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domingo, 8 de maio de 2011
sábado, 2 de outubro de 2010
Mais livros (para a wishlist)
Há por aí muitas novidades em termos de literatura mas nenhum dos livros mais recentes me despertou tanta curiosidade como estes dois.
[Ontem quase caía na tentaçao de os trazer, mas agora há que ler primeiro o que já comprei há algum tempo]
No tempo em que os Portugueses imperavam sobre o arquipélago de Cabo Verde, aconteceu num domingo de Páscoa, na minúscula freguesia do Lém, estar a morrer a mulher mais beata que a ilha de Santiago conhecera. Interpelando-a as netas sobre a sua última vontade, não quis ela, como seria de esperar, chamar o padre, respondendo em vez disso que gostaria de ser fotografada. Porém, assim que o flash disparou, um mistério inexplicável varreu a ilha de lés a lés; e, quando, ao fim de muitas peripécias, a fotografia foi finalmente revelada, a surpresa foi tão impossível que não houve, no mundo inteiro, uma só alma que conseguisse manter a boca fechada. A ilha quase ia ao fundo com a confusão…
Se o Antigo Testamento anuncia a vinda do Messias e o Novo Testamento narra a vida, a morte e a ressurreição de Jesus, este Novíssimo Testamento é uma autêntica revolução: pois dá testemunho da reencarnação de Jesus no corpo de uma mulher – ilhéu e africana – que parece ter vindo inaugurar a Terceira Idade do Mundo, mas não está livre de enfrentar os preconceitos sociais, religiosos e políticos do seu tempo.
Silêncio, cuja acção decorre no século XVII, conta-nos a história de um missionário português envolvido na aventura espiritual da conversão dos povos orientais, o qual acaba por apostatar, após ter sido sujeito às mais abomináveis pressões das autoridades japonesas, para evitar que um grupo de fiéis seja por ordem delas torturado até à morte. Antes de chegar ao Japão, a sua viagem leva-o a Goa, depois a Macau e, finalmente, a Nagasáqui e Edo, em etapas que pouco a pouco o transportam a esse Oriente hostil, onde no entanto já se contam alguns milhares de convertidos à fé católica.
Aí descobre, na luta contra as pessoas e o ambiente adversos, a verdadeira fé, liberta de todo o aparato externo, eclesiástico ou mundano. E aí acaba por experimentar a derradeira solidão, que é o destino daqueles que quebram a comunhão com o que mais profundamente marca a sua identidade.
[A propósito... Martin Scorsese está a realizar um filme baseado neste livro]
[Ontem quase caía na tentaçao de os trazer, mas agora há que ler primeiro o que já comprei há algum tempo]
Se o Antigo Testamento anuncia a vinda do Messias e o Novo Testamento narra a vida, a morte e a ressurreição de Jesus, este Novíssimo Testamento é uma autêntica revolução: pois dá testemunho da reencarnação de Jesus no corpo de uma mulher – ilhéu e africana – que parece ter vindo inaugurar a Terceira Idade do Mundo, mas não está livre de enfrentar os preconceitos sociais, religiosos e políticos do seu tempo.
Aí descobre, na luta contra as pessoas e o ambiente adversos, a verdadeira fé, liberta de todo o aparato externo, eclesiástico ou mundano. E aí acaba por experimentar a derradeira solidão, que é o destino daqueles que quebram a comunhão com o que mais profundamente marca a sua identidade.
[A propósito... Martin Scorsese está a realizar um filme baseado neste livro]
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
uma foto por dia #265
Faz-me uma certa impressão quando oiço falar em livros obrigatórios. Aqueles que todos tivemos de ler mesmo sem vontade. Aqueles que analisámos vezes sem conta nas aulas de Português e sobre os quais fizemos fichas aborrecidas.
Mas sim, devia haver alguns livros obrigatórios. Mas livros para ler sem tempo contado ou altura marcada.
Rosa, minha irmã Rosa; Lote 12, 2º Frente e Chocolate à Chuva, de Alice Vieira, seriam as minhas escolhas. Porque a vida, como ela é, está ali. Mesmo para os adultos.
[Pitx, já tenho um autógrafo]
terça-feira, 21 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
[Quase] toda a gente fala de roupa por aqui. Hoje é a minha vez.
Há uns dias andei a dar uma vista de olhos ao site da Zara online e fiquei de olho nestas peças de roupa. Hoje fui ver se as encontrava em Lisboa.
E estes livros que também já estavam na minha lista de compras há algum tempo.
este vestido
esta blusa
Trouxe estes sapatos, da Zara [noutra cor]
e este casaco, da HM [ adoro o forro]
E estes livros que também já estavam na minha lista de compras há algum tempo.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Coisas boas [em férias]
Ler noite dentro, sem estar preocupada com as horas e sem ficar com sono. Ontem acabei este livro às quatro e meia da madrugada.
Passemos ao próximo.
