sexta-feira, 9 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
uma foto por dia #098
A vista é desta esplanada, no miradouro de Santa Catarina (miradouro do Adamastor)
Diz-se que foi deste miradouro que o general francês Junot assistiu, sem nada poder fazer, à partida dos navios portugueses que transportavam a família real portuguesa para o Brasil, em Novembro de 1807. Daí a expressão popular, "ficar a ver navios".
Listas
Ainda não descobri se funciono bem com listas ou não. Fazer a lista das compras facilita-me a vida e impede-me de direccionar a atenção a outros produtos (e depois, descobri que ir ao supermercado depois de almoço é a melhor forma de nunca trazer alimentos desnecessários). Com a lista dos meus afazeres diários a coisa já não corre tão bem e acabo sempre por falhar um ou dois ou até três objectivos que tinha traçado para o meu dia. Fazer uma lista de projectos também não é algo que tenha tido grande sucesso - fiquei aquém do esperado e deixei para trás coisas assim mesmo muito importantes para mim e enfim... acabei por deixá-la ficar ali, como recordação ou a servir de ponto de partida para os meus futuros planos/projectos. Depois há as listas de filmes e livros que gostava de ver e ler. Aponto os nomes aqui e ali, rascunho uma lembrança na agenda quando algum me desperta a atenção e depois, se até vejo esse filme ou leio o livro fico assim, com uma sensação boa porque não me esqueci e acima de tudo e felizmente, porque a maior parte das vezes até valeu a pena.
Mas estas duas listas são difíceis de superar. E tempo para isto tudo?
Mas estas duas listas são difíceis de superar. E tempo para isto tudo?
Hoje estive aqui
E lembrei-me desta fotografia de Luis Carvalho, uma das minhas favoritas. Onde é?
[Eu cá acho que a rapariga do lado direito estava roída de ciúmes]
...
Tenho-vos a dizer que as meninas da loja Parfois, na Rua Augusta, são de uma simpatia enorme. Hoje levei à loja um relógio que ali tinha comprado há mais ou menos um ano e que, por desatenção minha, deixei cair ao chão, partindo a bracelete. Pois elas disseram-me logo que fiz muito bem em ir lá. Entretanto, encontraram uma peça sobresselente numa caixa cheia de artigos com defeitos e ainda me arranjaram a bracelete na hora. Tudo isto sempre com uma educação e simpatia que há muito tempo não via por aí, nas lojas habituais. Gostei.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Lembro-me
[foto do meu pai, 1984/85]
Nos dias em que a nossa avó cozia pão no enorme forno de lenha, tínhamos sempre uns pãezinhos mais pequenos especialmente feitos para nós e com eles preparávamos o nosso lanche especial: partíamos os pães às fatias, barrávamos as fatias com manteiga Planta e deitávamos por cima uma boa camada de açúcar branco. Depois regalávamo-nos com aquele petisco. Eu, só parava quando já estava enjoada de tanto açúcar...
Às vezes também acompanhávamos os nossos avós nas actividades da quinta: o meu primo ordenhava as ovelhas e, enquanto ele bebia o leite ainda morno, acabado de ordenhar, eu fazia inúmeras tentativas nos pobres animais para que algum leite saísse das suas tetas, mas nunca fui bem sucedida...
Nos dias de regar o milho, jogávamos à apanhada e às escondidas no meio do milheiral enquanto a nossa avó gritava para tivéssemos cuidado e não partíssemos nenhuma cana de milho. Nesses dias ficávamos sempre com a pele dos braços vermelha de tanto roçar nas folhas do milho e mais tarde, sentíamos uma comichão tremenda que demorava a passar.
Quando estava muito calor despejávamos o tanque da água suja e voltávamo-lo a encher com a água gelada e limpa do poço que havia atrás da casa. Depois de algumas horas enfiados no tanque, tremíamos de frio e ficávamos com a pele enrugada, mas nessa altura a temperatura da água não tinha nenhuma importância e o que interessava era brincar, brincar e brincar. Também ajudava a minha avó quando punha a roupa a corar ao sol, em cima das ervas que cresciam em redor do tanque e eu achava aquilo o máximo porque a roupa ficava mesmo branca e não percebia bem como é que isso acontecia...
