Estes chupa-chupas são umas minhas boas memórias de infância. Encontrei-os num dos quiosques na Feira do Livro e deliciei-me a comê-lo. Há coisas que ainda são o que eram.
sábado, 15 de maio de 2010
uma foto por dia #135
Estes chupa-chupas são umas minhas boas memórias de infância. Encontrei-os num dos quiosques na Feira do Livro e deliciei-me a comê-lo. Há coisas que ainda são o que eram.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
...
Há dias em que as minhas unhas se desfazem a olhos vistos. Quebram, lascam, dobram. São fracas. A maior parte das vezes e para remediar a situação corto-as a pensar que as livro de todos os males. Pinto-as quase todas as semanas e disfarço a sua fragilidade com cores de nomes bonitos: Doce Orgulho, Beijo, Desejo, Love, Final Feliz, Pura Luxúria.
Há dias em que resulta mas há outros em que nem o melhor verniz disfarça a fraqueza que vai aqui pelas minhas mãos. Nessas alturas o melhor é deixa-las assim, ao natural, e esperar que se recomponham com a tranquilidade possível dos dias que passam.
Há dias em que resulta mas há outros em que nem o melhor verniz disfarça a fraqueza que vai aqui pelas minhas mãos. Nessas alturas o melhor é deixa-las assim, ao natural, e esperar que se recomponham com a tranquilidade possível dos dias que passam.
E ainda dizem que não há príncipes?
Há alguns anos, quando vi o Donnie Darko, achei-o engraçadinho e nada mais. Hoje deparo com esta imagem via Formiguita Bipolar [as melhoras dessa maldita amigdalite] e fiquei assim meio atordoada.
Não há dúvida que eu gosto mesmo é de homens de barba rija e pêlos no peito (já o cabelo comprido, dispenso). ;)
Não há dúvida que eu gosto mesmo é de homens de barba rija e pêlos no peito (já o cabelo comprido, dispenso). ;)
...
(...) Se a minha avó fosse viva, indignar-se-ia hoje por ninguém respeitar o seu silêncio. Teria passado os últimos dois dias a ser interrompida nas suas orações, não por mim, mas pelos comentadores da televisão. Os seus Pai Nosso seriam quebrados pelas considerações em directo sobre o facto de haver cadeiras Philippe Starck para o Papa se sentar. Estranharia a presença e as opiniões da Constança Cunha e Sá sobre o facto de as pessoas acharem o Papa mais simpático ao vivo. Dispensaria o eco permanente dos repórteres, redundando cada gesto e cada palavra do Papa e completando-os com inteligentíssimas suposições, como "e agora Bento XVI vai descansar porque também é humano".
Porque, por mais que me custasse, por mais que isso contrariasse a minha natureza inquieta e irrequieta de criança, a minha avó sabia que a Fé se alimenta no silêncio e interioridade. E se fosse de outra forma, ela então preferia era mesmo ver telenovelas.
Porque, por mais que me custasse, por mais que isso contrariasse a minha natureza inquieta e irrequieta de criança, a minha avó sabia que a Fé se alimenta no silêncio e interioridade. E se fosse de outra forma, ela então preferia era mesmo ver telenovelas.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
uma foto por dia #131
Este livro infantil ainda não está traduzido por cá. Trouxe-mo de Londres a minha amiga L., num especial pedido que lhe fiz. Mal sabia eu que com ele vinha um cd com duas versões da mesma história. Fantástico! Tem umas ilustrações belíssimas e é do mesmo autor deste livro que também mora lá, na nossa mini-biblioteca de sala.
E aqui, um vídeo sobre este livro que mostra duas boas estratégias na arte de contar histórias. Apesar da entoação do pai não ser a melhor reparem que ele aponta as palavras que vai lendo e deixa o menino de 16 meses dizer a última palavra de cada frase (isto claro, depois da criança já conhecer a história).
Como o Benfica dá cabo da cabeça de alguns dos meus alunos
A actividade do fim-de-semana era sobre o animal preferido de cada um deles. Depois, e de acordo com as perguntas que escolhi, tinham de escrever alguns aspectos característicos desse animal.
Um dos meus alunos disse que o animal preferido era a águia.
Pergunta: Onde vive?
[Imaginem a resposta que ele deu]
Já imaginaram?
Estádio da Luz.
Foi o meu momento de humor do dia.
Neste momento, o aluno já está devidamente esclarecido.