Passemos ao próximo.
sábado, 14 de agosto de 2010
sábado, 31 de julho de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Pensamentos tardios #01
Eu só tenho pena que não se façam saldos de livros da mesma forma que fazem os saldos de roupa.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Livros que gostaria de ter ou então sugestões para os vossos miúdos
Já aqui falei na minha wishlist e muito sinceramente, não me posso queixar. Ainda antes da tão esperada quadra natalícia, o Pai Natal teve a generosidade de me dar um bocadinho de boa-sorte que pedi, portanto, já não estou assim tão mal... De qualquer forma, se me quiserem ver ainda mais feliz, há uma coisa de que gosto mesmo muito - livros infantis, mas dos bons. Assim sendo, estes são os que gostaria de ter e servem também de sugestões para alguém que não saiba o que dar a crianças.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
Livros
Longe de polémicas e sem querer armar-me aos cucos, A Viagem do Elefante é um dos piores livros de Saramago. Eu, que o tenho como o meu escritor favorito, senti-me defraudada com este livro. É quase tão mau como A Caverna, tendo em conta que "mau", em relação ao livros de Saramago quer dizer apenas "menos bom". Mas enfim... achei-o aborrecido; acho mesmo que se nota que ele o escreveu enquanto esteve doente.
Entretanto, comecei a ler o Caim e aí sim, temos a acutilância, a ironia e a escrita tão cheia de dinâmica e energia ao qual me tem vindo a habituar. E ainda só vou a meio do livro.
Entretanto, comecei a ler o Caim e aí sim, temos a acutilância, a ironia e a escrita tão cheia de dinâmica e energia ao qual me tem vindo a habituar. E ainda só vou a meio do livro.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
...
Sim, Saramago é o meu escritor favorito e eu não resisti à chegada do fim do mês na minha conta bancária. O Pai Natal bem pode riscar a parte dos livros para o dia 25 de Dezembro. Comprei os dois. Mas as viagens de comboio ficaram bem menos monótonas.
sábado, 26 de setembro de 2009
A literatura infantil não precisa de fichas
Um texto muito pertinente. A ler atentamente por todos aqueles que gostam de literatura infantil.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Quanta Terra
A maior viagem é aquela que nos leva às nossas origens.
Filipa Martins
Não gosto muito de livros escritos por encomenda. Aliás, não gosto muito de saber que os livros são escritos devido a pedidos ou encomendas ou até por necessidades extrínsecas ao autor. Para mim, um livro deveria surgir naturalmente, quase por necessidade íntima do escritor, porque lhe apeteceu, porque ele assim quis.
Falo em tudo isto porque ontem fui ao pré-lançamento de um livro, que apesar de ter sido escrito nestas condições, através de um pedido, me pareceu muito interessante. Falo de Quanta Terra, um livro de Filipa Martins, uma jovem que aos 25 anos, me parece mais promissora que muitos outros escritores com mais 10 anos de idade.
Quanta Terra é o romance oficial do projecto 7 maravilhas de origem portuguesa no Mundo. De acordo com o que ouvi ontem, o livro não tem pretensão de ser um romance histórico no entanto, acaba por recorrer a uma série de aspectos da História de Portugal, passando por diversos locais como Brasil, Cabo Verde, Malaca, Ormuz, Ilha de Moçambique, Macau e Goa. Claro que à mistura há algumas histórias de amor que acabam por dar mais cor ao enredo. O seu lançamento está previsto para Maio e estou bastante curiosa em lê-lo.
Filipa Martins
Não gosto muito de livros escritos por encomenda. Aliás, não gosto muito de saber que os livros são escritos devido a pedidos ou encomendas ou até por necessidades extrínsecas ao autor. Para mim, um livro deveria surgir naturalmente, quase por necessidade íntima do escritor, porque lhe apeteceu, porque ele assim quis.
Falo em tudo isto porque ontem fui ao pré-lançamento de um livro, que apesar de ter sido escrito nestas condições, através de um pedido, me pareceu muito interessante. Falo de Quanta Terra, um livro de Filipa Martins, uma jovem que aos 25 anos, me parece mais promissora que muitos outros escritores com mais 10 anos de idade.
Quanta Terra é o romance oficial do projecto 7 maravilhas de origem portuguesa no Mundo. De acordo com o que ouvi ontem, o livro não tem pretensão de ser um romance histórico no entanto, acaba por recorrer a uma série de aspectos da História de Portugal, passando por diversos locais como Brasil, Cabo Verde, Malaca, Ormuz, Ilha de Moçambique, Macau e Goa. Claro que à mistura há algumas histórias de amor que acabam por dar mais cor ao enredo. O seu lançamento está previsto para Maio e estou bastante curiosa em lê-lo.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Sentimento e suspiro partilhado
(...) O José Eduardo Agualusa esta semana deixou-se fotografar para a revista do expresso. As fotografias publicadas são a preto e branco, soturnas e envolventes. Fazem suspirar. Ora, eu não gosto particularmente dos livros que escreve. É uma embirração antiga que vem do tempo em que escreveu sobre a minha Índia. No entanto, acho-o um homem muito bonito, moreno, o cabelo rebelde, os olhos pequenos e escuros, a pronúncia do lado de lá (o que eu gosto daquela voz que tem no timbre os entardeceres mornos do sul). Compro sempre os livros do Agualusa. Leio-os, em parte, porque aprecio o invólucro do escritor. Acho, sinceramente acho, que não os leria se nunca lhe tivesse conhecido o rosto e se nunca lhe tivesse ouvido a voz. (...)
Ana Cássia Rebelo
in Ana de Amsterdam
Ana Cássia Rebelo
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