terça-feira, 4 de novembro de 2008

Serei a única que não gosta de Rita Red Shoes?

Eis a questão.

06:45

Acordar. Um mau acordar que escorre corpo fora enquanto a água aquece os primeiros pensamentos do dia.
Um relance no espelho embaciado e ver aquelas olheiras. Sempre as olheiras; imagem de marca cravada nos olhos, indisfarçável apesar dos cremes, anti-olheiras, iluminadores e toda a panóplia de produtos possíveis. É cansaço, dizem.

Não sei o que vestir. Não sei. Não gosto disto. Talvez isto ou antes aquele vestido. Sim, é isso.

E depois o som das botas que ecoa no corredor até a porta fechar.

O pequeno-almoço tomado a correr, apanhar o comboio e ir em pé, quase de olhos fechados, ainda a imaginar que o dia nem sequer começou. Tirar o casaco e pousar a mala.

Já estou cheia de calor.

E as pessoas que se encostam, o saco a tocar nas pernas, o guarda-chuva em cima das botas, a criança que não se cala porque quer ir sentada e ninguém se digna a dar o lugar.
As mesmas caras todos os dias. De vez em quando muda de carruagem, precisa de outras caras, outras expressões, pessoas mais felizes, sorrisos reais ou apenas o vislumbre de um sinal de felicidade.

Está quase.

Quinze minutos depois sai e enquanto caminha sente mais uma vez o peso de uma semana de trabalho. É sexta-feira e nem isso alivia as preocupações.

Preciso de ligar à minha mãe, perguntar ao meu pai como correu a reunião, anular o contrato com a Vodafone, pagar à D. Alice, marcar a consulta, reformular mais um capítulo do trabalho e o resto... o resto.

A escola. A escola, todos os dias, todas as noites, minutos e segundos. Uma preocupação constante. Desabafos que são feitos nos poucos jantares com toda a família, angústias que se revelam enquanto as batatas fritas desaparecem do prato.

Não fales mais nisso filha; dás cabo da tua saúde.

E ela que precisa de falar, que todos os dias vai para casa e só não fala sozinha porque parece mal. Porque lhe poderiam chamar de maluca.

Até amanhã. Quando voltas? Ficas bem?

As despedidas, a promessa de voltar amanhã ou depois. Às vezes a vontade de ficar só por aquela noite, só por sabê-los ali na sala, no quarto. A família que afaga a alma.
E o comboio de novo. De manhã. De noite.

Está quase.

Não fui eu que disse, mas concordo

As meninas trazem os seus cadernos para o alpendre e na sombra da mangueira fazem os trabalhos de casa. Vêm descalças e trazem tacinhas de alumínio com rodelas de banana frita. Comem enquanto estudam. Os cadernos enchem-se de pequenas nódoas de gordura cor de açafrão. Não têm estojos da Hello Kitty, nem lapiseiras perfumadas que escrevem a lilás e azul-turquesa. Não têm manuais apelativos com ilustrações coloridas. Nunca pesquisaram na internet para fazer os trabalhos de casa. Não têm disciplinas que moldam a cidadania e aguçam a curiosidade. Têm de saber de cor as tabuadas até à do vinte. Aprendem a ler e a escrever em inglês, concanim e hindi. Em breve, falarão na perfeição três línguas, dominarão dois alfabetos, o devanagari e o latino. Saberão fazer cálculos matemáticos elaborados. Observo-as. Pego nos cadernos de folhas ásperas e lembro-me do meu avô José que, já velho, aprendeu sozinho a escrever em cadernos semelhantes.
(O Conselho Nacional de Educação aconselha que deixe de haver chumbos até ao nono ano de escolaridade. É o que se faz na Finlândia, país com o qual alguns gostam de nos comparar. O Conselho Nacional de Educação propõe tal disparate e, naturalmente, o Ministério da Educação pondera experimentar tal medida. Entretanto, o Primeiro-Ministro, tão triste na sua arrogância, foi para a cimeira ibero-americana gabar o Magalhães, o portátil anão que, segundo ele,resgatará as nossas crianças do analfabetismo e da estupidez. Somos um país de merda. Melhor, somos uma merdinha de país.)

Ana
in Ana de Amsterdam

sábado, 1 de novembro de 2008

???

Desculpem lá... mas é normal que alguns homens enviem mensagens a dizer o seguinte:
Hei! ou Psst ?

São mensagens em modo de telegrama, não sabem simplesmente o que dizer ou querem dizer algo e não sabem como?

Já acendi a lareira



[hoje]

Urban Sketchers


[ilustração de João Catarino]

Quem gosta de fotografia, facilmente gosta de ilustração.

Descobri este blog hoje, enquanto deambulava por aí. Dele fazem parte uma série de ilustradores de todo o mundo (há quatro portugueses, João Catarino, José Louro, Pedro Cabral e Eduardo Salavisa) e ali mostram os desenhos de pessoas e locais por onde passam.
Vale a pena descobri-lo.

...

Pois é. Dei cabo do meu template e não o guardei antes. Coisa esperta.

