quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Os meus dias são assim

O tempo tem sido escasso. Para ler blogues e escrever. Uma turma de 1º ano exige atenções redobradas e eu ando por aqui, cansada até mais não (mas todos andamos, não é?), a sair tarde da escola, a dormir pouco, com mais problemas do que esperava e dez cópias da tese para entregar terça-feira, na secretaria da faculdade.
Lá na escola está tudo bem, felizmente. Os miúdos são o máximo e esta semana descobri que adoram cantar e dançar sem quaisquer vergonhas ou receios. Ponho música (baixinha) enquanto trabalham e isso acalma-os e ao fim do dia dançamos e cantamos um bocadinho, só para descontrair e sairmos todos de sorriso nos lábios.

Fica aqui uma amostra do que andamos a fazer. Perdoem-me, mas explico mais tarde.

aula01

aula02

aula03

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Mais uma surpresa

E a meio do casamento ela veio apresentar-se. "Só podias ser tu", disse-me. E apresentou-me também o seu filho que entre o seu livro e muita conversa me confessou querer ser actor "... no Politeama", acrescentou.

Há sempre estrelas cadentes, não é C.? Não me posso esquecer disso.

;)

E o amor acontece...

Talvez tenha sido um dos casamentos mais bonitos ao qual assisti. Talvez porque foi o de uma das minhas melhores amigas e teve uma surpresa fantástica preparada pelo noivo que conseguiu emocionar quase toda a gente enquanto ela caminhava até ao altar. Foi assim.

My creation

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

...

Quando vi o trailer deste filme, lembrei-me logo deste outro de há 25 anos atrás.

Parece-me que há algumas semelhanças e não sou a única a pensar assim.

[E lembram-se da música?]

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Spoil Session

spoil session

Hoje deitámos a vergonha para trás das costas, assumimos a vaidade e o narcisismo presente em cada uma de nós e lá fomos as três para uma sessão fotográfica em estúdio que durou quase três horas. A M. vai casar no domingo e esta foi também a nossa prenda de casamento. E valeu a pena cada minuto que lá estivemos! Foi uma tarde divertidíssima e cheia de mulherices para mais tarde recordar!

Diálogo na sala de aula

O Filipe sai da cadeira e mostra-me o seu desenho, cheio de corações azuis e cor-de-rosa.

- O que é isso Filipe?

- É uma chuva de corações.

- Porque fizeste uma chuva de corações?

- Porque a paixão está no ar. É dia de S. Valentim.

[Assim. Sem tirar nem pôr]

Desconfio que seja isto que acontece aos meus alunos


[daqui]

domingo, 27 de setembro de 2009

Dia de eleições

São onze e trinta da manhã e já cumpri o meu dever cívico. Pela primeira vez em catorze anos de recenseamento vi uma escola cheia de gente a um domingo e esperei dez minutos na fila (!?!) da minha secção de voto.
Será bom sinal? Espero que sim.

sábado, 26 de setembro de 2009

A literatura infantil não precisa de fichas

Um texto muito pertinente. A ler atentamente por todos aqueles que gostam de literatura infantil.

Menino coragem

Um os meus alunos partiu o braço direito ontem, enquanto brincava no recreio. Depois de ter sido levado para uma sala vazia e enquanto esperávamos pela ambulância, eu e outros dois colegas tentávamos acalmá-lo. Entre festas na cabeça, muito colo e mimos ele só me perguntava:

Não me podes pôr o braço direito? O que vai ser da minha vida agora? Como vou escrever?

Achei incrível o sangue-frio daquela criança de 6 anos que depois dos primeiros choros e entre muitas dores, acalmou-se e aguentou-se estoicamente, conseguindo ainda raciocinar sobre as consequências de um braço partido.
Uma lição.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

...

Aos dezoito anos e no auge da minha parca rebeldia participei num programa radiofónico do qual já não me lembro do nome, na Rádio Renascença. Nessa noite, via telefone, expus a minha opinião em relação a Deus. Não acreditava Nele e ninguém me demovia desse meu princípio. Quando a jornalista me perguntou em que é que acreditava disse que acreditava em mim própria e expliquei que sendo uma pessoa normal, sem nada de extraordinário, só podia contar comigo mesma e com aquilo que sabia que poderia ou não fazer. Deus não me dava garantias e portanto, nunca poderia acreditar numa Entidade que nunca me tinha dado provas reais de nada.