De noite o tempo também era longo. Quando os adultos nos deixavam, estendíamos uma manta no pátio em frente à casa e deitados de barriga para cima, olhávamos o céu carregado de estrelas e contávamos as estrelas cadentes que cortavam o céu. Foi assim que aprendi a reconhecer algumas constelações e foi ali que vi a Via Láctea pela primeira vez.
É isto o sal da vida, não é?
terça-feira, 6 de abril de 2010
dos anos 80
E acordar de manhã com um pequeno-almoço destes?
"olá linda"
Abrir o messenger e de repente aparecer isto. Não sei porquê, mas perco logo a vontade de conversar. :S
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Dolce fare niente
E depois de um fim-de-semana de Páscoa farto em comida e descanso (até ao sol dormi, em cima de uma manta) resta-me uma semaninha com tempo para o que me apetecer.
Prioridade: apanhar sol, muito sol.
Prioridade: apanhar sol, muito sol.
O galo
A mim parece-me um bocadinho rouco, além disso, andava descontrolado com as horas. Já passava da uma da tarde quando se lembrou de dar este pequeno espectáculo. :D
domingo, 4 de abril de 2010
sábado, 3 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Isto para mim é uma novidade
Fazer um post em plena viagem de comboio. Maravilha.
[Já so falta hora e meia para chegar]
[Já so falta hora e meia para chegar]
Santa Apolónia, 19:00 h
Situada na zona ribeirinha, bem perto do típico bairro de Alfama, na freguesia de São Vicente de Fora, a Estação de Caminhos-de-ferro de Santa Apolónia é a mais antiga estação da cidade, ponto de partida para destinos nacionais e internacionais.
Inaugurada em 1 de Maio de 1865, a estação de um só andar, está construída no local onde outrora existiu o convento de Santa Apolónia, que foi adquirido em 1852 pela Companhia Real dos Caminhos-de-Ferro (...)
in Guia da Cidade
Nunca vou apanhar o comboio à estação do Oriente, gosto muito mais de Santa Apolónia. Para além de ser menos confusa, adoro aquela entrada: a rosácea que há no chão, o painel de partidas e chagadas, as bilheteiras ainda em pedra, os bancos de madeira, e até as paredes pintadas de azul.
[Confesso que desta vez não me apetecia nada ir para a aldeia. Preferia ficar aqui, no meu sossego, com as minhas coisas e sem companhia. Eu sei que depois de lá estar não me arrependo e acabo por adorar estar com a minha família mas por agora estou assim, feita bicho-do-mato.]
Inaugurada em 1 de Maio de 1865, a estação de um só andar, está construída no local onde outrora existiu o convento de Santa Apolónia, que foi adquirido em 1852 pela Companhia Real dos Caminhos-de-Ferro (...)
in Guia da Cidade
Nunca vou apanhar o comboio à estação do Oriente, gosto muito mais de Santa Apolónia. Para além de ser menos confusa, adoro aquela entrada: a rosácea que há no chão, o painel de partidas e chagadas, as bilheteiras ainda em pedra, os bancos de madeira, e até as paredes pintadas de azul.
[Confesso que desta vez não me apetecia nada ir para a aldeia. Preferia ficar aqui, no meu sossego, com as minhas coisas e sem companhia. Eu sei que depois de lá estar não me arrependo e acabo por adorar estar com a minha família mas por agora estou assim, feita bicho-do-mato.]
quinta-feira, 1 de abril de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
Estás com umas olheiras, Sofia!
[a primeira coisa que me disseram hoje. como se eu não soubesse...]
Entretanto... quatro horas inteirinhas a ouvir os pais. Quatro horas a falar. A fome que já apertava. E às 14:30, entrei de férias.
Primeiro pensamento (que se está a tornar cada vez mais recorrente em interrupção de aulas): dormir.
Entretanto... quatro horas inteirinhas a ouvir os pais. Quatro horas a falar. A fome que já apertava. E às 14:30, entrei de férias.