[Adenda: afinal até estava guardado. E com a preciosa ajuda do R. tudo se compôs]

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O cenário adequado

Em noite de bruxas temos trovoada.

[pelo menos aqui por Sintra]

12 contra 12

Hoje os rapazes da turma choraram. No jogo da tracção à corda, as meninas conseguiram ganhar e eles, humilhados e também doridos pela fricção da corda nas mãos não evitaram as lágrimas.
É incrível como estão habituados a serem o sexo mais forte, como um simples jogo os deixou sofridos na sua dignidade e demoveu (mesmo que parcialmente) essa ideia pré-concebida de que o homem é sempre mais forte que a mulher.
Mas não houve protestos. Não deram justificações erradas ou inventaram desculpas para a situação. Apesar das lágrimas, aceitaram. E eu gostei de ver.

Uma boa forma de começar o mês de Novembro ou então apenas uma maluquice de fazer sorrir quem passa

E se amanhã fizer(mos) isto?

terça-feira, 28 de outubro de 2008

domingo, 26 de outubro de 2008

Os sonhos que uma criança pode ter

O meu maior sonho é a minha mãe ganhar o Euromilhões e poder comprar uma casa grande, com relvado, piscina, uma escada e quatro quartos.
O segundo sonho que eu tenho é ser boa aluna e perceber as coisas. O meu terceiro sonho é ter uma bicicleta nova. O meu quarto sonho é que Jesus apareça em qualquer momento, em carne e osso. E o meu quinto sonho é ter mais intervalos na escola. Estes são os meus maiores sonhos.

[Escrito por uma das minhas alunas]

Os meus serões



Olha que lindo programa de domingo à noite...

[Ninguém quer ajudar, não?]

Esta também foi outra parte má da viagem

Aconteceu quando o pai de uma das pessoas que me acompanhava nos decidiu levar a Andorra simplesmente porque ao domingo está tudo fechado em Barcelona. Ora eu, na minha ingenuidade, pensava que ia conhecer e passear pelas zonas mais rurais do país, vulgo montanhas, campos, sítios onde pudesse ver passarinhos, árvores, o céu muito azul e respirar ar puro... mas não. Fizémos nada mais, nada menos que 360 km de viagem (ida e volta) para andar para cima e para baixo na cidade a ver as lojas. Ah, ainda compraram tabaco, coisa que para mim, como não fumadora, tem um interesse fantástico... mas enfim. Calei-me bem caladinha e fui engolindo a pressa de sair dali.

Agora já posso dizer que fui a Andorra, pronto. Ao menos isso.

sábado, 25 de outubro de 2008

Esta foi a parte má da viagem

Andar pelas ruas de Barcelona, uma cidada multicultural, cheia de pessoas bonitas e ouvir constantemente:
- Olha aquela com aqueles sapatos de salto alto! Como é possivel andar assim?
- Que collants horríveis!
- Ai o cabelo daquela! As pessoas não têm espelho em casa?
- Há pessoas que não se sabem vestir...
- E aqueles botins? Que coisa feia...

É de ficar sem um pingo de paciência. Principalmente porque muito do que criticavam, eu gostava!
Às tantas comecei mesmo a responder que gostava, que tinha coisas parecidas e depois não tiveram outro remédio se não calarem-se de vez...

Nada mau...

Dos 101 projectos (a curto, médio e longo prazo), só me faltam cerca de 55.

[acontece que os que faltam são os mais difíceis... mas pronto, não vou pensar nisso]

terça-feira, 21 de outubro de 2008

As imagens



Barcelona, pelos meus olhos. Aqui.
[E desculpem a falta de legendas, mas não há tempo para mais]

E se..?

E depois volta-se assim... com os sonhos à flor da pele, numa mistura de anseios e projectos, consciente de todas as dificuldades e limitações que poderiam surgir mas com a sensação de possuir capacidades maiores que aquelas que julgava ter.
Entretanto, encara-se novamente a realidade e o trabalho cai em catadupa, com prazos apertados e sem haver grande margem de manobra para contornar certas situações. Às vezes detesto ser professora.

[As fotos vão ter de esperar. Por incrível que possa parecer, não são muitas. O mais importante ficou-me na memória]

Fins aviat

[que é como quem diz até logo, em catalão]

De volta a Lisboa... mas com Barcelona no coração

Pois é... apaixonei-me

E agora vou ali carpir mágoas para o vale dos meus lençóis que isto de chegar num voo com quase quatro horas de atraso, deixou-me com a paciência por um fio.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Interrompemos a emissão para compromissos inadiáveis

Louca... chamar-me-ia louca há algum tempo por sair num fim-de-semana em que o trabalho aperta em todos os sentidos. Felizmente, deixei a planificação da próxima semana já feita e a maioria das aulas alinhavadas no papel. Falta-me fazer a mala com o essencial para três dias, acabar uns trabalhos pendentes e deixar a casa minimamente arrumada (sim, porque já sou mais organizadinha!) e apesar do relógio marcar as nove da noite, ainda tenciono deitar-me antes da meia-noite, portanto, vou indo.

