terça-feira, 9 de junho de 2009

Preciso de um perfume

Acabei com o último frasco de perfume que tinha. Um perfume que já fazia parte do passado mas que ainda trazia em mim porque simplesmente não tinha mais nenhum para pôr. Mas tal como se renova o guarda-roupa, agora é tempo de renovar fragrâncias.
Sugestões, são bem-vindas! [e frasquinhos de perfume também, já agora ;) ]

domingo, 7 de junho de 2009

Duas boas notícias na blogosfera

A Clara e a Isabela voltaram.

O que é isso de "dever?"

Depois do almoço lá fui votar e para meu espanto, vejo a escola cheia de gente mas com pessoas acima dos 50/60 anos. Uns vestiam a rigor - fato e gravata, colete e sapato lustroso. Iam de braço dado com as suas esposas que, de pérolas ao pescoço e lábios pintados a rosa ou vermelho, tinham vestido o seu fato domingueiro e num ritual talvez parecido com a ida à missa, foram votar. Outros, sozinhos ou acompanhados, entravam e saíam rapidamente cumprindo o "dever" e fazendo número para fraca participação que, mais uma vez, iremos ter.
Onde estavam os jovens? Onde estava o seu dever de voto?

De acordo com o dicionário online Priberam temos a seguinte definição ou definições para "dever":

v. tr.
1. Estar obrigado a.
2. Ser necessário.
3. Ter de suceder.
4. Ter dívidas.
5. Ser provável que.
6. Ter a dívida de.
7. Estar reconhecido (a alguém) por.
s. m.
8. Acto que tem de se executar em virtude de ordem, preceito ou conveniência.
9. Obrigação

Posso então concluir que o dever é uma obrigação, uma obrigação cívica que devemos cumprir por ser absolutamente necessário para a construção e estabilidade da democracia do país.
Quando alguém opta pela abstenção simplesmente está a dizer que prefere que decidam por ele - não quer sequer pensar no assunto, limita-se a não agir. Ou seja, mesmo que não concorde com as políticas vigentes, prefere deixas nas mãos dos outros a decisão, a tomada de posição e não faz uso da sua palavra, do seu direito de voto.
E se ninguém votasse? Se a abstenção tivesse a maior percentagem de sempre? Talvez o cenário fosse ainda mais catastrófico que aquele que encontramos no Ensaio sobre a Lucidez em que num determinado processo eleitoral descrito por Saramago, 80% dos votos foram em branco [se calhar era isso que precisávamos, digo eu]

A maioria dos portugueses sente-se insatisfeita mas depois, na hora da verdade, põem a cabeça na areia, tal qual avestruzes e não votam, nem sequer em branco. Isto não é solução para nada, muito menos para um país que se sente em contínua queda a todos os níveis. Quase dá vontade de dizer que os principais responsáveis desta crise são as pessoas que não se manifestaram quando o deveriam ter feito. E são estes que mais uma vez, vão ficar em casa, a olhar a televisão e a comentar que todos os políticos são feios, porcos e maus e não fazem nada por este país. O país que temos.

...

Embora já não vivendo na Amadora ainda tenho de lá ir votar, porque, por preguiça minha, ainda não fiz a mudança para a minha freguesia actual, no concelho de Sintra.
A seguir ao almoço lá fui eu com o meu pai exercer o direito de voto. Vi muitas pessoas conhecidas - antigos colegas de escola, pessoas que habitualmente via nas ruas da freguesia onde morava, lojistas, enfim... e pela primeira vez tive saudades de viver num sítio onde conhecia as caras há anos e cumprimentava as pessoas quase todos os dias.

[A ver se no Verão trato da mudança definitiva do cartão de eleitor]

A melhor semana de trabalho do ano

Trabalho segunda e sexta-feira e não vou para fora, lá fora ou cá dentro. Não me importo. As semanas de trabalho deviam ser todas assim.

Movie #32



Our whole existence here is based on this great premise that we're special. They we're superior to the whole thing. But we're not. We're just like everyone else!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Estou tão contente que até dava um beijo repenicado ao Sócrates

Ao chegar a casa recebo a notívia via sms de que a auto-avaliação é só para entregar dia doze de Junho! Isto quer dizer que a noite de hoje vai ser simplesmente para descansar!
Yes! (como dizem os meus alunos)

desculpas e mais desculpas

Se há coisa que me faz nervoso miudinho é ver algumas colegas desculparem-se com os filhos para não fazerem isto ou aquilo, para se armarem em vítimas e dizerem que têm muito trabalho. Eu pergunto a mim própria porque é que estas pessoas têm filhos. Será que com filhos a vida deles acaba ali? Não há tempo para mais nada? As pessoas anulam-se por completo ou simplesmente "usam" os filhos como desculpa? Ah! E depois vem a famosa tirada "tu és jovem, solteira e sem filhos, não sabes o que custa", que é sempre bom de ouvir.

