
[eu]
[O egoísmo é como uma placa de esferovite no mar da nossa mente: por mais que o empurremos para o fundo, está sempre a surgir à superfície]
De qualquer forma, agora vivo esse medo com mais tranquilidade. Descobri que esse caminho poderá estar mais longínquo mas que isso não se torna necessariamente mau.
Nunca antes me senti com tanta energia, nunca antes pensei que isto se pudesse concretizar ou que isto pudesse tomar uma forma tão concreta assim de um dia para o outro. São coisas que não quero abandonar, são as minhas prioridades agora.
Não sei se deva estabelecer metas para mim própria, mas começo a pensar noutras possibilidades. Tenho a certeza que o mundo não acaba se não tiver filhos já, se a minha vontade não andar em paralelo com aquilo que é possível.
Continuo a achar que ser mãe é quase tudo o que uma mulher pode ser. Continuo a querer ter filhos, a diferença é que agora não ando tão assustada. E isso é muito bom.
Quando as pessoas me viram as costas, não me indigno.Acho sempre que têm o direito de rumar para outras paragens, distantes de mim.
Acontece, porém, que algumas voltam.
É isso que me enerva, esse prodígio tolo de quererem trocar a direcção dos sentidos e de voltar para onde já não cabem.