Se perguntarem por mim, digam que voei.
Até segunda-feira!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

As cartas

Hoje abri a gaveta e reli algumas cartas. São muitas; mais de duzentas, todas elas escritas à mão e enviadas pelo correio. Fazem parte de mim, aconchegaram-me os sonhos, as cumplicidades, um grande amor. Não olho para trás, mas gosto de me lembrar de tudo o que vivi. Não sou nostálgica, mas preciso das minhas recordações para olhar em frente e perceber que tudo isso também me levou ao que sou hoje. Sem ressentimentos ou arrependimentos; sem mágoas, que a vida não se compadece com a incapacidade de perdoar.
E depois... quem é que hoje em dia tem mais de duzentas cartas de amor?
Eu tenho.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Tudo ao mesmo tempo e sem parágrafos ou a forma como alguns dos meus alunos ainda escrevem apesar das minhas ameaças de reguadas ;)

O tempo existe, mas é curto. Não tenho muito a escrever, não me apetece. Preciso de fazer mais fotografias, esse hábito faz-me falta. Tenho vontade de fazer um bolo de chocolate mas deixei acabar o açúcar. Ainda bem, não caio em tentação. A formação já começou e estou a gostar muito, apesar de chegar a casa às dez da noite. Os miúdos estão bem, a preguicite aguda começa a dar tréguas e começam agora a trabalhar mais. Os colegas novos da escola já estão completamente integrados no bom ambiente que ali se vive. Gosto disso. Gosto da minha hora de almoço e das parvoíces e gargalhadas que andam pelo ar na sala dos professores. Estive quase para comprar uns botins castanhos mas pensei que não me iam servir de nada e ficaram na loja. Eram lindos, lindos. Estive em Sintra e comi um travesseiro na Piriquita. E que bem que me soube. Estou farta deste tempo, sem frio e sem calor. As minhas fotos da Tunísia vão sair numa revista, com textos que ainda tenho que escrever. Credo. Tenho tanta coisa para fazer este fim-de-semana que nem sei por onde começar. Credo... outra vez. Também tenho dois filmes para ver e episódios de algumas séries. Estou a uma semana de Barcelona. E estou cansada, mas não faz mal. Viva la vida.

domingo, 5 de outubro de 2008

Movie #22



I hate it when adults use the term "sexually active." What does it even mean? Am I gonna like deactivate some day or is it a permanent state of being?

sábado, 4 de outubro de 2008

da reciprocidade

se não existe, não se insiste.

Organização, precisa-se.

Por aqui o trabalho está a crescer a olhos vistos. Entre a professora e a estudante que sou é preciso gerir o tempo com muito cuidado, planear cuidadosamente a semana, não desperdiçar horas e aproveitar rigosoramente todos os minutos disponíveis para adiantar as tarefas da escola.
A Formação de Língua Portuguesa já começou: de quinze em quinze dias haverá aulas à noite, de quinze em quinze dias terei a formadora na minha sala de aula a observar o meu trabalho e todas as semanas terei de planificar com ela o trabalho a efectuar. Será assim de Outubro a Maio do próximo ano.
Depois, a tese. Reuniões com o orientador de 3 em 3 semanas, com algum trabalho pronto a ser entregue nessa altura para ele corrigir e dar o seu feedback. A tese está feita mas precisa de muitas correcções e esta é a minha última oportunidade para acabar com este peso que trago comigo há algum tempo.
Ainda há a avaliação. Até ao fim do mês há que elaborar os objectivos induviduais para que todo o processo se inicie. É preciso começar a pensar no portfolio que iremos apresentar até ao fim do ano e mais tarde, nas aulas que irão ser avaliadas por um colega titular.
Por fim, a escola, o meu trabalho diário. Apesar de aqui estar em último é com isto que mais me procupo - as aulas, as planificações, as dificuldades apresentadas por alguns alunos, as correcções dos trabalhos, a importância em não atrasar nem acumular trabalho em cima da secretária.

Só passaram três semanas de aulas, mas já me sinto como se estivesse a meio do ano.

...



Time is never time at all
You can never ever leave without leaving a piece of youth
And our lives are forever changed
We will never be the same
The more you change the less you feel

Believe, believe in me, believe
Believe that life can change
That youre not stuck in vain
Were not the same, were different tonight
Tonight, so bright
Tonight

And you know youre never sure
But youre sure you could be right
If you held yourself up to the light
And the embers never fade in your city by the lake
The place where you were born

Believe, believe in me, believe
Believe in the resolute urgency of now
And if you believe theres not a chance tonight
Tonight, so bright
Tonight

Well crucify the insincere tonight
Well make things right, well feel it all tonight
Well find a way to offer up the night tonight
The indescribable moments of your life tonight
The impossible is possible tonight
Believe in me as I believe in you, tonight

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Coisas que me acontecem

Quando como uma pastilha, esqueço-me dela. Não consigo ficar eternidades a mascá-la e depois inadvertidamente, e porque devo andar com a cabeça demasiado cheia de pensamentos, engulo-a. Hoje, mais uma vez, isso aconteceu-me, mas com uma pequena diferença - acho que a pastilha se colou à garganta e nem a barra de chocolate que comi a fez soltar (habitualmente, o chocolate desfaz as pastilhas).
Resta-me esperar que o organismo rejeite este corpo estranho ou então amanhã vou passar umas belas horas no hospital, está visto.