Sinceramente, eu nem sei como é que há colegas que têm tempo para ir dar aulas, tal é o trabalho que têm em casa e as vezes que invocam os filhos para se desculparem para isto e aquilo. Qualquer dia os projectos, as festas, as formações e tudo o que de extra (ou não) se faz nas escolas só será realizado por professores jovens, solteiros e sem filhos, porque os outros nunca têm tempo, coitados. Vai passar a ser condição sine qua non. Porque nós sim, não temos família, nem vida própria, nem fazemos nada em casa! Somos uns previligiados, diria!
No meio de tudo isto, fazem uma triste figura e esquecem-se que lhes fica muito mal desculparem-se com as suas crianças seja para o que for... principalmente para tarefas que competem a todos.
A vontade, o empenho, o profissionalismo? Onde ficam, no meio de tudo isto?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Porque o dia não é só das crianças, também é o dia da minha irmã

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Há 27 anos atrás deixei de ser eu para sermos nós lá em casa dos meus pais. A Rita nasceu dia 1 de Junho e com ela surgiu a desconfiança normal de uma criança que naquele momento se tornava irmã. Eu, com 5 anos não me recordo da gravidez da minha mãe, nem sequer da ansiedade por aquele bebé e só me lembro mesmo de a ver na alcofa, chegar o meu rosto junto ao seu e ela, com a sua mão, tocar-me repentinamente na cara. Imediatamente fiquei a pensar que não gostava de mim, que me tinha batido. Pura ingenuidade.
Crescemos juntas no mesmo quarto, partilhámos o espaço, os brinquedos, as horas de sono. Na verdade, enquanto vivemos na mesma casa o nosso relacionamento foi sempre marcado por pequeninas guerras e desentendimentos. Não nos dávamos mal, mas também não tínhamos um relacionamento fraterno tão cúmplice assim. Depois chegou o dia em que cada uma seguiu o seu caminho e, vá-se lá saber porquê, aproximámo-nos e passámos a partilhar um bocadinho mais um mundo uma da outra. Ainda me trata por mana e eu gosto disso.
A diferença de idades é a mesma, mas estamos mais próximas na forma como pensamos e agimos perante o mundo e os outros. Desde então, acho que ainda gosto mais dela e ela de mim, como se fosse um amor crescente onde ainda há quartos minguantes de vez em quando e muitas luas-cheias.

Parabéns, minha querida!

sábado, 30 de maio de 2009

Expectativas

Tenho lido aqui pela blogosfera, em alguns posts e comentários, que as mulheres criam demasiado expectativas em relação aos homens. Criam cenários ilusórios, fazem alguns filmes na cabeça, andam demasiado para a frente e depois, acabam por se desiludir pois eles não corresponderam ao que já estava a ser imaginado, magicado e idealizado nas cabeças femininas.
Leio também outros comentários que aconselham a fuga à expectativa, que dizem para nós, mulheres, não criarmos cenários e não pensarmos mais à frente que o permitido. Vive o presente sem pensares no futuro, é a palavra de ordem.
No meio de tudo isto vem a questão do optimismo/pessimismo. Ou seja, se criamos expectativas isso quer dizer que somos optimistas e achamos que aquela pessoa até pode ser " a tal", se não as criamos, acabamos por não esperar nada e temos uma posição pessimista e negativa face à pessoa ou ao relacionamento em questão.
Assim, eu pergunto: será possivel estar num relacionamento sem esperar nada? Sem ter qualquer expectativa, sem idealizar um bocadinho? É possível estar bem numa relação com esta forma de estar?

Conseguem responder?



[via I can read]

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Os meus planos são os melhores do mundo!

E chega o fim-de-semana e o que se faz? Planeia-se uma noite fantástica a trabalhar à frente do computador, um sábado divinal em companhia da tese e um domingo igualmente descansado com o portefólio da formação de Língua Portuguesa. E pelo meio ainda terei de fazer um teste de Estudo do Meio e a minha auto-avaliação.
Digam lá se não vou ter fim-de-semana fenomenal?

quinta-feira, 28 de maio de 2009

...