Um dos meus alunos disse que o animal preferido era a águia.
Pergunta: Onde vive?
[Imaginem a resposta que ele deu]
Já imaginaram?
Estádio da Luz.
Foi o meu momento de humor do dia.
Neste momento, o aluno já está devidamente esclarecido.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Gosto tanto quando me dão a conhecer músicas assim
Esta é daquelas de que fiquei a gostar muito, mesmo.
Há fotografias que não posso fazer
Hoje, enquanto ajudava os alunos que têm mais dificuldades, os outros foram ler para o cantinho da leitura. Às tantas, quando dou por ela, estava um deles, sentado na cadeira, com o livro virado para os colegas (sentados no chão, nas almofadas) a ler-lhes (mesmo) uma das histórias que temos na nossa mini-biblioteca (como eu costumo fazer).
[um dia, ao contar a uma pessoa que era professora e que gostava de o ser por uma série de razões e também porque era gratificante, essa pessoa riu-se na minha cara. Não sabia do que eu falava e se calhar, nunca se tinha sentido feliz em nada do que fazia. Era disto, assim.]
É que, saber que aqueles meninos de seis anos estavam ali porque queriam, sem ninguém os obrigar, a ler em conjunto, foi o melhor do meu dia.
[um dia, ao contar a uma pessoa que era professora e que gostava de o ser por uma série de razões e também porque era gratificante, essa pessoa riu-se na minha cara. Não sabia do que eu falava e se calhar, nunca se tinha sentido feliz em nada do que fazia. Era disto, assim.]
É que, saber que aqueles meninos de seis anos estavam ali porque queriam, sem ninguém os obrigar, a ler em conjunto, foi o melhor do meu dia.
uma foto por dia #130
Mais um cupcake, desta vez da Tease. Melhores que os anteriores, mas, ainda assim, não me enchem as medidas. Acho que escolhi mal o sabor...
Gostei mesmo foi da loiça usada no café.
domingo, 9 de maio de 2010
Vejo pouca televisão
...mas ando atenta às séries. Depois de Six Feet Under, a minha série favorita continua a ser Brothers & Sisters. Ainda assim, há boas novidades a ver:
Happy Town
Grav.i.ty
Flash Forward
Mercy
Happy Town
Grav.i.ty
Flash Forward
Mercy
sábado, 8 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
É isto
«A minha acção como professor era mais de carácter existencial, na medida em que queria pôr os alunos a funcionar como pessoas, incutir-lhes um espírito crítico, fazer com que exercitassem a sua imaginação à margem dos programas oficiais.»
José Afonso, 1986
José Afonso, 1986
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Chama-se Marta Filipa
Tem 17 anos e um blogue que adoro.
E um tremendo bom gosto musical como há muito não (ou)via.
E as fotos... as fotos...
[quero ter 17 anos, outra vez]
E um tremendo bom gosto musical como há muito não (ou)via.
E as fotos... as fotos...
[quero ter 17 anos, outra vez]
Isto do facebook é engraçado
Uma pessoa escreve uma frase animada a uma segunda-feira e durante o dia vai recebendo telefonemas e mensagens a perguntar se anda algum passarinho a rondar por aqui.
Ora bem, em primeiro lugar uma pessoa ainda pode estar simplesmente bem-disposta a uma segunda-feira, acho. Em segundo, a vida amorosa/íntima ou seja lá o que for é um assunto sobre o qual não tenciono cantar a sete ventos no facebook ou no blogue. Em terceiro e último lugar; no que diz respeito à minha vida pessoal o que parece, nem sempre é. E quem me conhece já sabe disso. Novidades? Conto-as umas semanas ou meses depois, quando quero e me apetece. Nunca na hora, nunca quando me perguntam (raramente, pelo menos).
Sim, sou reservada. Demasiado, diria.
Ora bem, em primeiro lugar uma pessoa ainda pode estar simplesmente bem-disposta a uma segunda-feira, acho. Em segundo, a vida amorosa/íntima ou seja lá o que for é um assunto sobre o qual não tenciono cantar a sete ventos no facebook ou no blogue. Em terceiro e último lugar; no que diz respeito à minha vida pessoal o que parece, nem sempre é. E quem me conhece já sabe disso. Novidades? Conto-as umas semanas ou meses depois, quando quero e me apetece. Nunca na hora, nunca quando me perguntam (raramente, pelo menos).