[Isto só a mim...]

P.S - Mas ainda estou na dúvida se isto não será só uma sensação... no entanto não me lembro de a ter deitado fora.

domingo, 28 de setembro de 2008

...

Não tive tempo, não tenho tempo, não terei tempo.

São as expressões que mais oiço, ultimamente.

Já não há tempo para nada. Quando derem por isso, a vida passou e azar... não deu tempo para a viver convenientemente. Não é?

...

Eu cá não consegui esperar por quinta-feira para ver o 1º episódio da 5ª série da Anatomia de Grey. Arranjei os dois primeiros de uma assentada só e estive, durante hora e meia deitada na cama, com os olhos postos no computador, como se não houvesse amanhã.
Sim, sou uma grey´s addict.

[se os quiserem também, usem o email ali do lado...]

sábado, 27 de setembro de 2008

Coisas de professores

Ando apreensiva... Tão apreensiva que ainda não me apeteceu falar disso. Aqui está o que penso e não escrevi.
Eu não o faria melhor.

...

Daqui a alguns minutos o meu aluno B. estará a entrar no relvado do Estádio da Luz, de mão dada com um dos jogadores do Benfica. Hoje faz anos e esta será uma das suas prendas. Original, diga-se de passagem. Mas, mesmo assim, não irei ver o jogo ou mesmo a entrada dos jogadores em campo [professora desnaturada, estão vocês a pensar...]

Não. Apenas não ligo minimamente a futebol, chegando ao ponto de não saber sequer o nome dos jogadores da "minha" equipa.
Shame on me.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Wish me luck!

À saída da escola lembrei-me que hoje era sexta-feira. Então, entrei na papelaria, olhei para o meu amuleto e enquanto preenchia o boletim rezei três Pais-Nossos e pedi a todos os deuses existentes para hoje ser o meu dia de sorte.
Era bom era...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

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A noite foi péssima mas não dei tréguas à gripe... graças aos analgésicos e anti-inflamatórios consegui que estas dores abrandassem o suficiente para conseguir trabalhar e o dia lá se passou, devagar, devagarinho, com muito calor na escola e principalmente na sala de aula. Ali o Verão ainda não acabou e desconfio que vamos andar de manga curta até Novembro.

Eu acho graça é quando os pais dos meus alunos me perguntam quando põem o ar condicionado...

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

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E para começar bem este ano lectivo, nada melhor que uma gripe, com direito a dores de garganta e um mal-estar daqueles que não se sabe bem o que fazer.

Levantei-me há cerca de meia-hora para comer qualquer coisa mas acho que vou voltar vale dos lençóis não tarda nada...

[É nestas alturas que as vantagens de morar sozinha vão todas por água abaixo]

Eu estou a ver!

Vá, acusem-se! Quem é que está a vasculhar todos os arquivos do meu blog, desde as 14:30 h?

[Só pode ser alguém muito paciente...]

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Antes que me esqueça...

...muito obrigada pelas sugestões dadas. A lista já está a ficar mais composta. :)

...

...

Ao segundo dia de Outono, levantei-me sob um céu nublado e traiçoeiro. Depois de sair de casa ainda comprei pão para o pequeno-almoço na escola e, enquanto caminhava em direcção à estação, lembrei-me da nossa conversa de ontem. E foi como se tivesse acordado, ali.
Ao segundo dia de Outono começaram a cair as folhas velhas de um passado muito, muito antigo; os pássaros agora fazem os ninhos noutras árvores e as crianças já não comem as mesmas romãs, com medo de sentir novamente aquele sabor que as deixava cheia de esperanças.
Ao segundo dia de Outono percebo que não espero, apenas sonho. Que o tempo é aquilo que fazemos dele e que não basta a energia, o optimismo e a força de vontade, é preciso aceitar tudo o resto, como quem aceita este este sol todos os dias de manhã ou o riso das crianças numa brincadeira de recreio de escola.
Ao segundo dia de Outono fiz um parágrafo na minha vida. Ponto final.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Não costumo escrever para ninguém, mas este post é para ti

É uma pessoa especial. Alguém que conheci nestas bandas há alguns anos e por quem tive logo uma empatia enorme.
Quando fui trabalhar para o local onde estou, ela, que morava mesmo em frente, mudou-se para Lisboa, sozinha, apesar de ir viver acompanhada - uma aventura, disse eu a mim própria, na altura. Agora, enquanto eu vou a Barcelona com data marcada para a volta, ela vai uma semana antes de mim mas apenas com bilhete de ida. A vontade de mudar, as incertezas que aqui encontra e uma enorme convicção que o futuro pode ser melhor longe daqui (mas perto, apesar de tudo) são tudo aquilo que precisa para dar este pequeno grande passo. É uma mulher forte. E acho que chegou a sua vez de ser mais feliz ainda.
Boa sorte, minha querida.

domingo, 21 de setembro de 2008

Comida & fotografia

Há um blogue que para além de reunir receitas que me parecem fantásticas, tem as melhores fotografias que conheço de alimentos/comida.
Espreitem e fiquem com água na boca...