Hoje parei para observar os meus meninos. Enquanto trabalhavam com os pentaminós e conversavam mais do que seria suposto, deixei-me ficar quieta no meu canto e olhei-os apenas. A primeira turma que segui durante quatro não se larga assim, de ânimo leve e agora, quatro anos depois, tudo é demasiado familiar para dizer assim adeus, quase de repente. Por isso, preparo-me entre o stress do dia-a-dia da escola e os suspiros que vão crescendo por aqui.

Devíamos ler mais livros infantis

Nunca pensei que a minha casa pudesse ficar assim tão vazia, assim tão cheia de nenhum barulho.

in Rosa minha Irmã Rosa


Não vivo num lote 12, 2º f., mas num lote 16, 3º f. Não me chamo Mariana nem tenho uma irmã Rosa mas a vida delas fez-se quase minha, aos 9 anos, quando li e reli vezes sem conta os livros da Alice Vieira.
Voltar a eles é também voltar à minha infância e reler estes livros é quase como uma sessão de psicoterapia, sem terapeuta ou divã [e fica-me muito mais barato]. ;)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Dia 12 de Junho

Este ano apetecia-me ir ali para a Bica comer sardinhas no pão, caldo verde e arroz doce. E também beber mais do que o permitido e ainda comprar um manjerico com uma quadra bonita que me faça puxar o sentimento às altas horas da madrugada.
É só isto.

Coisas assim (ao acaso e sem nenhuma ordem especial)

Logo vou roubar ao meu pai algumas garrafas de vinho (do bom, claro).

Qualquer dia mudo de corte de cabelo. Outra vez.

A três semanas das aulas acabarem, tenho a certeza que precisava de mais tempo para o que ainda falta fazer.

Se ganhasse o Euromilhões, não era capaz de deixar de trabalhar (bom... talvez só por um ano ou dois).

Não tenho intenção nem curiosidade em ir ao Dolce Vita Tejo.

Para a festa de final de ano estamos a fazer uma versão da música Mamma mia, com coreografia à mistura. Tudo tirado da cabeça daqueles meninos. Só vos digo que está a ficar o máximo.

Hoje disseram-me que estava com bom aspecto. Eu fiz ar de desconfiada - olheiras não dão bom aspecto, pensei.

Continuo sem ver televisão.

Comi uma embalagem inteira de Maltesers enquanto corrigia provas.

A palavra que mais tenho dito nestes últimos dias é "não".

Não ando de muitas palavras. Nem de fotografias. Logo passa.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Quase uma necessidade básica

Preciso de ir passear para Lisboa. Urgentemente.

O que escolherias?


[via I can read]

O que escolhia eu?

Sem título

Tenho, aos 32 anos, uma relação estranha com a solidão. Gosto dela e abomino-a ao mesmo tempo. Se há algum tempo atrás dizia que gostava muito de viver sozinha, hoje digo que gosto um bocadinho menos. Na minha vida, pouco ou nada se alterou, apenas tenho mais um ano ou alguns meses de vida, mas ele - o tempo, acaba por ser traiçoeiro e foi crivando em mim alguns espinhos que nem sempre são fáceis de retirar.
Lembro-me de ter 18 anos e dizer a mim mesma que um dia iria comprar casa e morar sozinha e assim foi. Talvez tenha sido o objectivo que levei mais a sério durante todo esse tempo e apesar de todas as contrariedades, não foi assim tão difícil concretizá-lo. Hoje sê-lo-ia muito mais, com certeza.
Tudo isto para dizer que às vezes, que aquela treta do mais vale sozinho que mal acompanhado não passa disso mesmo, de uma grande treta. Existe só para nos convencermos que isto da solidão tem mais coisas positivas que negativas. Não tem. Nós é que arranjamos esses subterfúgios para parecer que a vida é mesmo assim; que não vale a pena fazer mais nada a não ser encolher os ombros, acomodarmo-nos à situação e seguir em frente.
Felizmente não tem de ser assim. É tudo uma questão de escolhas.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Olha que belo fim-de-semana vou ter

Três horas e meia de reunião e acabo com cinquenta provas de Língua Portuguesa para corrigir.

[Porreiro, pá]

quinta-feira, 21 de maio de 2009

g.m.t.

Eu diria que ando mesmo uma grande seca. Falo do trabalho, das obrigações e pouco mais. Há quem diga que me preocupo demasiado, que vivo demais as minhas responsabilidades profissionais, mas isso não é defeito, é feitio. Depois, é mesmo a melhor forma de me resguardar do resto - o blogue não é um local de despejos emocionais, não é um diário louco dos meus afectos, das minhas dúvidas sentimentais ou sequer do meu dia-a-dia emocional e íntimo. Esse, poucas vezes aqui aparece e quando dá um ar da sua graça é assim entre palavras escondidas, meias palavras, frases soltas, quase como suspiros que deixo aqui e ali. Pouco perceptíveis, talvez... ou não.