Primeiro pensamento (que se está a tornar cada vez mais recorrente em interrupção de aulas): dormir.
terça-feira, 30 de março de 2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
Caro S. Pedro
Ter dois dias seguidos de sol já era pedir muito, não era? E que tal estabilizar o tempo de uma vez por todas? É que estou a ficar assim meio adoentada (culpa sua!) e, diga-se de passagem, não me apetecia ficar estes próximos dias de molho. Preciso de me pôr boa para comer muitas amêndoas Milão em companhia da minha família que me espera, ali, junto à Serra da Estrela. E, já agora, não faça chover por lá no próximo fim-de-semana, combinado?
Atenciosamente e com votos de que o seu humor esteja melhor que o meu.
Sofia
Atenciosamente e com votos de que o seu humor esteja melhor que o meu.
Sofia
domingo, 28 de março de 2010
Eu devia ter saido de casa hoje...
...mas não saí. Estou aqui, a maldizer a minha vida porque um molho de testes e outras tantas avalições me fizeram ficar em casa. E ainda não acabei tudo...
sábado, 27 de março de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
Sim, estou rabugenta... e rouca também
E agora vem aí um fim-de-semana rico em avaliações, testes, fichas e sei lá que mais. E eu só queria mesmo era descansar e ter o jantar feito. E ver um filme com a cabeça pousada num colo daqueles, bons. E festas no cabelo e coisas assim.
[Já não tenho vergonha nenhuma... eu a dizer aqui estas coisas...]
[Já não tenho vergonha nenhuma... eu a dizer aqui estas coisas...]
Gosto da Primavera mas...
Depois de ler em imensos blogs que a colecção Garden da HM era linda de morrer eu lá fui, curiosa como sou, para ver o que me agradava.
Pois que saí da loja com uma grande desilusão: aquilo são flores a mais para meu gosto (só gostei desse vestido aí em cima) e modelos demasiado esquisitos para quem gosta de coisinhas bem mais simples. Trouxe apenas um lenço florido (mas com um padrão aceitável) e uma blusinha branca (que nem sequer experimentei porque não estava mesmo com paciência).
Das duas uma: ou sou muito esquisita ou não sou de seguir tendências.
Juro
Por esta altura já não sou capaz de falar das coisas bonitas dos meus alunos (como no dia do pai em que um deles disse que ser é pai é estar longe mas também estar dentro do meu coração). Não sou capaz de dizer que hoje me elogiaram assim mesmo muito, só porque fui vestida de cores mais claras e estava, talvez, com um ar mais primaveril. Já não sou capaz de dizer que tenho orgulho neles porque estou tão cansada do barulho que fazem e das conversas e dos constantes pedidos de ajuda e dedos no ar ao mesmo tempo e cada um a querer a atenção só para si... (1,2,3 e respiro fundo). Já não sou capaz de dizer que todos os dias se agarram a mim e pedem beijinhos e encostam a cabeça no meu colo quando estou a ler histórias, tudo isto, apesar dos meus ralhetes e repreensões. E os sorrisos deles? Também não sou capaz de dizer como gosto dos sorrisos e os vejo felizes quando entram na sala de aula de manhã.
Estou tão cansada, tão cansada, que só os quero ver longe durante duas semanas para ter tempo de recarregar a bateria da paciência e ganhar vontade de os ver outra vez.
Estou tão cansada, tão cansada, que só os quero ver longe durante duas semanas para ter tempo de recarregar a bateria da paciência e ganhar vontade de os ver outra vez.
quinta-feira, 25 de março de 2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
É um facto
O Natal ja lá lá vai e o meu aniversário também, mas se por acaso um dia vos der vontade de me oferecer um presente só porque sim e não souberem bem o quê, há ali na barrinha de cima uma wishlist recheada de coisas bonitas que fazem de mim uma pessoa muito mais feliz. Vá, ide ver.
Posso não ganhar o Super Blog Awards
... mas já estou no 4º lugar do top nacional das rádios pessoais do Cotonete! Uau! Com 3669 utilizadores!
Top de seguidores do blog? Qual quê! Isto é muito mais giro e de grande interesse também! Upa, upa.
E vocês são uns queridos que gostam mesmo da música que vos dou... ;)
Top de seguidores do blog? Qual quê! Isto é muito mais giro e de grande interesse também! Upa, upa.