[antes da palavra]

hesito muito antes da palavra
porque um precipício se abre nela
e não tem sentido, vibra apenas.
porque pode ser a morte
ou o nascimento para um lugar
de cores e fadas e barcos de sol.
porque me doem as maõs
cada vez que tento segurar
o mundo em traços redondos quadrados.

(...)

Vasco Gato
in Um Mover de Mão

...

Com muitas dores de costas, pouca vontade em corrigir as fichas de avaliação diagnóstica e a fazer um esforço para não me ir sentar no sofá da sala.

[E deitei o frasco inteiro de Nutella no lixo]

É assim que estamos.

sábado, 20 de setembro de 2008

Indo eu, indo eu a caminho de Barcelona...

E a confirmação chegou hoje, juntamente com a compra dos bilhetes! Parto para Barcelona daqui a um mês, sensivelmente. Espero aproveitar e conhecer a cidade e divertir-me muito juntamente com duas amigas ainda mais doidas que eu. Vamos invadir a casa do pai de uma delas e, se houver tempo, ainda damos um pulinho a Andorra...

...

Para quem não sabe, a Câmara Municipal da Amadora organiza todos os anos uma Feira do Livro no Parque Delfim Guimarães. Uma feira inserida no programa das Festas da Cidade que se comemoram de 11 de Setembro até 5 de Outubro. É muito parecida com a de Lisboa, mas em ponto mais pequeno, obviamente; as principais editoras estão presentes e é uma boa oportunidade de comprar alguns livros que, por uma razão ou outra, foram esquecidos durante a outra feira.

Por diversas razões, nem sempre tenho oportunidade de ir à de Lisboa, mas por ter vivido ali durante 27 anos, ja se tornou num hábito visitar esta feira todos os anos.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Sugestões de filmes...

...precisam-se!

Ora bem. Eu posso ir à internet, posso consultar jornais e sites da especialidade, mas já gora, também quero as vossas sugestões. Alinham? Vá... filmes de qualidade, sff.
A gerência agradece.

[e não vale repetir um título já sugerido]

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Mooxuu

E eis que um erro na aplicação deste site fez com que a minha lista de filmes a ver nos próximos tempos fosse apagada de vez, sem qualquer retorno possível. Estou desolada... e furiosa também! Eram mais de 80 filmes... mais de 80 noites no conforto do meu sofá que se evaporaram assim, de um dia para o outro. E agora lembrar-me de todos os títulos? Desconfio que vai ser um processo moroso...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

...

Mais notas pessoais

Ao segundo dia de aulas (segundo?!), sinto-me completamente de rastos. Gostei tanto das férias deste ano que, agora, entrar no ritmo novamente torna-se muito complicado. Além disso, a criançada continua muito barulhenta e conversadora, o que não facilita nada a minha tarefa.
Apesar de tudo continuam uns amores e depois... todos eles cresceram a olhos vistos! Em dois meses e meio nota-se uma diferença incrível nas suas alturas. Uma das minha alunas (com 10 anos) até já me ultrapassou e eu não sou assim tão baixa...

Depois, há tanto para fazer em casa e estou aqui, novamente cheia de dores de cabeça e só me apetece deitar-me, mas não posso.

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Depois de ler alguns posts sobre o concerto da Madonna, concluo que fiz bem em não ter ido. Não gosto por aí além da sua música e ir só pelo espectáculo, não me parece... não acho que valha o dinheiro que era pedido pelo bilhete. E depois, isso de ir pelo espectáculo em si, não é muito a minha onda. Prefiro ouvir alguém a cantar realmente e bem, sem grandes artifícios por trás que impressionem o público, do que este tipo de shows...

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A viagem a Barcelona confirma-se entre hoje e amanhã. E se tudo correr bem daqui a um mês estarei em terras de nuestros hermanos.

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Descobri que a casa dos meus pais é um baú de memórias. Desta vez encontrei um postal dos meus avós, enviado pelo meu 2º aniversário, quando os tempos ainda eram mais difíceis do que os de hoje.

["(...) Deus queira que os faças com muita saúde e não falamos de alegria que ainda não percebes nada de alegrias nem de tristezas (...)"]

Vinte e nove anos depois leio isto e fico a pensar se alguma vez perceberei...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

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E Barcelona... cada vez mais perto!

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Estado actual: cheia de dores nos pés

[Quem me manda a mim ir de saltos altos no primeiro dia de aulas?]

[mas também não era assim tão altos... não estou é habituada]

sábado, 13 de setembro de 2008

Acho que é desta


A sério, eu tentei. Tentei não olhar para os modelos que têm saido nos últimos anos, tentei apenas namorá-los de longe a longe quando ia à Fnac, um longo namoro à distância em que imperou o "longe da vista, longe do coração". Tentei convencer-me que não valia a pena ter uma coisinha destas, mas depois, aparecem estes novos, maneirinhos, com estas cores todas, tão lindos e eu fico assim... rendida.