Assim sendo, acabo por andar aqui numa viagem à roda do meu nome, onde muitas vezes nada há para dizer e outras vezes em que há tudo para contar. Mas não conto. ;)

...

E pronto...

Provas de aferição realizadas - parece-me que os meus meninos se saíram razoavelmente bem. Vamos ver dia 18 de Junho, data em que saem os resultados...
Para melhorar a semana, avisaram-me que vou ser professora classificadora das provas de Língua Portuguesa... muito agradável, portanto.

De resto, descobri que gosto mais de sushi do que aquilo que imaginava. Percebi que passei a ser adepta de um bom vinho à refeição e ainda me tornei fã absoluta de um restaurante japonês na Rua da Anchieta chamado New Wok [o prato de salmão é assim algo de fabuloso].

Não há tempo para muito mais. Quando tiver mais vontade em escrever, logo volto.

domingo, 17 de maio de 2009

...

Uma garrafa de vinho Defesa bebido a meias ao jantar, duas morangoskas e uma caipiroska ao final da noite em pleno Estado Líquido e fiquei assim... bastante alcoolizada.

[mas que soube bem, soube...]

sexta-feira, 15 de maio de 2009

...

Em mim, o stress funciona como um adelgaçante. A semana foi rica em trabalho, pressões, reuniões, ansiedades e alguns nervos e o resultado viu-se na balança - menos 3 kg assim, sem mais nem menos. Claro que o meu aspecto não é dos melhores e se ainda juntarmos as noites mal dormidas...
O que interessa é que parte, já terminou. Lá fui avaliada, a Língua Portuguesa e a Matemática e descobri que 45 minutos de aula não é nada para realizar uma actividade com cabeça, tronco e membros. Mas tudo correu bem, felizmente.

Segunda-feira os meus meninos fazem Prova de Aferição de Língua Portuguesa e quarta terão a de Matemática e desconfio que estarei mais ansiosa que eles. Como sempre, aliás.
E já só faltam 24 dias úteis de aulas. Arrisco-me a dizer que nunca um ano lectivo passou tão depressa como este.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Querida Li@

Podia ser transmissão de pensamento, podia ser por já termos conversado sobre isto, mas não é. Aquilo que tu és nesse exercício de equilíbrio, eu também sou.

[E não serão todas as mulheres, também?]

Look da semana

Concorri e acabei por ser escolhida. Vejam aqui.

domingo, 10 de maio de 2009

Televisão: quinze série ou programas inesquecíveis

O Pedro passa-me esta corrente blogosférica - referir quinze séries ou programas inesquecíveis da televisão. É difícil, mas vamos lá então...

Verão Azul
Os Marretas
Ficheiros Secretos
Espaço 1999
O Sítio do Picapau Amarelo
Alô Alô
Duarte e Companhia
Alfred Hitchcock apresenta
Modelo e Detective
Sete palmos de Terra
Crime, disse ela
O Barco do amor
Tieta
Jogos sem fronteiras (não gozem, sim? Eu gostava mesmo de ver isto...)
A Balada de Hill Street

(quase só escolhas dos tempos de infância...)

E passo a corrente aos seguintes bloggers Marianne, Li@, Confins do nada, Pedro Soares Lourenço, Ana e Carla.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Breves consideraçãoes semanais

Eu sabia que ia acontecer, haveria de chegar o dia em que me esquecia da máquina e de fazer a fotografia do dia. Uma semana é muito tempo e por isso nem sequer vale a pena colocar as fotos em branco. É uma semana a menos no projecto que será substituída por outros dias, outras horas, outras fotos. Não é grave, é só um pequeno grande lapso.

......

Para a semana sou avaliada e terei duas aulas assistidas, uma a Matemática e outra a Língua Portuguesa. Sim, entreguei objectivos e pedi observação de aulas. Para mim, era uma das poucas formas de mostrar a inviabilidade do processo de avaliação, caso todos os professores o fizessem. Não fizeram: de 160 colegas, 15 pediram observação de aulas. Ainda assim, não estou arrependida. Depois conto como correu.

......