Sim, sou reservada. Demasiado, diria.
terça-feira, 4 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
uma foto por dia #123
Este livro foi uma das compras que fiz na Feira do Livro. A Bruxa Arreganhadentes é um livro com umas ilustrações fantásticas e uma história onde o medo aparece do início ao fim.
Professora, conta outra vez!
Disseram eles quando acabou.
domingo, 2 de maio de 2010
Reflexão de domingo à tarde
Acho que por vezes as pessoas têm a incapacidade de olhar os outros como indivíduos que são, independentemente das suas ligações pessoais, profissionais, família e amizades. Criam imagens erradas, distorcidas, pensam coisas absurdas e acabam por criar nas suas cabeças figuras diferentes da realidade [e também falo contra mim que não estou isenta de responsabilidades nisto a que chamamos a imagem que temos dos outros]. Entretanto criam-se boatos, alimentam-se conceitos errados, crescem opiniões que pouco ou nada estão em consonância com aquilo que o outro realmente é, e enfim... nascem os equívocos.
Talvez se perdessemos um bocadinho mais de tempo a conhecer melhor essas pessoas, evitavam-se muitos mal-entendidos. Na vida real e na blogosfera, também.
Talvez se perdessemos um bocadinho mais de tempo a conhecer melhor essas pessoas, evitavam-se muitos mal-entendidos. Na vida real e na blogosfera, também.
Just like honey
Muitas vezes sabemos que isto ou aquilo não resulta. Sabemos e ainda assim, insistimos. Porque é bom, porque nos faz sorrir e respirar com outra cadência. Porque não interessa o fim, só o que que fica no meio: entre o princípio de algo impossível e o fim de algo que nunca chegou a ser.
sábado, 1 de maio de 2010
uma foto por dia #121
Saio sempre da Feira do Livro com a sensação de que não vi tudo. Mais de duas horas por lá vim com quatro sacos na mão. Livros infantis, pois claro. E dos bons.
[E ainda tenho de lá voltar para dar atenção aos livros dos mais adultos]
sexta-feira, 30 de abril de 2010
uma foto por dia #120
No outro dia dizia a uma amiga que tinha de provar os três tipos de cupcakes que existem em Lisboa. Como gulosa que sou, lá fui. Na minha humilde opinião, estes são de melhor aspecto que sabor. Doces q.b. mas normais. Nem mesmo o creme colorido os salva.
Para a semana vou aos outros e vamos ver se sou surpreendida ou não.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Penso muito nestas coisas quando converso com alguns pais
(...) será que o que é bom, é isso? porque será que nunca ouvi um pai dizer que o seu filho tem uma generosidade ínfima? porque é que será que nunca ouvi uma mãe dizer que o seu filho é um porreiro e desligado dos seus brinquedos e que os oferece todos na escola? porque será que não as ouço falar na consciência solidária com os necessitados? ou com o estragar comida? e outras situações que tal... (...)
in Pipáterra
[Leiam o texto completo. Vale a pena]
in Pipáterra
[Leiam o texto completo. Vale a pena]
quarta-feira, 28 de abril de 2010
...
"Tens de ter força de vontade!"
"Tens de pensar que consegues!"
"Tens de perder o medo!"
Tens isto e tens aquilo. É igual a um "deixa lá". Não ajuda nem deixa de ajudar.
É mais ou menos como dizer a um claustrofóbico que é facil subir de elevador a um 9º andar, sozinho.
Imaginem a sensação.
"Tens de pensar que consegues!"
"Tens de perder o medo!"
Tens isto e tens aquilo. É igual a um "deixa lá". Não ajuda nem deixa de ajudar.
É mais ou menos como dizer a um claustrofóbico que é facil subir de elevador a um 9º andar, sozinho.
Imaginem a sensação.
terça-feira, 27 de abril de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
O que me irrita na Primavera
...não é o pólen das árvores que anda no ar ou as diferenças de temperatura que se fazem sentir ao longo do dia. O que mais me irrita é esta transição assim repentina das botas de Inverno para as sabrinas ou sapatos mais abertos, obrigando-me a passar por um processo deveras doloroso nos meus pés. É que enquanto não se habituarem a andar mais ao ar e a dar novamente forma aos sapatinhos guardados há um ano, é vê-los e senti-los inchados e dolorosos quase todos os dias.
