca e um pequeno passeio pela serra, lá andei eu de máquina em riste, nos poucos momentos livres que iam aparecendo.
Acabámos a azeitona e conseguimos apanhar 2300 kg! Ou seja, teremos mais ou menos, 285 l de azeite para dar e vender. É o que se chama trabalho de equipa!
Mais fotos, aqui.


Acabámos a azeitona e conseguimos apanhar 2300 kg! Ou seja, teremos mais ou menos, 285 l de azeite para dar e vender. É o que se chama trabalho de equipa!
Mais fotos, aqui.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Chuva, algum descanso e muita azeitona

E o fim-de-semana lá passou...
Sábado choveu todo o dia e acabámos por ficar em casa. A chuva caía lá fora e soube muito bem estar a corrirgir testes à frente da lereira. Apesar de tudo, consegui descansar um pouco e preparar-me psicologicamente para o dia seguinte.
Domingo, pois claro, foi dia de trabalho. Entre as 8 :30 h e as 16:30 andei de vara na mão a tirar a azeitona dos ramalhos que o meu pai cortava das oliveiras e a estender as "mantas" onde caia a azeitona. Depois era necessário colocá-la nas sacas para ser levada para o lagar comunitário. Fiquei com as mãos inchadas e vermelhas, tal era o frio que se sentia...
E hoje foi dia de voltar a Lisboa. Sem grandes pressas e com algum trânsito pelo meio, chegámos a meio da tarde.
As fotos, já sabem, estão aqui.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
E pronto...
...já passou mais um dia. Só faltam mais quatro, que desta vez o meu maior desejo é que chegue a terça-feira. E já agora, o outro fim-de-semana.
[Ir apanhar azeitona com este frio de rachar não é propriamente o que mais desejo para o primeiro fim-de-semana prolongado de Dezembro, mas lá terá que ser...]
[Ir apanhar azeitona com este frio de rachar não é propriamente o que mais desejo para o primeiro fim-de-semana prolongado de Dezembro, mas lá terá que ser...]
sábado, 30 de agosto de 2008
O que faz (encontrar) uma fotografia

[Apanha da azeitona, 1980/81]
Tem dias em que olho para trás; penso na minha infância e às vezes até gostava de recordar certos momentos de que me falam quando estou em família. Apesar de não recordar tudo, sei o que fiz e sei que aquilo que sou hoje deve-se não só à educação que os meus pais me deram e ao meu crescimento pessoal, mas também a essa infância. Uma infância passada no campo, no meio de oliveiras, das vinhas, do milho, dos animais. Uma infância com a família por perto, com avós que contavam histórias à lareira, com tios que me levavam às cavalitas pelos caminhos fora, com primos que me acompanhavam nas mais diversas brincadeiras.
Tem dias em que me sinto uma privilegiada. Como hoje.
domingo, 6 de julho de 2008
sábado, 5 de julho de 2008
sexta-feira, 4 de julho de 2008
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