Maio é sempre um mês muito complicado. Cansaço acumulado, prazos a chegar ao limite e tão pouco tempo para tanto, na escola e em casa.
Preciso de ajudas, motores de arranque que me incentivem às minhas obrigações e deveres. Reparem: agora telefonam-me à noite a perguntar se já estou a trabalhar na tese e duas horas depois ainda me perguntam o que fiz - parece incrível mas acabo por trabalhar mais e melhor.
Na escola, uma das auxiliares de educação começou a colocar o garrafão da água que tenho na sala em cima da mesa para que não me esqueça de encher a garrafa pequena e beber água - tudo porque em conversa referi que sofria de cálculos renais, mas bebia pouca água.
Por fim, a minha querida irmã ainda me vai transcrever as entrevistas para a tese, adiantando assim, algum do meu trabalho.
Nada mau!

......

E finalmente é sexta-feira! Vou passar o resto do meu dia com vista para Lisboa e para o Tejo, tentando esquecer, por agora, que a semana que vem aí será rica em reuniões, horas extraordinárias na escola e alguma ansiedade devido às provas de aferição que se aproximam.

Bom fim-de-semana.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Eis a questão!

Você faz xixi no banho?

;)

...

Normalmente levanto-me às sete da manhã ou um pouco mais cedo. A maioria das pessoas acha cedo demais e admira-se pelo facto de me levantar duas horas antes de começar o meu dia de trabalho. Costumo dizer que prefiro fazer tudo com calma: já lá vai o tempo em que me levantava a correr e saía de casa já stressada porque tinha feito tudo à pressa. Deixei-me disso há algum tempo. Prefiro tomar banho e vestir-me com calma, comer em casa sentada, ouvir as primeiras notícias na rádio para então, sair de casa sem grandes correrias.
Depois, também gosto de me maquilhar e preciso de algum tempo para isso. Todos os dias ponho base, rimel, blush, anti-olheiras e, quando me apetece, uma sombra ligeira nos olhos. Não, não vou para a escola tipo boneca de plástico mas acho que a maquilhagem é essencial para valorizar o aspecto das mulheres. E é por isso que me faz uma certa confusão ouvir dizer a algumas mulheres que não têm tempo ou paciência para porem um bocadinho de rímel de manhã, quando isso pode fazer toda a diferença perante os outros e perante a sua auto-estima. Mas é tudo uma questão de escolhas e/ou prioridades e claro, cada um sabe de si.

domingo, 3 de maio de 2009

Mãe São



[tirada pelo meu pai]


Não é uma foto cheia de alegria. A minha mãe tinha acabado de me dar um valente ralhete e não estamos a sorrir, mas mesmo assim gosto muito dela, porque está lá tudo o resto, o mais importante.

...

E assim, de forma inesperada, a vida acontece. Diria que estou como o tempo, morno e soalheiro.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Lamento informar-vos...

... mas o meu fim-de-semana começou agora. Eu sei que o prometido é devido mas desta vez não quero saber.

Fiquem bem e até ao meu regresso. ;)

terça-feira, 28 de abril de 2009

uma foto por dia #107

foto107

Em casa dos meus pais.

Projecto musical?



Isto de pegar em fados e transformá-los assim, fazendo deles músicas quase pops, tem muito que se lhe diga. Parece-me a mim que estamos a brincar com essênciais musicais e sentimentos que só o fado consegue transmitir, mas isto sou eu, que dou demasiada importância às emoções e acho que a raiz das coisas não deve ser devassada.
Agora todos acham muito cool isto do fado e se calhar, pela primeira vez, até reparam nos versos Alexandre O'Neill ( mas verdade seja dita, talvez isso seja única coisa boa no meio de todo este projecto musical).
Não retiro valor aos The Gift e até vos digo que gosto muito do grupo, mas parece-me que a gaivota foi completamente assassinada e caiu em mar alto. Não gostei.

...

Devido à minha saída de sexta-feira à noite em que me armei em calorenta e decidi ir jantar a um local cheio de correntes de ar apenas com uma blusinha em cima da pele, hoje, claro, estou constipada. Constipadíssima, diria.

[E já agora, o restaurante é muito giro. Situa-se num local que agora começa a ganhar vida - Lx factory - e tem um aspecto antigo marcado principalmente pelo mobiliário e as peças decorativas com um estilo rústico. No entanto, a comida, o conforto e o preço, deixaram muito a desejar... ]

Post[elegrama]

Fotos em atraso. Muito cansaço e pouco tempo. Amanhã trato das imagens. Vou dormir. Boa noite.

domingo, 26 de abril de 2009

uma foto por dia #105

foto105

...

Ele tem razão.