E qual é o meu preferido, qual é?

Objectos originais

As imagens fazem parte de um blog de design que descobri hoje. Adorei!










sexta-feira, 12 de setembro de 2008

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Às vezes acho que o meu lado esquerdo é uma grande metáfora em forma de peça de puzzle que não encaixa em lado nenhum.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O outono é o tempo a envelhecer*

A única coisa que não gosto nesta altura do ano são estas chuvinhas parvas molha-não molha que me fazem ter indecisões absurdas sobre o que vestir e calçar antes de ir trabalhar.

Que venha o frio de vez!

*

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Listas e mais listas

Pegando aqui na ideia da Li@ e copiando (mais ou menos) descaradamente os títulos, esta é apenas mais uma lista; a minha por sinal - até fim de Outubro:

*eu:
- fazer o check-up médico anual
- organizar um jantar para os amigos
- organizar um jantar para a família
- ir a Barcelona
- voltar ao ginásio

*em casa:
- comprar duas molduras grandes
- pintar a sala e o escritório
- colocar os varões e cortinados [com ajuda, claro ;) ]

*na escola:
- redigir o projecto curricular de turma
- elaborar o projecto "Círculo de histórias"
- elaborar o projecto de origamis
- planificar o Acompanhamento ao Estudo
- começar a formação de Língua Portuguesa

* a tese:
- elaborar o guião das entrevistas para a professora e para os alunos
- fazer as respectivas entrevistas
- melhorar a revisão de literatura
- entregar o que redigir ao meu orientador

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

...

Colar fita-cola dupla nas paredes dá nisto: acabei de arrancar um bocado de parede da minha sala e logo agora... que está a ficar mesmo como eu gosto.
Bolas.

[daqui a pouco passo a ter o blog actualizado quase ao minuto]

[ou talvez seja apenas eu que quero escrever alguma coisa sem ter nada de interessante para escrever]

A reunião é só uma desculpa

E preparar um lanche para cerca de 160 professores, sem que eles saibam? É a minha tarefa de início deste ano lectivo (em conjunto com mais quatro pessoas), para além de tudo o resto que há para fazer.

[Onde eu me fui meter...]

A minha fada-do-lar...

...chama-se Alice. Só vem de quinze em quinze dias mas consegue transformar esta casa em três horas. E depois, chegar a casa no fim de um dia de trabalho e tê-la arrumada e limpa é dos maiores luxos que tenho. Não dispensava a minha D. Alice por nada deste mundo e ainda mais quando decide passar-me a roupa toda a ferro e colocar outra manta em cima do sofá, só porque a outra está para lavar. Um mimo.

sábado, 6 de setembro de 2008

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Se algum dia fizer uma tatuagem (e já estive mais longe disso) será mais ou menos assim.

Fazer compras também aumenta os níveis de serotonina

E depois de uma tarde na/no (?) IKEA onde deixei duas centenas de euros, posso dizer que vou ficar com a casa mais compostinha. Oh, se vou!

[E não trouxe mobiliário, que isso eu não gosto muito de comprar ali...]

Como??

Quando alguém com 28 anos de idade nos diz " (...) mas eu gosto de ser menino da mamã...", o que devemos ficar a pensar?

[Eu nem respondi nada, tal foi a minha cara de espanto...]

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

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Níveis de serotonina em baixo exigem um bolo de chocolate. Talvez este fim-de-semana trate disso. Mas caso haja alguém bem-disposto e generoso que me ofereça um daqueles pacotes com uma série de tratamentos à pele e massagens relaxantes, ficarei eternamente agradecida e não precisarei do bolo. E é muito mais saudável, pois então.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

...

No meio desta vidinha, das brincadeiras, dos sorrisos, das coisas boas que acontecem e de todas as baboseiras que se dizem, há ainda o outro lado. É um lado menos bom. É o lado em que me sinto impotente para ajudar quem me é mais próximo, onde o dia-a-dia é pesaroso, cheio de perguntas e quase sempre sem respostas. É aqui que gostava de ter o poder para conseguir ir mais além, gostava que as minhas palavras e a minha atenção fossem suficientes, mas não são. E isso angustia-me.
Lidar com depressões não é fácil. Vemo-nos no meio de um turbilhão de emoções, de frases sem nexo, de impulsos, de atitudes descontroladas e ainda assim é preciso manter o sangue-frio, é preciso perdoar e ser perdoado, é preciso ter coragem, mesmo que no fundo também estejamos próximos do abismo.
Não sei se faço tudo o que devia fazer, não sei o que é certo e errado, não sei se devo dizer o que digo ou se apenas devo ouvir. Há dias em que tudo parece melhorar e há outros, que parecem feitos de tijolos soltos, prestes a desmoronar. A minha única certeza é que tenho de estar ali, para eles e com eles. Com ou sem medos.

Poliamor?

