quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Pró Natal de presente eu quero que seja...

... uma surpresa, ou duas! Vá... três que é assim um número especial. Três boas surpresas, claro!

[Não peço muito, pois não?]

Ainda os boatos

Depois acontece que por acaso sabemos a verdade, a verdadeira causa, o epicentro de um boato. Aí, o sarcasmo e a ironia podem dar lugar à revolta ou à indiferença. Mas... sabendo de antemão que a revolta é meio caminho andado para não ficar bem, a escolha é fácil. Demasiado fácil.

uma foto por dia 143#


[arco-íris]

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

uma foto por dia 142#


[reflexo]

boato puxa boato

De boatos está o mundo cheio. À semelhança do ano anterior, faço parte de um boato e isso diverte-me. Diverte-me observar as pessoas a tentarem ver-me dar um passo em falso, a fazerem julgamentos, a criticarem, a especularem. Rio-me na cara delas, descaradamente. Torno-me sarcástica, cínica, irónica e faço emergir um eu que poucas vezes conheço em mim. Isso diverte-me; muito.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

...

Não gosto, detesto, abonimo a chuva e dias assim, como o de hoje. Contudo, gosto do frio. Gosto de casacos de lã, de cachecóis, de luvas e botas altas. Gosto de collants opacos, camisolas de gola alta e gorros. Sinto o Inverno como a estação de mais glamour, com mais diversidade de cores, géneros e feitios de roupa. Arriscar é a palavra-chave, não deixar na loja a camisola rosa-choque que vi no outro dia e comprar aquele cinto vermelho para usar com o casaco preto. Fugir ao normal, ao meu normal. Em dias de Inverno. E durante a vida inteira.

...

Começar a semana com uma terrível dor de costas [ou torcicolo ou distensão muscular] e não conseguir escrever no quadro não é nada bom... nada mesmo.

uma foto por dia 141#


[Rua Augusta]

domingo, 18 de novembro de 2007

Há pouco tempo o meu pai descobriu porque desapareciam as garrafinhas de bebidas alcoolicas da sua colecção

Na altura devia ter uns 7 ou 8 anos. Depois da escola passava o tempo a ver os desenhos animados do Vasco Granja, a fazer filas intermináveis com peças de dominó ou então, ia para casa dos meus tios onde ficava horas seguidas a jogar às damas com os meus primos.
Mas em certas tardes, quando a RTP2 transmitia os campeonatos do Mundo de Patinagem Artística ninguém me tirava da frente do televisor.
A casa ainda tinha alcatifa e nada melhor do que algum papel atado aos pés para escorregar no chão e imitar, na medida do possível, todos aqueles esquemas que via na televisão. O meu pai trazia umas revistas que lhe davam no emprego e como eu não ligava a banda desenhada, usava essas folhas para fazer de patins...
Foi assim que estraguei muitas revistas do Tintim... verdadeiras preciosidades nos dias de hoje.

No fim, enquanto os atletas esperavam a pontuação bebendo garrafas de água, eu ia buscar umas garrafinhas pequeninas de vodka e whisky que o meu pai coleccionava e bebia-as ao bocadinhos...
Hoje gosto de vodka mas detesto whisky. Porque será?

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

uma foto por dia 138#


[os atacadores vermelhos]

de poucas palavras e imagens

"Queres ser a minha dama?"

Foi a pergunta que um menino fez numa carta à sua amada. Os dois quadradinhos lá estavam: sim ou não. No fim, ainda lhe dedicou uma música cabo-verdiana e escreveu-a em crioulo.
Lindo. Eu achei, pelo menos.

O amor não está na moda mas existe para aqueles que ainda não cresceram. Nem que seja assim, em forma de carta.


[é como estou]

terça-feira, 13 de novembro de 2007

uma foto por dia 137#


[os professores também brincam]

Constatação #7

A continuação deste semi -Verão com cheiro a Outono só me fez constatar de algo sem qualquer importância: já não sei andar de saltos altos. É o que dá andar quase todo o Verão de sandálias baixas e chinelas nos pés (e continuar a calçar sapatos baixinhos e semi-abertos agora)

Pronto, estou farta. Preciso de frio! [nem que seja apenas para melhorar a minha imagem...]

;)

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

O amor está fora de moda

Hoje no comboio deparei-me com um artigo na Sábado que me deixou pensativa o resto da viagem. Tinha como título "O que é isso de ser dinky?"

Os dinkies [dual income no kids yet] são pessoas que não pretendem compromissos, não querem assentar, não querem ter filhos, são independentes e individualistas. É a filosofia do menor vínculo possível. O menor vínculo possível, atenção.
Não condeno, mas sinceramente faz-me uma certa impressão este tipo de vida. Também não defendo a tradição nas suas origens mais remotas: casar e ter filhos o mais rapidamente possível, mas parece-me que cada vez mais se escolhe o caminho do facilitismo e do egoísmo. As pessoas já não têm que abdicar do seu tempo em favor de outrem, não assumem um compromisso sério, não pensam na partilha, na vida a dois. Um dos entrevistados dizia o "nós" ainda me faz muita impressão.
Chamam-lhe fenómeno e dizem que em 2010 cerca de 25% da sociedade portuguesa pode ser constituída por estes dinkies. É uma visão assustadora, confesso. Pergunto-me a mim própria onde estará o amor no meio disto, se haverá algum espaço para ele mas sabem... só me ocorre uma resposta: o amor está fora de moda.