A mentira

Costumo fazer uso de um ditado popular quando falo neste tema - mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo - e acho que há alguma razão nisto.
Há sinais facilmente reconhecíveis quando alguém está a mentir, só é preciso estar atento e saber observar. Depois há quem não os queira ver, vivendo numa ilusão construída pela própria pessoa, acreditando que pode ter sido impressão e dizendo repetidamente "nós é que complicamos tudo". Não. Se há alguma coisa que não bate certo, nós percebemos. Somos todos falíveis, claro. À partida a maior parte das pessoas acredita nas outras, mas quando alguém mente consecutivamente, acaba por criar um padrão que, mais tarde ou mais cedo, se torna visível. Podemos cair à primeira, à segunda, à terceira até, mas quando há uma repetição, ficamos sempre com um bichinho a incomodar-nos cá dentro. Há quem lhe chame intuição, há quem perceba mais cedo e quem só note mais tarde, tarde demais.
No fim de contas, lidar com a mentira não é difícil, o mais difícil é lidar com quem nos mente. Para os homens ou para as mulheres que isto da mentira, não tem sexo.

sábado, 25 de abril de 2009

uma foto por dia #104

foto104

...

Hoje dirigi-me tranquilamente à bilheteira da estação onde apanho o comboio todos os dias para levantar o cartão Lisboa Viva. Quando estava a chegar, o senhor da bilheteira retira rapidamente o aviso de Encerrado e, antes que eu falasse alguma coisa, diz o seguinte:

- O seu cartão já está cá há alguns dias.

- Ah sim? - respondo eu já com cara de desconfiada.

- Sim. No outro dia via-a passar mas como ia a correr para apanhar o comboio, não a chamei.

Pois. Não tive coragem de dizer mais nada. Agradeci e fui-me embora a perguntar a mim própria como é que o homem fixou a minha cara.

...

25 de Abril

in the classroom

Ontem passámos toda a manhã a falar do 25 de Abril. Ouviram a história, as músicas que serviram de senhas, o comunicado passado na rádio e viram muitas fotografias de há 35 anos atrás [ter internet na sala de aula é um luxo].
Fizeram muitas perguntas e perceberam que aquele dia talvez tenha sido o dia mais importante para Portugal - o País das Pessoas Tristes, como Manuel António Pina lhe chamou no livro O Tesouro.

Não sei se alguma coisa lhes ficará na memória, não sei se daqui a 10 anos ainda se lembrarão do que aprenderam, mas parece-me que sim. Foi a manhã em que os tive mais sileciosos, atentos e curiosos desde que as aulas começaram.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

uma foto por dia #103

foto103

Quanta Terra

A maior viagem é aquela que nos leva às nossas origens.

Filipa Martins


Não gosto muito de livros escritos por encomenda. Aliás, não gosto muito de saber que os livros são escritos devido a pedidos ou encomendas ou até por necessidades extrínsecas ao autor. Para mim, um livro deveria surgir naturalmente, quase por necessidade íntima do escritor, porque lhe apeteceu, porque ele assim quis.

Falo em tudo isto porque ontem fui ao pré-lançamento de um livro, que apesar de ter sido escrito nestas condições, através de um pedido, me pareceu muito interessante. Falo de Quanta Terra, um livro de Filipa Martins, uma jovem que aos 25 anos, me parece mais promissora que muitos outros escritores com mais 10 anos de idade.

Quanta Terra é o romance oficial do projecto 7 maravilhas de origem portuguesa no Mundo. De acordo com o que ouvi ontem, o livro não tem pretensão de ser um romance histórico no entanto, acaba por recorrer a uma série de aspectos da História de Portugal, passando por diversos locais como Brasil, Cabo Verde, Malaca, Ormuz, Ilha de Moçambique, Macau e Goa. Claro que à mistura há algumas histórias de amor que acabam por dar mais cor ao enredo. O seu lançamento está previsto para Maio e estou bastante curiosa em lê-lo.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

uma foto por dia #099

uma foto por dia #099

Sentimento e suspiro partilhado

(...) O José Eduardo Agualusa esta semana deixou-se fotografar para a revista do expresso. As fotografias publicadas são a preto e branco, soturnas e envolventes. Fazem suspirar. Ora, eu não gosto particularmente dos livros que escreve. É uma embirração antiga que vem do tempo em que escreveu sobre a minha Índia. No entanto, acho-o um homem muito bonito, moreno, o cabelo rebelde, os olhos pequenos e escuros, a pronúncia do lado de lá (o que eu gosto daquela voz que tem no timbre os entardeceres mornos do sul). Compro sempre os livros do Agualusa. Leio-os, em parte, porque aprecio o invólucro do escritor. Acho, sinceramente acho, que não os leria se nunca lhe tivesse conhecido o rosto e se nunca lhe tivesse ouvido a voz. (...)

Ana Cássia Rebelo
in Ana de Amsterdam

Pronto, achei que já era a altura...