Chamem-me conservadora ou antiquada mas aceitar o poliamor e a polifidelidade, ainda está muito longe dos meus princípios.
Isto de começar a aceitar certas coisas só porque sim, porque somos uma sociedade aberta e cada um faz as suas escolhas, nem sempre é muito saudável. Parece-me que queremos fazer das excepções, regras; do raro, o habitual, e por vezes, esse tipo de atitudes torna-se contraproducente.
Caminhamos para onde?

...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Há hábitos que se perdem nas férias

É só o segundo dia em frente ao computador e ja estou aflita das pernas e das costas. E ainda não tenho o trabalho acabado...

Eu sabia que já não conseguia estar horas e horas acordada pela noite dentro como antes, mas isto assim? Eu preciso de aguentar três horas seguidas sentada numa cadeira, a trabalhar!

[Ai a minha vida...]

...

Digamos que ando viciada neste álbum.

[E ainda nem vi o filme..]

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Assim foi o meu dia

Um susto na caixa do correio; uma manhã em reunião; uma tarde de compras para a casa (que entretanto ficou meio esquecida); um telefonema amargo; um almoço em boa companhia e a boa-sorte agarrada ao meu pulso (que não sou supersticiosa, mas enfim... a pulseira é gira, o pendente também e diz que afasta o mau-olhado).

Ah! E por fim... a primeira noite deste ano lectivo a trabalhar ao computador.

sábado, 30 de agosto de 2008

O que faz (encontrar) uma fotografia


[Apanha da azeitona, 1980/81]

Tem dias em que olho para trás; penso na minha infância e às vezes até gostava de recordar certos momentos de que me falam quando estou em família. Apesar de não recordar tudo, sei o que fiz e sei que aquilo que sou hoje deve-se não só à educação que os meus pais me deram e ao meu crescimento pessoal, mas também a essa infância. Uma infância passada no campo, no meio de oliveiras, das vinhas, do milho, dos animais. Uma infância com a família por perto, com avós que contavam histórias à lareira, com tios que me levavam às cavalitas pelos caminhos fora, com primos que me acompanhavam nas mais diversas brincadeiras.

Tem dias em que me sinto uma privilegiada. Como hoje.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

A gulodice vem desde cedo


[1980]

Não hei-de eu sofrer do estômago...

Sou alérgica à Coca-cola

Aqui a menina abusa nas comidinhas em casa dos papás e bebe Coca-cola e é nisto que dá. Não me dou com Coca-cola, muito menos se a beber à noite. Não costumo tê-la em casa e não a bebo quando como fora mas, muito de vez em quando, lá dão as saudades e vai de beber uns copinhos. Depois é isto - umas dores de estômago de fazer trepar paredes.

Resultado desta bela brincadeira: vou passar o dia a chá e torradinhas, com kompensans pelo meio, que é para aprender a não ter mais olhos que barriga.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

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Isto de andar com a lágrima no canto do olho é tramado. São as fotografias antigas que revejo, são as cartas que releio, são as atitudes que não esqueço e até é esta solidão absurda que às vezes se instala.

E agora estou aqui com uma enorme dor de estômago, o que também não ajuda nada.

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quarta-feira, 27 de agosto de 2008

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Se por acaso tenho algum pesadelo é frequente acordar a chorar ou a sentir-me muito angustiada. Acontece que hoje, acordei a rir às gargalhadas e mesmo depois de me ter apercebido que era um sonho, continuei, como se não houvesse amanhã.

Não há dúvida... no meu inconsciente, sou de extremos.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Projectos para o proximo ano lectivo

A menos de uma semana do início das aulas, sinto-me mais preguiçosa que nunca. Devia começar a preparar o próximo ano lectivo - as primeiras planificações, o projecto curricular de turma, a reunião de pais... e não me apetece fazer nada. Quando começar, logo ganho outro ânimo, como é habitual. Ainda não me esqueci das aulas de origami, que tenciono associar ao programa de Matemática que tenho de cumprir. Quero também continuar o projecto de artes - gostava de por os meus alunos a fotografar, mas ainda tenho que pensar muito bem os moldes deste projecto e de que forma o vou interligar com a programação de 4º ano do 1º ciclo (todas as ideias são bem-vindas). O resto há-de surgir a seu tempo.

Depois... decidi retomar a minha tese de mestrado. Parei durante uns meses mas agora esta na altura de recomeçar e acabar este "projecto" que deixei a meio. E não se deixam projectos a meio, digo eu a mim própria tentando não me esquecer também de outras palavras, sábias, e que também me ajudaram a tomar esta decisão mesmo em cima da hora das inscrições terminarem.

Há ainda a formação que vou fazer em Língua Portuguesa e que me vai ocupar grande parte do meu tempo.

Com tudo isto não sei como vou eu conseguir manter um horário regular no ginásio, para bem da minha saúde mental e física. Preciso disso e assusto-me só de pensar que não poderei soltar as minhas energias, revoltas, momentos de raiva e sei lá que mais como bem me apetecer.

