E depois de uma manhã de praia na companhia de livros e música, estou aqui revitalizada e cheia de energia. E estaria melhor não fosse o meu tornozelo inchado e esta dor constante que ainda não descobri como apareceu... mas como sou muito trapalhona a andar, só posso ter tropeçado, torci o pé e nem liguei.
Bem, adiante. Amanhã há mais praia que é o que ser quer.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Não gosto...
... de adormecer tarde e saber que na manhã seguinte vou estar com olheiras e muito mal-disposta. Não gosto de ver os pais submissos às vontades das crianças. Não gosto de saber que a M. se veste sozinha todos os dias, com apenas seis anos. Não gosto de me sentir nervosa. Não gosto da ansiedade e do stress. Não gosto de reuniões sem objectivos concretos. Não gosto de injustiças. Não gosto de conversas segredadas. Não gosto do caminho que faço todos os dias para a escola. Não gosto de me sentar sempre na mesma carruagem do comboio. Não gosto passar os feriados a trabalhar. Não gosto de chuva. Detesto o mês de Dezembro. Não gosto do último dia do ano e muito menos do primeiro do ano seguinte. Não gosto das minhas mãos. Não gosto da indiferença. Não gosto de lençóis de flanela. Não gosto da arrogância de algumas pessoas. Detesto mentiras. Não gosto das praias da Linha de Cascais. Não gosto do Algarve. Não gosto da poesia de Florbela Espanca. Não gosto do jazz de Norah Jones. Não gosto do telejornal da TVI. Não gosto dos erros ortográficos que aparecem todos os dias nos rodapés dos telejornais. Não gosto que usem e abusem da boa-vontade das pessoas. Não gosto de bairrismos. Não gosto de rivalidades. Não gosto de competição. Não gosto de independência a mais. Não gosto de me sentir solitária. Não gosto de ter constantemente as mãos geladas. Não gosto de iscas, de dobrada, carne de caça ou bacalhau cozido com legumes. Não gosto de vento. Não gosto dos livros "Uma Aventura". Não gosto de livros infantis cheios de bonecadas pirosas. Não gosto de morais de histórias, muito menos em livros infantis. Não gosto do cheiro da gasolina, nem de nada que tenha a ver com carros. Não gosto de motas. Não gosto de desarrumaçao. Não gosto de sentir que as pessoas não acreditam. Não gosto de boatos. Não gosto de pessoas frias. Não gosto de não conseguir comprar os jornais sempre que vou para o norte. Não gosto de homens sem tacto. Não gosto de grandes viagens de carro. Não gosto de ouro amarelo. Não gosto de (grandes) extravagâncias.
[Escrito em 2003]
[Escrito em 2003]
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Gosto...
... das expressões dos meus alunos quando conto uma história. Adoro dar aulas. Gosto do chocolate quente do "Pontual". Gosto de dias de Inverno cheios de sol. Gosto de ler o DNa. Gosto das entrevistas da Anabela Mota Ribeiro e da Sandra Nobre. Gosto da escrita da Sónia Morais Santos e da forma como não se consegue desprender de si mesma quando escreve. Gosto de fotografia. Gosto muito de fotografia a preto e branco. Gosto de ler enquanto como, sozinha. Gosto de dormir com três almofadas. Gosto de Sophia de Mello Breyner, de Eugénio de Andrade e de Al Berto. Gosto de cinema. Gosto de me sentir rodeada de pessoas amigas. Gosto muito, muito da minha família. Gosto de ajudar. Gosto de dar. Gosto de surpresas. Gosto da "Beatriz" da Maria João e do Mário Laginha. Gosto de Roger Waters. E também de Craig Armstrong. Gosto de concertos acústicos. Gosto da intimidade. Gosto de partilhar. Gosto de descobrir. Gosto de fazer todo o tipo de bolos e doces. Gosto de escrever neste blog. Gosto de saber que alguns de vocês me lêem quase todos os dias. Gosto de receber cartas. Gosto que me mexam nas mãos e no cabelo. Gosto de comboios. Gosto de Portugal. Gosto de desporto. E gosto de praticar desporto. Gosto muito de ver os Jogos Olímpicos. Gosto de pastilhas com sabor a morango. Gosto de Sugus e de bombocas de baunilha. Gosto de honestidade. E de generosidade. Gosto de ler. Gosto de ler os vossos blogs. Gosto do Porto, de Braga e de Coimbra e claro... de Lisboa. Gosto do bulício desta cidade. Gosto das noites à lareira na casa da minha avó. Gosto de ter a casa cheia de pessoas. Gosto de relógios. Gosto de sentir o tempo a passar devagar nos dias em que não faço (quase) nada. Gosto das tostas do "Papalagui". Gosto de memórias escritas para que nunca as possa esquecer. Gosto de água, de rios, do mar. Gosto de férias passadas longe de Lisboa. E gosto de Lisboa em Agosto. Gosto de coleccionar marcadores de livros. Gosto da sensação de dizer "a minha casa". Gosto da simplicidade. Gosto de ouvir. Gosto de guardar tudo. Gosto de sentir o prazer da antecipação. Gosto de andar a pé. Gosto dos meus amigos. Gosto de sorrisos espontâneos. Gosto de colher cerejas. Gosto de bares irlandeses em Lisboa. Gosto de Mondigliani e de Frida Kahlo. Gosto que me façam rir e sorrir. Gosto de noites longas. Gosto de palavras.