...e hoje mostrei o "Dias assim" à minha irmã.
E não doeu.

:)

sábado, 18 de abril de 2009

uma foto por dia #097

uma foto por dia #097

Quando há falta de ideias, fazemos os chamados "desafios"

Vi isto aqui, no blog da minha querida amiga Marianne.

1- Nome?

Sofia
2- Porque lhe deram esse nome?
Boa pergunta, mas acho que foi porque os meus pais sempre gostaram deste nome.
3- Você faz pedidos às estrelas?
Nem por isso.
4- Quando foi a última vez que chorou?
Ontem.
5- Gosta da sua letra?
Depende dos dias.
6- Gosta de pão com quê?
Queijo, qualquer um. Normalmente como queijo com pão e não pão com queijo.
7- Quantos filhos tem?
24, adoptados.
8- Se fosse outra pessoa seria seu amigo?
Claro. Gosto muito de mim! Com certeza também gostaria dessa forma. lol
9- Saltaria de bungee-jump?
Não sei. Mas é tentador.
10- Dessamarra os sapatos antes de tirá-los?
Nem por isso.
11- Acredita que é uma pessoa forte?
Pensava que não, mas acho que sim.
12- Gelado favorito?
Praliné, da Haggen Dazs.
13- Vermelho ou Preto?
Preto.
14- O que menos gostas em ti?
Da minha impulsividade.
15- O que mais gostas em ti?
Da minha paciência.
16- De quem sente saudades?
Da minha bisavó.
17- Descreve que tipo de roupa está a usar agora?
Camisola castanha, calças de ganga e botas.
18- Qual foi a última coisa que comeu hoje?
Sushi (as sobras do jantar de ontem).
19- O que está escutando agora?
Gotan Project
20- A última pessoa com que falou ao telefone?
Com uma amiga.
21- Bebida favorita?
Água e... Caipiroskas.
22- Comida?
A da minha mãe. Mas coisas assim boas e caseirinhas - feijoadas, bacalhau de todas as formas, cabrito, borrego, cozido à portuguesa... Tudo muito saudável. ;)
23- Último filme que viu no cinema e com quem?
He's Just Not That Into You, com um amigo.
24- Dia favorito do ano?
Todos os dias das minhas férias de Verão.
25- Inverno ou Verão?
Verão! Dou-me muito bem com o calor.
26- Beijos ou abraços?
Os dois. E juntos, se possível.
27- Sobremesa favorita?
Ui.. tantas. Não fosse eu uma gulosa de primeira.
28- Que livro está a ler?
Dois. As Intermitências da morte, José Saramago e Pesquisa Sentimental, José Couto Nogueira
29- O que tem na parede do seu quarto?
Três papoilas em vinil, coladas.
30- Filmes Favoritos?
A Melhor Juventude.
31- Onde foi o lugar mais longe que já foi?
Tunísia.
32- Uma música?
Nothingman, Pearl Jam.
33- Uma frase?
The brick walls are not there to keep us out; the brick walls are there to give us a chance to show how badly we want something.
Randy Pausch

sexta-feira, 17 de abril de 2009

...

E o fim-de-semana seria perfeito se amanhã não tivesse de passar o dia inteiro em formação na Escola Superior de Educação.

[Já não me bastava a tese, ainda me meti nisto este ano...]

E já ando a pensar que depois de isto tudo acabado tenho de fazer o meu curso de fotografia, aqui ou aqui. Só me falta comprar a máquina... Já ando tão fartinha desta que só visto.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

...

Sinceramente, eu gostava mesmo de ter motivação própria para a coisa mas neste momento nem o facto de poder progredir dois anos na carreira ou um aumento considerável no ordenado me parecem suficientes para que isto ande para a frente com cabeça, tronco e membros. Droga. Pois é. Estive toda a tarde a trabalhar e acho que tudo o que escrevo é uma miséria tendo em conta o que leio das teses que preciso de consultar para as minhas referências. Droga, mais uma vez. Isto da mania dos perfeccionismos não me ajuda. Só me faz crer que a coisa não me parece boa ou aceitável até. Apetecia-me começar do zero mas não vou ter tempo para isso. Droga e mer**. Abanão, precisa-se. Urgentemente.

[e que porcaria de texto, mas desculpem-me que hoje estou em modo off para a escrita]

Dois anos depois

(...) enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar.


terça-feira, 14 de abril de 2009

uma foto por dia #093

uma foto por dia #093

Isto faz-me mesmo dançar



Desde pequena que adoro esta música e este vídeo! ;)

[E chega da músicas por hoje]

Why can't we give love that one more chance?