E vocês são uns queridos que gostam mesmo da música que vos dou... ;)
domingo, 21 de março de 2010
A metáfora da escova de dentes azul
Tenho um amor de perdição por este filme. E pelo Al Pacino (que não é bonito mas tem aquele je ne sais quoi que me deixa k.o) e por aquela janela que um dia também quero ter [só para me sentar nela a escovar os dentes, assim]. Tenho uma amor de perdição por esta música e pelos diálogos do filme que são do melhor que já vi.
Sim, eu sei que sou uma romântica.
O amor (ainda) não está no ar
As minhas amigas são umas queridas, querem-me ver com companhia. Estão fartas de me ver sozinha e vai daí, lá tentam mexer os cordelinhos para que a coisa se dê. Mas acontece que tentarem vestir o papel de Cupido, comigo, não resulta. Principalmente quando me dizem que conhecem um rapaz que é boa pessoa, simpático, giro, um cavalheiro e é mesmo perfeito para ti. Vai-se a ver é isso tudo mas enfim... é só isso, nada mais. Não que precise de mais, eu é que não estou para ali virada.
Eu já lhes disse que não funciono assim, normalmente a seta acerta sempre ao lado e cai no chão. É a lei da gravidade a ser mais forte que a lei da química.
Eu já lhes disse que não funciono assim, normalmente a seta acerta sempre ao lado e cai no chão. É a lei da gravidade a ser mais forte que a lei da química.
sábado, 20 de março de 2010
uma foto por dia #079
sexta-feira, 19 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
...
Há muitos anos, lá por casa, as manhãs de domingo eram passadas a ouvir música. Colocar LPs no gira-discos era uma aventura. Com as mãos a tremer e aquele nervoso miudinho de estar a fazer algo de importante, o meu pai deixava-me colocar os discos no gira-discos. Eu lá conseguia e depois daquele barulhinho inicial da agulha a passar naquelas linhas pretas que tanto me intrigavam e me faziam pensar como poderia caber ali tanto som, a música fazia-se ouvir.
Elis Regina foi-me dada a conhecer pelo meu pai - Águas de Março, Madalena, Fascinação, foram algumas das músicas que me ficaram na cabeça desde a minha infância. Mas, infelizmente, ou não, parece-me há uma certa altura das nossas vidas em que deixamos tudo isso de lado (a música, os livros, os filmes) e as prioridades passam a ser outras. Eu não fui excepção e durante os anos da minha parva adolescência esqueci essas coisas todas em prol das amigas do liceu, dos rapazes e das parvoíces própria da idade. Talvez me tenha feito bem.
Depois veio o tempo de acordar para a vida. Voltei a remexer os livros, os discos, as cassetes de vídeo, voltei a ver os bons programas da televisão que ainda existiam e lembrei-me que gostava de muita coisa que me tinha esquecido. Foi isso que senti há uns tempos, quando uma pessoa me me mostrou uma música de Elis Regina - Atrás da porta. Foi como se tivesse estado parada no tempo e isto me tivesse escapado assim, inconscientemente. Mas tudo tem o seu tempo e acredito que por alguma razão só agora ouvi isto e me deliciei e quase chorei. A música é sublime e a emoção com que ela canta revela bem o estado em que se encontrava na altura. Morreu uns dias depois desta sua aparição num programa de tv.
Elis Regina foi-me dada a conhecer pelo meu pai - Águas de Março, Madalena, Fascinação, foram algumas das músicas que me ficaram na cabeça desde a minha infância. Mas, infelizmente, ou não, parece-me há uma certa altura das nossas vidas em que deixamos tudo isso de lado (a música, os livros, os filmes) e as prioridades passam a ser outras. Eu não fui excepção e durante os anos da minha parva adolescência esqueci essas coisas todas em prol das amigas do liceu, dos rapazes e das parvoíces própria da idade. Talvez me tenha feito bem.
Depois veio o tempo de acordar para a vida. Voltei a remexer os livros, os discos, as cassetes de vídeo, voltei a ver os bons programas da televisão que ainda existiam e lembrei-me que gostava de muita coisa que me tinha esquecido. Foi isso que senti há uns tempos, quando uma pessoa me me mostrou uma música de Elis Regina - Atrás da porta. Foi como se tivesse estado parada no tempo e isto me tivesse escapado assim, inconscientemente. Mas tudo tem o seu tempo e acredito que por alguma razão só agora ouvi isto e me deliciei e quase chorei. A música é sublime e a emoção com que ela canta revela bem o estado em que se encontrava na altura. Morreu uns dias depois desta sua aparição num programa de tv.
quarta-feira, 17 de março de 2010
...