domingo, 25 de abril de 2010
[depois de escrever este post, voltei ao meu estado normal]
Eu gostava mesmo era de ver o que algumas pessoas vêem. Gostava também de perceber como o fazem e que critérios estabelecem para que assim seja. Gostava mesmo. Gostava também de lhes dizer que aquela conversa do "és muito esquisita" comigo não funciona e gostava de perceber qual foi o dia em que lhes dei abertura para me adjectivarem assim. Sobretudo quando a conversa vem de pessoas que não me conhecem bem - estranhos ou conhecidos. Gostava também de compreender porque insistem a bater na mesma tecla, quando apenas digo "não vale a pena". Aliás, é meio caminho andado para a conversa parar logo ali. E cá dentro, na minha cabecinha, mandá-los logo para o outro lado. Aliás, gostava de o fazer mesmo com todas as palavrinhas, mas a boa conduta diz-me que é melhor assim. Com uma musiquinha, pois claro.
...
O que é preciso é criar desassossego. Quando começamos a criar alibís para justificar o nosso conformismo, entao está tudo lixado! (...) Acho que, acima de tudo, é preciso agitar, não ficar parado, ter coragem, quer se trate de música ou de política. E nós, neste país, somos tão pouco corajosos que, qualquer dia, estamos reduzidos à condição de “homenzinhos” e “mulherzinhas”. Temos é que ser gente, pá!
José Afonso
in «Se7e», 27/11/85
in «Se7e», 27/11/85
sábado, 24 de abril de 2010
Uma pessoa habitua-se
A não comer doces. A ouvir música no comboio. Ao barulho durante a semana. Ao silêncio do fim-de-semana. A não falar durante dois dias seguidos. A fazer o mesmo caminho todos os dias durante a semana. A ir a Lisboa só para ver mais pessoas. Ao atendimento exemplar em algumas lojas. A ler um livro antes de adormecer. A ouvir o canto do mesmo melro todos os dias. A deixar a televisão ligada de vez em quando. A ir pôr o lixo à rua. A falar com o canário, e até com as plantas. A não olhar para o telemóvel. A fazer o jantar e o almoço. A comprar a fruta no mesmo sítio, porque já nos conhecem. A ver filmes, uns atrás dos outros. A sair, para apanhar ar fresco e sol na cara. A ter o messenger desligado quase todo o dia. A ter boas conversas (mas só de vez em quando). A sonhar acordada. A não beber refrigerantes. A ler quase sempre os mesmos blogs. A comentar pouco. A ser poupada. A fechar a porta à chave. A maquilhar-se, antes de sair de casa. A ficar feliz com coisas pequenas. Às férias no mês de Agosto. A ir ao mesmo café, em Sintra. A fotografar, todos os dias. A comprar livros infantis, todos os meses. Às ausências.
[ou, se calhar, até não]
[ou, se calhar, até não]
Blogger ou Sapo?
Já várias pessoas me têm falado numa mudança para o Sapo blogs. Gosto do Blogger, da facilidade com que publico os textos e fotos, da possibilidade de mudar de template facilmente e é por isso que tenho sido um bocadinho resistente à mudança.
Há vantagens em mudar para o Sapo? Elucidem-me.
Há vantagens em mudar para o Sapo? Elucidem-me.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Eh lá!
Recebi o IRS em cinco dias úteis. Quase que consigo dizer que gosto dos senhores da Direcção Geral dos Impostos.
uma foto por dia #113
Hoje, o tema do dia foi o 25 de Abril. Viram fotografias da época, ouviram as músicas (os códigos secretos, como eu lhes chamei) e espantaram-se Não se podia dizer o que se pensava? Abriram assim muito os olhos e estiveram tanto tempo calados a ouvir-me que no fim, até me apeteceu dar um beijo repenicado a cada um. Foi bom. A semana acabou bem.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
...
(...) haverá dádiva mais preciosa e quente do que um benfazejo e simples Acreditar? Não, não há nada mais nobre.
in Contrafeito
Eu não sei se é da idade ou se isto de dizer que é da idade é só uma justificação que arranjamos para aquilo que achamos que não está bem - estas comichões, estes atritos remoem as entranhas, estas angústias que crescem vá-se lá a saber de onde. De repente tudo muda à nossa volta e pensa-se, acertadamente, que nada será como dantes e é certo que assim seja. Aceita-se, compreende-se. Mas o problema não está na vida, está nas pessoas. O problema está nas atitudes, naquilo que vemos para lá do que nos mostram, nas incoerências que saltam a olhos vistos e imagine-se, na falta de hombridade para admitir apenas, errei. O mais grave disto tudo é que a tolerância acaba por tomar um sentido decrescente e este acreditar, de repente, torna-se num fantasma e quando damos conta, evaporou-se. E aquilo que era tão nobre passa, num instante, a ser apenas um sentimento doloroso.