Escrito em 2003
[E gosto de descobrir textos no meu antigo blog e perceber que poucas coisas mudaram, seis anos depois]
Escrito em 2003
[E gosto de descobrir textos no meu antigo blog e perceber que poucas coisas mudaram, seis anos depois]
domingo, 9 de agosto de 2009
...
Uma das coisas que menos gosto no meu querido mês de Agosto é a Volta a Portugal em Bicicleta. Não tenho a mínima pachorra para ver aquilo.
sábado, 8 de agosto de 2009
Raul Solnado
Movie #33
E numa das cenas, um som familiar: "Estranha forma de vida", de Alfredo Marceneiro e cantada por Amália - é uma das músicas da banda sonora deste filme.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Não, não vou para o estrangeiro...
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
E agora sim, venham as férias!
E que o meu querido mês de Agosto me dê sol, calor, descanso e-tudo-e-tudo a que tenho direito.
As coisas são como são
E pronto. Sinceramente esta luta e pequena vitória pessoal [quase] só a mim a devo. Não me apetece redigir a página de agradecimentos e no entanto, é só o que falta. Porque as pessoas que realmente me ajudaram neste looooongo caminho, não precisam de ter lá o nome para saber o quanto lhes estarei eternamente grata. As outras... paciência, mas não tenho tempo nem grandes palavras para elas.
The photographic dictionary
[uma das fotos que podem ser vistas no site]
The photograpic dictionary is dedicated to defining words through the literal, figurative, and personal meanings found in each photograph.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
O dia de hoje fica para a [minha] História
Falei pela primeira vez com o meu pai no Messenger.
Sofi@ diz:
Então...já te entendes com isto?
Pai diz:
Não muito bem ... estou sempre a esbarrar em problemas. Mas isto é para ir devagar!
:)
Sofi@ diz:
Então...já te entendes com isto?
Pai diz:
Não muito bem ... estou sempre a esbarrar em problemas. Mas isto é para ir devagar!
:)
...
Almodóvar é o meu realizador favorito. Tenho todos os seus filmes e acho mesmo que são os únicos que consigo ver vezes e vezes sem conta. Por este, estou ansiosa.
domingo, 2 de agosto de 2009
Coisas assim
E depois de dois anos inteiros a trabalhar na coisa em pleno escritório, descubro que me concentro melhor na sala, com a televisão ligada num programa qualquer estrangeiro.
É a chamada falsa companhia.
É a chamada falsa companhia.
Depois de mais um almoço domingueiro
Hoje pus-me a pensar em certas ocasiões, na minha adolescência, em não me era particularmente agradável ir passar férias com eles ou sair para algum sítio... Achava eu na altura que já era crescida demais para essas coisas e queria, sobretudo, estar com os amigos.
É engraçado como as relações humanas se vão ajustando e moldando ao tempo de cada um, como mudamos de ideias, como passamos a vislumbrar com mais nitidez as limitações da vida e os números a aumentar na idade de cada um de nós. Tudo isso faz mudar as atitudes, a vontade de estar e de partilhar da companhia, do saber, da experiência dos mais velhos.
Hoje dei por mim a pensar que talvez estarei na melhor fase de entendimento e cumplicidade com os meus pais. Apesar de afastados, de não vivermos juntos e só nos vermos duas ou três vezes por semana, acabamos por aproveitar o tempo da melhor forma possível. Nem que seja a explicar ao meu pai como funciona o messenger e a criar-lhe um email enquanto me faz perguntas tal qual uma criança que não percebe nada deste mundo paralelo.
E não se trata de só agora valorizar a família, até porque sempre o fiz. Trata-se apenas de perceber que o melhor do mundo também é a família e que não podemos deixar passar ao lado os almoços e jantares, o convívio ou um passeio pela baixa lisboeta como fiz, no outro dia, com a minha mãe. Porque o tempo passa e mais tarde, pode ser tarde demais.
É engraçado como as relações humanas se vão ajustando e moldando ao tempo de cada um, como mudamos de ideias, como passamos a vislumbrar com mais nitidez as limitações da vida e os números a aumentar na idade de cada um de nós. Tudo isso faz mudar as atitudes, a vontade de estar e de partilhar da companhia, do saber, da experiência dos mais velhos.
Hoje dei por mim a pensar que talvez estarei na melhor fase de entendimento e cumplicidade com os meus pais. Apesar de afastados, de não vivermos juntos e só nos vermos duas ou três vezes por semana, acabamos por aproveitar o tempo da melhor forma possível. Nem que seja a explicar ao meu pai como funciona o messenger e a criar-lhe um email enquanto me faz perguntas tal qual uma criança que não percebe nada deste mundo paralelo.
E não se trata de só agora valorizar a família, até porque sempre o fiz. Trata-se apenas de perceber que o melhor do mundo também é a família e que não podemos deixar passar ao lado os almoços e jantares, o convívio ou um passeio pela baixa lisboeta como fiz, no outro dia, com a minha mãe. Porque o tempo passa e mais tarde, pode ser tarde demais.
sábado, 1 de agosto de 2009
E ao primeiro dia de Agosto...
... o meu telemóvel morreu. Com ele perdi dezenas de números de telefone mas, sinceramente, desconfio que a maior parte deles não me irá fazer grande falta...
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