sexta-feira, 24 de abril de 2009

Quanta Terra

A maior viagem é aquela que nos leva às nossas origens.

Filipa Martins


Não gosto muito de livros escritos por encomenda. Aliás, não gosto muito de saber que os livros são escritos devido a pedidos ou encomendas ou até por necessidades extrínsecas ao autor. Para mim, um livro deveria surgir naturalmente, quase por necessidade íntima do escritor, porque lhe apeteceu, porque ele assim quis.

Falo em tudo isto porque ontem fui ao pré-lançamento de um livro, que apesar de ter sido escrito nestas condições, através de um pedido, me pareceu muito interessante. Falo de Quanta Terra, um livro de Filipa Martins, uma jovem que aos 25 anos, me parece mais promissora que muitos outros escritores com mais 10 anos de idade.

Quanta Terra é o romance oficial do projecto 7 maravilhas de origem portuguesa no Mundo. De acordo com o que ouvi ontem, o livro não tem pretensão de ser um romance histórico no entanto, acaba por recorrer a uma série de aspectos da História de Portugal, passando por diversos locais como Brasil, Cabo Verde, Malaca, Ormuz, Ilha de Moçambique, Macau e Goa. Claro que à mistura há algumas histórias de amor que acabam por dar mais cor ao enredo. O seu lançamento está previsto para Maio e estou bastante curiosa em lê-lo.

2 comentários:

Princesa Amidala disse...

Mas isso não é necessariamente mau, como aliás acabas por admitir...
Dostoiévski, Charles Dickens ou Camilo Castelo Branco também eles escreveram livros por encomenda.

ana disse...

Pois não. Eu é que tenho essa ideia utópica que os livros deveriam ser escritos sem haver outros interesses ou projectos por trás.