Ou seja, está na altura de começar a respirar fundo e devagar. Esta última semana de férias é de mentalização pessoal.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

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Algumas das melhores imagens dos Jogos Olímpicos de 2008, estão aqui. E numa delas até aparecem atletas portugueses.
Apreciem.

domingo, 24 de agosto de 2008

Eu pergunto...

....para quando uma campanha de regresso às aulas só para os professores?

Também gostamos de coisas novas, bonitas e baratas, pois então...

sábado, 23 de agosto de 2008

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Sei que tenho o cabelo realmente comprido quando a minha mãe me diz:
"Não achas que está na altura de cortares o cabelo?"

Não... desta vez vou armar-me em Rapunzel, embora não seja loira nem esteja presa em nenhuma torre.
E assim será até ao dia em que me der uma vontade repentina de algo deste género.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Nelson Évora



Para além de ser bonito e de ter um corpo fantástico, é acima de tudo, uma pessoa humilde. E tem atitude. E isso, vale tudo.

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Os únicos momentos maus da viagem à Tunísia foram aqueles em que estava no avião. Não era a primeira vez que andava de avião, mas desta vez, e sem saber bem porquê, estava com muito medo. As descolagens e as aterragens foram muito más, a turbulência lá em cima fez-me ficar tensa e nem mesmo nas duas horas e meia de voo, eu esqueci por alguns momentos aquela sensação horrível.
Depois leio isto e fico a pensar que os meus medos até nem eram infundados.

Um dia que viaje até mais longe não sei como vai ser...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Como é possivel alguém aguentar um dia inteiro com sapatos de 8 cm de altura?

Eis a grande questão.
Eu bem tentei... a causa era louvável - o casamento do meu primo - e diga-se de passagem, que a minha figura melhorava consideravelmente com aqueles sapatinhos nos pés, no entanto, na igreja ja começava a ter algumas dores... Enquanto almoçava, não resisti e estive descalça todo o tempo (valeu-me a toalha de mesa que chegava ao chão e as cadeiras estarem completamemente forradas) mas o problema foi quando chegou a hora de dançar. Aí... nada feito. Ou mudava de calçado ou ficava sentada, tal qual as senhoras viúvas que olham quem dança com vontade de saltarem da cadeira. Vai daí, fui buscar os sapatinhos rasos que levei na mala do carro e o resto teria de ficar para segundo plano. E pronto, pareci outra e dancei o resto da noite. A minha família fez um brilharete no salão - somos todos mais ou menos loucos quando se trata de festas - e tendo em conta que estávamos um bocadinho mais alcoolizados que o normal...

Portanto, para a próxima ou sofro novamente durante algumas horas e ando com um par de sapatos suplente ou compro sapatos mais baixos. Definitivamente, os meus pés não foram feitos para grandes alturas.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Quem diria...

E não é que o meu blog foi referenciado (mesmo que apenas por uns segundos) no programa Janela Indiscreta da Antena 1, de Pedro Rolo Duarte?
Se quiserem ouvir, cliquem aqui.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

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E depois de umas férias fantásticas e de um casamento onde me diverti à grande, restam-me quinze dias de férias.

[ohh.. que pena...]

:D

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Cinemania

Chego de férias e na caixa do correio tenho dois filmes que aguardam a minha atenção noite fora.

Haverá melhor forma de começar o descanso das minhas férias? ;)

Notas soltas sobre a Tunísia

Então é assim :

- A Tunísia é um pais muito árido. As casas são quase todas inacabadas, cinzentas e brancas. As cidades são estranhas.
- Cheira a jasmim, constantemente, onde quer que se vá.
- Regatear é cansativo - chamaram-me de maluca, disseram que não tinha dormido bem, que estava na bancarrota, tudo porque pedia preços muito abaixo aos que eles diziam. O segredo era dizer um valor e não mostrar muito interesse - acabavam por vir correr atrás de nós até à rua a dizer que aceitavam o valor que queríamos dar pelo produto.
- Os tunisinos são chatos e atrevidos. Olham muito e fazem comentários. Uns são muito simpáticos e alguns são bastante bonitos [o guia da minha segunda excursão podia bem ter vindo comigo para Portugal, ele ainda falou nisso, mas enfim... ;) ]
- As mulheres tunisinas são lindas mas andam muito tapadas, não se vêem quase nunca nas ruas e nadam na piscina todas vestidas, com um traje próprio.
- O chá de menta é horrível.
- Quase todos os tunisinos ganham muito mal - um empregado de hotel ganha cerca de 200 dinares o que corresponde a pouco mais de 100 euros.
- O sol nasce no mar.
- A água do mar é quentíssima e dá vontade de ficar de molho todo o dia.
- Conduz-se muito mal naquele país. Andam em contra-mão, não fazem piscas, fazem inversões de marcha por cima de passeios, ultrapassam pela direita e não ligam às passadeiras nem aos peões.
- À noite estavam temperaturas acima dos trinta graus.
- Durante a excursão ao deserto rebentaram-se dois pneus do autocarro e um vidro partiu-se completamente.
-O presidente da Tunísia tem fotos espalhadas por todo o lado, em todas as cidades por onde passei.
- Não há cães nas ruas, só gatos.