Ando tão a leste de tudo que só hoje dei conta que os Gotan Project estarão por terras lusas no dia 7 de Maio.
Acho que me apetece ir vê-los outra vez.
Acho que me apetece ir vê-los outra vez.
Não percebo nada de rugby
...mas eu diria que aqui há alguma qualidade [nas pernas, gosto das pernas]. Mas também há óleo a mais para meu gosto.
[ai, Janeiro, Janeiro - o de barbas, claro]
[ai, Janeiro, Janeiro - o de barbas, claro]
Restaurantes no Bairro Alto
O que há por lá de bom e barato (ou mais ou menos barato)?
[A lista é grande, já conheço alguns, mas o que aconselham?]
[A lista é grande, já conheço alguns, mas o que aconselham?]
terça-feira, 16 de março de 2010
uma foto por dia #075
segunda-feira, 15 de março de 2010
Eu até gosto do facebook
Não construo quintas, mas sou dona de um café e também ando a criar uma cidade.
"Ler, contar e mostrar" ou "hora das novidades"
Acontece todas as segundas-feiras de manhã. E felizmente os meus alunos gostam de falar para a turma.
domingo, 14 de março de 2010
sábado, 13 de março de 2010
Soundbox
Ali ao lado, cerca de 200 músicas para quem quiser ouvir. Caso não gostem da música, cliquem no logo cinzento e dá para a passar à frente. Há de tudo (ou quase).
[E aceitam-se sugestões. Preciso de ouvir coisas novas]
[E aceitam-se sugestões. Preciso de ouvir coisas novas]
Isto não é uma dúvida existencial
Não sei se o tempo é isto assim, incontrolável, contínuo. Não sei se o tempo somos nós que o fazemos ou se precisamos de tempo para sermos o que somos ou o que podemos ser. Não sei se preciso de mais tempo para mim ou de tempo para perceber que afinal o tempo que tenho é suficiente. Não sei se o tempo que me resta chega para tudo o que quero ou se preciso de ganhar tempo num jogo qualquer, onde os dados são jogados de olhos fechados. Arriscar não é tempo perdido, é só uma jogada no escuro.
O tempo que sou, o tempo que dou, o tempo que tenho para dezassete minutos de cumplicidade ou apenas para aquilo que é dificil explicar e, ao mesmo tempo, tão fácil de perceber. Afinal, o tempo também é feito de muitas dúvidas e algumas certezas e "e agora?", é só uma pergunta que continua difícil de responder.
O tempo que sou, o tempo que dou, o tempo que tenho para dezassete minutos de cumplicidade ou apenas para aquilo que é dificil explicar e, ao mesmo tempo, tão fácil de perceber. Afinal, o tempo também é feito de muitas dúvidas e algumas certezas e "e agora?", é só uma pergunta que continua difícil de responder.
sexta-feira, 12 de março de 2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
Já não consigo ralhar mais
Tenho alguns alunos (meninos) que estão constantemente a dançar: quando se levantam para ir afiar o lápis, quando entram na sala de aula, quando vão buscar o lanche... Ontem não resisti e dei uma gargalhada em plena sala de aula, tal foi a descontração de um deles, a dançar em pé, ao lado da minha secretária, enquanto eu lhe corrigia os trabalhos. Só visto.
Não sei escrever quando não me apetece
Eu podia vir para aqui hoje cheia de boa intenções, rodeios, palavreados infindáveis ou até escrever um daqueles textos rebuscados e profundos com mais ou menos adjectivos e advérbios de modo para caracterizar este meu estado d'alma. Mas hoje não. Mesmo que esteja assim, com a cabeça cheia de tudo, faltam-me as palavras e prefiro remeter-me ao silêncio.
[e quando me apetece também não, mas acredito que até fica uma coisa mais ou menos razoável]
[e quando me apetece também não, mas acredito que até fica uma coisa mais ou menos razoável]
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