in Contrafeito
Eu não sei se é da idade ou se isto de dizer que é da idade é só uma justificação que arranjamos para aquilo que achamos que não está bem - estas comichões, estes atritos remoem as entranhas, estas angústias que crescem vá-se lá a saber de onde. De repente tudo muda à nossa volta e pensa-se, acertadamente, que nada será como dantes e é certo que assim seja. Aceita-se, compreende-se. Mas o problema não está na vida, está nas pessoas. O problema está nas atitudes, naquilo que vemos para lá do que nos mostram, nas incoerências que saltam a olhos vistos e imagine-se, na falta de hombridade para admitir apenas, errei. O mais grave disto tudo é que a tolerância acaba por tomar um sentido decrescente e este acreditar, de repente, torna-se num fantasma e quando damos conta, evaporou-se. E aquilo que era tão nobre passa, num instante, a ser apenas um sentimento doloroso.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
manifesto anti-bimby
Caras colegas, não vale a pena tentarem convencer-me. Não vou a demonstrações nem acho que gastar perto de mil euros nesta misturadora seja uma das grandes prioridades da minha vida. Eu cá sou mais adepta da colher de pau, do rolo de cozinha e dos tachos ao lume que eu nestas coisas da culinária ainda sou como a minha avó diz: dos bons velhos tempos.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Tenho os músculos afogados em ácido láctico
E por causa do paintball, hoje, qualquer tipo de movimento, foi uma dolorosa experiência. Até andar. E descer escadas? Pareço uma tolinha...
[é bem feita para mim que não fiz os alongamentos indispensáveis]
[é bem feita para mim que não fiz os alongamentos indispensáveis]
...
O P. gosta de gruas, teleféricos e transportes. Tudo o que tenha a ver com mecânica, é com ele. Até os seus desenhos revelam esta sua paixão.
Hoje, durante a hora das novidades, contou que no fim-de-semana foi passear de eléctrico com a mãe em Lisboa.
Sabem o que é um eléctrico?
Só três dedos no ar. Em vinte meninos, três sabiam. Lá expliquei, falámos de outros meios de transporte e prometi que amanhã trazia imagens de eléctricos de Lisboa.
Hoje, à saida, o P. veio ter comigo e disse:
Amanhã vais trazer as fotografias dos eléctricos, não vais?
[Vou ali procurar umas fotografias e pensar se seria possível leva-los a Lisboa, de comboio, para verem os eléctricos, a sairem ali da Praça da Figueira]
Hoje, durante a hora das novidades, contou que no fim-de-semana foi passear de eléctrico com a mãe em Lisboa.
Sabem o que é um eléctrico?
Só três dedos no ar. Em vinte meninos, três sabiam. Lá expliquei, falámos de outros meios de transporte e prometi que amanhã trazia imagens de eléctricos de Lisboa.
Hoje, à saida, o P. veio ter comigo e disse:
Amanhã vais trazer as fotografias dos eléctricos, não vais?
[Vou ali procurar umas fotografias e pensar se seria possível leva-los a Lisboa, de comboio, para verem os eléctricos, a sairem ali da Praça da Figueira]
domingo, 18 de abril de 2010
uma foto por dia #108
[Eu sou a prova mais evidente que de não devemos dizer que não gostamos disto ou daquilo sem antes experimentar]
Esta manhã fomos festejar o aniversário do L. com uma sessão de paintball. Apesar de chover bastante, lá nos deslocámos até Bucelas e, coincidência ou não, o tempo começou a melhorar.
Regras explicadas, equipas feitas e eu lá fui, um bocado a medo. A arma era pesada, o terreno dos vários cenários estava uma miséria, a máscara era incomodativa mas... 'bora lá!
Durante quatro horas fizémos seis jogos em seis cenários distintos e a manhã só não correu melhor porque o aniversariante, num dos jogos, escorregou e torceu (pensamos nós) o pé, ficando impedido de jogar os jogos seguintes.