Hoje, catorze anos passados, ainda não defini muito bem a minha relação com Deus. Umas vezes aproximo-me mais, outras vezes afasto-me e olho-O de longe.
A Igreja, como instituição, causa-me alguns arrepios nomeadamente no que diz respeito a certos radicalismos e rituais, no entanto, gosto da igreja como local de reflexão e silêncio, ponto de encontro de pensamentos, decisões e até de pedidos feitos em desespero de causa [lembro-me sempre do filme protagonizado por Jim Carrey - Bruce Almighty - onde ele, passando a ter os poderes de Deus, não consegue dar conta do recado e atender a todas as pessoas do planeta].

Se acredito Nele? Acredito, mas reservo-me ao direito de duvidar de vez em quando. Nem que seja só para voltar a entrar numa igreja e em quinze minutos de silêncio ganhar mais força e optimismo para seguir em frente. Não sei se isto é ter fé mas, por agora, é com esta que posso contar.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Oh, The Temptation

Apresento-vos alguns dos meus alunos

mn00

A parte que eu mais gosto quando eles fazem os auto-retratos é quando me pedem por um lápis "cor de pele". Deixo-os logo confusos quando lhes pergunto qual é a "cor de pele": se a deles, a minha, a do colega com a pele mais acastanhada ou a do outro que ainda tem a pele mais escura.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Coincidência [ou talvez não]

A propósito de sonhos... hoje descobri isto.
chase your dreams

Não sou muito adepta de ver palavras na roupa... no entanto, um destes dias, por impulso, comprei esta blusa - "chase your dreams". Acho que preciso de me lembrar disto de vez em quando.

domingo, 20 de setembro de 2009

Política(s)

Para quem, como eu, gosta de ler e conhecer as propostas dos partidos políticos sem grandes rodeios, floreados ou palavras a mais, o Pedro Correia, do Delito de Opinião, irá apresentar as medidas emblemáticas dos principais partidos políticos em 50 pontos essenciais. Tudo muito sintético, claro e objectivo. Como eu gosto.

Aqui, o Bloco de Esquerda.

Acho que já não tenho idade para estas coisas

Há quatro/cinco anos atrás saía quase todas as semanas. Sexta e sábados, fizesse chuva ou sol, estivesse calor ou frio, eu a L. e outras amigas estávamos sempre prontas para uma saída à discoteca onde dançávamos a noite inteira, muitas vezes até o estabelecimento fechar portas. O objectivo era mesmo divertirmo-nos e dançar até não poder mais visto que todas adorávamos fazê-lo.
Ontem a L. teve a sua despedida de solteira e nós, claro, fomos recordar os bons velhos tempos. Depois de um bom jantar, muita conversa, diversão, dança, alguns copos a mais, chegámos a casa já perto das seis e meia da madrugada. Mas o pior foi agora de manhã... dói-me o corpo todo, parece que levei uma grande tareia e a cabeça ainda mantém o mesmo zumbido de quando me deitei.
Não sei se a idade perdoa ou não mas duvido que consiga repetir esta proeza tão cedo. E mais... não me parece que este domingo seja suficiente para recuperar energias para mais uma semana de trabalho.

[Mas continuo a gostar muito de dançar]

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Do you remember?

Nunca fui grande fã do Dirty Dancing, mas esta série sim... vi-a de fio a pavio.

...

Com o passar dos anos acabamos por viver acontecimentos, momentos, dias e horas que nos marcam. Coisas boas e más. Coisas assim-assim. Um dia, muitos dias, dizemos que não voltamos a fazer isto ou aquilo e juramos a pés juntos que não repetimos certas atitudes, coisas que não sendo necessariamente erros, podem significar apenas gestos e formas de estar. E repetimo-lo até à exaustão, escrevendo na nossa cabeça, vezes e vezes sem conta que tal nunca mais pode acontecer. Pois é... É tudo muito bonito e fácil até ao dia em que acontece outra vez e aí compreendemos que a essência de que somos feitos é maior que tudo o resto e não vale a pena lutar contra isso. Somos assim independentemente do contexto, das pessoas, do local, da vida, do que nos fez crescer, rir ou chorar.
Não mudamos e nem os outros mudam por nós. E essa é uma verdade quase absoluta, há que aceitá-la somente.