Das muitas coisas que me fazem confusão...

...uma delas é o desprezo com o qual as pessoas falam da cidade da Amadora e das restantes localidades da linha de Sintra.
Morei na Amadora 27 anos, idade em que decidi sair do conforto do lar dos pais, e mudei-me para outra localidade da linha de Sintra, mais perto da vila. Gosto muito desta zona e dificilmente me veria a morar em zonas como Oeiras ou Cascais, porque simplesmente nada têm a ver comigo. A diferença é que não ando para aí a dizer aos sete ventos que a linha de Cascais está cheia de tios e tias, que (quase) todos não passam de snobs, novos-ricos ou até de pesssoas que julgam ter mais qualidade de vida só porque vivem junto ao mar (com as devidas generalizações, que eu sei que não são todos assim).
Sinceramente, irrita-me. Irrita-me porque conheço bem demais esta zona e não acho que seja assim tão perigoso ou tão mau viver num local só porque temos a IC 19 todos os dias para percorrer. Quantas estradas há por aí mais complicadas, quanto tempo demoram as pessoas na Marginal ou na A5? Mas pronto... é chique viver na linha de Cascais e não faz mal estar 30 minutos no trânsito.
Sim, moro na linha de Sintra, trabalho na linha de Sintra e não tenciono sair daqui tão cedo. A não ser que consiga comprar uma casa no Parque das Nações ou numa zona mais calma de Lisboa ou então em Colares ou nas Azenhas do Mar. Ou em frente à Praia Grande, com mar a sério a espreitar pela janela.

E assim se inicia o último trimestre de aulas

Hoje cheguei cedo à escola. Escrevi o plano do dia no quadro, no meu caderno e preparei o material que precisava. Entretanto, conversa puxa conversa com os colegas, quando cheguei à sala de aula já tinha as 24 pestinhas sentadas, com os cadernos e livros distribuídos e a copiarem o plano do dia. Só tive tempo de dizer "bom dia" e começámos logo a trabalhar. Eram 9:10.

[Tomara que fosse assim todos os dias]

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Breve post só para dizer que já ando por aqui outra vez

O fim-de-semana foi intenso. Tirei centenas de fotografias mas não posso mostrar mais de metade. Logo, mais logo mostro algumas imagens.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

E é assim

A partir de hoje e até segunda-feira os posts serão escassos.
Até sábado estarei em parte incerta e só depois farei a minha viagem de comboio até ao Fundão para passar a Páscoa junto dos avós, pais e irmã, tios e primos.
Adivinha-se muito descanso, mimos, (boas) conversas, muita comidinha (da boa!), risos e sorrisos e claro, centenas de fotografias. Tudo o que me faz feliz.

Não abusem do chocolate, que faz mal aos rins.

;)

uma foto por dia #088

uma foto por dia #088

[E estava mesmo a falar ao telemóvel]

terça-feira, 7 de abril de 2009

uma foto por dia #087

uma foto por dia #086

Ao fim do jantar, o comentário do meu pai:
- Mas esta rapariga fotografa tudo?

:D

...

Rendi-me às terapias em prol de da minha saúde e de uma melhor condição fisica: pressoterapia (ou drenagem linfática), termoterapia e crioterapia. Todos os dias e durante meia-hora, o meu corpo parece levitar enquanto leio um livrinho ou uma revista. A excepção é a crioterapia - as pernas ficam tão geladas, mas tão geladas que me sinto dentro de uma arca congeladora. Mas tudo se faz para ver derrotada a maldita celulite...

2 num mundo sobre rodas


[logotipo de Alexandre Rosas]

A Tanya e o Rafael vão fazer uma viagem durante 7 longos meses, pela Europa, de bicicleta. Partem amanhã e vão sem grandes rotas definidas, apenas com vontade de viver.
Sigam-os aqui e aqui.

Ultimamente...

...esqueço-me que tenho messenger.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

uma foto por dia #086

uma foto por dia #086

...

A semana parece longa mas esgota-se depressa. Até quinta-feira há que cumprir uma série de compromissos que guardei para esta data - entre idas à escola, à faculdade, fazer análises, marcar exames médicos e trabalhar na tese, resta-me pouco tempo para o que realmente interessa em interrupção lectiva - descansar.
[Qualquer dia pareço obcecada com isto, se não o parecer já...]

Mas tive um bom domingo. Não vim à internet e ocupei-me com outras actividades que me deixaram mais tranquila e serena. E saber que não trabalhava na segunda-feira foi meio caminho andado para tudo correr melhor.

[esqueci-me de fazer a foto do dia, mais uma vez]