Agora estou aqui quase sem me poder mexer, com dores em quase todos os músculos. Mas posso dizer-vos que gostei tanto que no próximo fim-de-semana repetia a experiência.
sábado, 17 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Preciso dar descanso à voz
Estou rouca há três dias. Já não sei colocar a voz. Acho de desaprendi a técnica para falar alto - o som a sair da barriga e não da garganta - e, de um dia para o outro fiquei assim, neste lindo estado que vocês não conseguem ouvir. Não é voz de garrafão, é uma coisa estranha entre alguém que parece fumar dois maços de cigarros por dia e uma pessoa que está constipadissima. Eu mal me oiço e, para falar na sala de aula, o esfoço é a dobrar. A voz tem de chegar lá ao fundo e falha-me. Bebo água, peço silêncio e durante uns cinco minutos consigo dizer-lhes o que pretendo... depois, volta o burburinho e calo-me outra vez. Canso-me. É assim, três ou quatro vezes até conseguir transmitir-lhes o que quero. Depois, na altura de trabalhar individualmente, mantêm-se minimamente sossegados e se houver música de fundo, ainda corre melhor. Valha-me isso.
Ele até é giro e tal e tem assim umas musiquinhas engraçadas mas...
...não, não tenciono ver o Michael Bublé em Novembro.
[agora, se falarem nos Gotan Project, a coisa já muda de figura... só me falta comprar o bilhete que a vontade já cá mora]
[agora, se falarem nos Gotan Project, a coisa já muda de figura... só me falta comprar o bilhete que a vontade já cá mora]
Francesca & Robert
Tinha 18 anos quando ouvi falar no filme The bridges of Madison County pela primeira vez, no "Sexo dos Anjos" um programa do Júlio Machado Vaz que passava, se não estou em erro, na Rádio Nova, aos domingos à noite.
Há qualquer coisa (muitas coisas) neste filme que não sei explicar aqui, assim, descaradamente, com as palavras certas. Não sei dizer de outra forma que adoro esta parte do filme e aquele momento e que ela lhe ajeita a gola da camisa e ele põe a mão dele sobre a dela. Ou a dança que mais parece um longo abraço. Ou até aquele olhar dela (uns rápidos dois segundos) quando ele está de costas e ela ao telefone. Mas isto sou eu, assim, que sou uma romântica.
[E se o Al Pacino tem um je ne sais quois, o Clint Eastwood não llhe fica atrás e até lhe ganha pontos com este ar rude e meio desmazelado]
quarta-feira, 14 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
A frase do dia
Professora! Nas férias fui ao Museu Bernardo e vi um sapato feito de tachos e panelas. Estava muito fixe!
P., 7 anos
P., 7 anos
domingo, 11 de abril de 2010
uma foto por dia #101
Voltei a pegar na Supersampler e acabámos o rolo em três tempos. Há dois anos que estava esquecida numa gaveta. Agora estou assim, ansiosa para ver o resultado das fotografias. Já não estou habituada a este tempo de espera entre a revelação e as fotos...
...Nothing ever lasts forever...
E que bons foras estes dias. Ócio, puro ócio, muitos passeios e boa conversa. E o sol que esteve sempre presente e me fez sair daquela fase bicho-do-mato. E este não fazer nada que me deixou assim, tranquila e quase, quase de forças recuperadas para os próximos três meses de aulas que se seguem. Pensamentos mais ordenados e meio caminho andado (ou vá, um terço do caminho) para responder totalmente à tal pergunta.
Não sei se estou capaz para o que der e vier, não sei porque o mês de Maio é terrível para me deitar abaixo de cansaço mas, pelo menos, estou optimista e isto num domingo à tarde, é motivo para comemoração.
Não sei se estou capaz para o que der e vier, não sei porque o mês de Maio é terrível para me deitar abaixo de cansaço mas, pelo menos, estou optimista e isto num domingo à tarde, é motivo para comemoração.
sábado, 10 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
A professora precisa é de ir falar com adultos!*
Passava o resto do mês neste andamento assim, de férias sem serem férias, em slow motion, a passear aqui e ali, a ter boas conversas (boas mesmo, daquelas que não queremos que terminem), a ser eu, sem vinte crianças, seis horas por dia.
*frase proferida por uma das auxiliares da escola quando me viu em desespero de causa.
*frase proferida por uma das auxiliares da escola quando me viu em desespero de causa.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
uma foto por dia #098
A vista é desta esplanada, no miradouro de Santa Catarina (miradouro do Adamastor)
Diz-se que foi deste miradouro que o general francês Junot assistiu, sem nada poder fazer, à partida dos navios portugueses que transportavam a família real portuguesa para o Brasil, em Novembro de 1807. Daí a expressão popular, "ficar a ver navios".
Listas
Ainda não descobri se funciono bem com listas ou não. Fazer a lista das compras facilita-me a vida e impede-me de direccionar a atenção a outros produtos (e depois, descobri que ir ao supermercado depois de almoço é a melhor forma de nunca trazer alimentos desnecessários). Com a lista dos meus afazeres diários a coisa já não corre tão bem e acabo sempre por falhar um ou dois ou até três objectivos que tinha traçado para o meu dia. Fazer uma lista de projectos também não é algo que tenha tido grande sucesso - fiquei aquém do esperado e deixei para trás coisas assim mesmo muito importantes para mim e enfim... acabei por deixá-la ficar ali, como recordação ou a servir de ponto de partida para os meus futuros planos/projectos. Depois há as listas de filmes e livros que gostava de ver e ler. Aponto os nomes aqui e ali, rascunho uma lembrança na agenda quando algum me desperta a atenção e depois, se até vejo esse filme ou leio o livro fico assim, com uma sensação boa porque não me esqueci e acima de tudo e felizmente, porque a maior parte das vezes até valeu a pena.
Mas estas duas listas são difíceis de superar. E tempo para isto tudo?
Mas estas duas listas são difíceis de superar. E tempo para isto tudo?
Hoje estive aqui
E lembrei-me desta fotografia de Luis Carvalho, uma das minhas favoritas. Onde é?
[Eu cá acho que a rapariga do lado direito estava roída de ciúmes]
...
Tenho-vos a dizer que as meninas da loja Parfois, na Rua Augusta, são de uma simpatia enorme. Hoje levei à loja um relógio que ali tinha comprado há mais ou menos um ano e que, por desatenção minha, deixei cair ao chão, partindo a bracelete. Pois elas disseram-me logo que fiz muito bem em ir lá. Entretanto, encontraram uma peça sobresselente numa caixa cheia de artigos com defeitos e ainda me arranjaram a bracelete na hora. Tudo isto sempre com uma educação e simpatia que há muito tempo não via por aí, nas lojas habituais. Gostei.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Lembro-me
[foto do meu pai, 1984/85]
Nos dias em que a nossa avó cozia pão no enorme forno de lenha, tínhamos sempre uns pãezinhos mais pequenos especialmente feitos para nós e com eles preparávamos o nosso lanche especial: partíamos os pães às fatias, barrávamos as fatias com manteiga Planta e deitávamos por cima uma boa camada de açúcar branco. Depois regalávamo-nos com aquele petisco. Eu, só parava quando já estava enjoada de tanto açúcar...
Às vezes também acompanhávamos os nossos avós nas actividades da quinta: o meu primo ordenhava as ovelhas e, enquanto ele bebia o leite ainda morno, acabado de ordenhar, eu fazia inúmeras tentativas nos pobres animais para que algum leite saísse das suas tetas, mas nunca fui bem sucedida...
Nos dias de regar o milho, jogávamos à apanhada e às escondidas no meio do milheiral enquanto a nossa avó gritava para tivéssemos cuidado e não partíssemos nenhuma cana de milho. Nesses dias ficávamos sempre com a pele dos braços vermelha de tanto roçar nas folhas do milho e mais tarde, sentíamos uma comichão tremenda que demorava a passar.
Quando estava muito calor despejávamos o tanque da água suja e voltávamo-lo a encher com a água gelada e limpa do poço que havia atrás da casa. Depois de algumas horas enfiados no tanque, tremíamos de frio e ficávamos com a pele enrugada, mas nessa altura a temperatura da água não tinha nenhuma importância e o que interessava era brincar, brincar e brincar. Também ajudava a minha avó quando punha a roupa a corar ao sol, em cima das ervas que cresciam em redor do tanque e eu achava aquilo o máximo porque a roupa ficava mesmo branca e não percebia bem como é que isso acontecia...
De noite o tempo também era longo. Quando os adultos nos deixavam, estendíamos uma manta no pátio em frente à casa e deitados de barriga para cima, olhávamos o céu carregado de estrelas e contávamos as estrelas cadentes que cortavam o céu. Foi assim que aprendi a reconhecer algumas constelações e foi ali que vi a Via Láctea pela primeira vez.
É isto o sal da vida, não é?
terça-feira, 6 de abril de 2010
dos anos 80
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