Os ditados populares não têm um denominador científico, baseiam-se simplesmente na experiência do povo, nas generalizações, no senso comum e na tradição oral que existe há largos anos. As pessoas acabam por assentar as suas vivências nesse tipo de sabedoria, reforçando-as com base na voz do povo. E porquê? Talvez porque se sintam melhor assim, é como que uma acomodação, uma justificação plausível e compreensível para o que vai acontecendo.
"Cada um tem aquilo que merece"
É uma frase que se ouve e anda nas bocas do povo desde sempre. Não sei se esta expressão será um ditado polular ou não, no entanto, não gosto de a ouvir e acho que de sabedoria nada tem.
Se todas as pessoas tivessem o que merecem, as pessoas de bem estariam felizes e saudáveis e quem se limita a ser má pessoa, teria o que de pior há na vida. Infelizmente e quase sempre, não é assim. Acabamos por assistir todos os dias a injustiças, revoltamo-nos com pequenas grandes coisas que nos vão acontecendo e nem sempre temos a capacidade para virar tudo ao contrário, porque simplesmente, não está nas nossas mãos.
Para muitos isto pode não ter qualquer importância, mas evito utilizar esta expressão. Porque é injusta e cruel de ouvir, principalmente para aqueles que têm apenas um bocadinho de menos sorte na vida.
sábado, 21 de março de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
uma foto por dia #070
Quando iniciei o 1º ano com esta turma, escrevia no quadro com a letra manuscrita. Apesar de ouvir algumas vozes contra este tipo de letra - porque é difícil, porque não é aquela que lemos no dia-a-dia - continuo a achar que resulta melhor ensinar a ler e a escrever através dos dois tipos de letra aos quais vulgarmente chamamos de letra manuscrita e letra de imprensa.
Os alunos fazem a relação entre as letras e acabam por saber ler os diferentes tipos de letra que aparecem à sua volta. Quanto à escrita, eles alteram a letra quando assim o entenderem, acabando por torná-la mais pessoal. É o que está a acontecer agora. É quase como uma marco na transição do 1º ciclo para o 2º ciclo.
Os alunos fazem a relação entre as letras e acabam por saber ler os diferentes tipos de letra que aparecem à sua volta. Quanto à escrita, eles alteram a letra quando assim o entenderem, acabando por torná-la mais pessoal. É o que está a acontecer agora. É quase como uma marco na transição do 1º ciclo para o 2º ciclo.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Desculpem lá, mas o meu pai é que é o melhor pai do mundo
O meu pai tem uns olhos do azul mais azul que possam imaginar e um sorriso aberto e franco. Esteve quase para ser padre - aos 11 anos desistiu do seminário porque diz ele que aquilo já não lhe dizia nada. No entanto, acrescenta que foi a escola onde teve os melhores professores, o local que o fez crescer mais depressa. Mais tarde, muito mais tarde, esteve na Guerra Colonial e as memórias que me conta desses tempos fazem-me ficar sempre com um aperto no coração porque sei que sofreu horrores mas resistiu. É forte, o meu pai.
Exigente, idealista, justo, lutador, coerente nos seus princípios e na forma de estar na vida, conseguiu que a minha infância fosse rica, plena de simbolismos e estímulos.
Ensinou-me a ouvir música todos os domingos de manhã - Abba, Carlos Paredes, Zeca Afonso, Jacques Brel, Fausto, José Mário Branco, Caetano Veloso entre outros - mesmo quando, aos 3/4 anos eu lhe rasgava as capas dos LPs [a minha curiosidade era mais forte do que a possibilidade de de levar um ralhete ou castigo]. Deixava-me livros na mesa de cabeceira, sempre com uma dedicatória, e levava-me à escola, embora chegasse quase sempre atrasada. De vez em quando comprava-me uma bola de berlim, Pez ou Sugus e quando eu trazia um Satisfaz num teste da escola, não ficava nada satisfeito porque me dizia que eu era capaz de muito mais. Esteve sempre presente nas reuniões de pais e eu tinha orgulho disso.
Com ele vi pela primeira vez o filme Kramer contra Kramer e a partir desse dia Meryl Streep tornou-se a minha actriz favorita. Trazia-me as revistas do Tintim que eu lia para depois destruir fazendo das suas folhas, patins para escorregar na alcatifa da sala [ainda me condeno por tamanha barbaridade]. Ensinou-me a fotografar com uma Zenith, pesada e que me fazia doer os braços e revelou-me que o segredo da fotografia era um: a luz.
Desabafava comigo coisas que se calhar eu não devia ter ouvido com aquela idade, mas penso que não me fez mal. Sobrevivi e estou mentalmente saudável, acho. ;) Chorou na minha bênção de fitas e escreveu-me A carta. A mais bonita de todas. A ele lhe confessei as minhas angústias aos 18 anos e a ele lhe confesso algumas angústias de agora.
Sempre presente, de mão ou braço dado, ao perto ou ao longe, tenho a certeza que fez os possíveis e impossíveis para me dar a melhor educação. E apesar dos castigos, sermões e discussões, ficou sempre tudo bem.
O meu pai chama-se José e para mim, claro, é o melhor pai do mundo - o meu pai Zé.
Exigente, idealista, justo, lutador, coerente nos seus princípios e na forma de estar na vida, conseguiu que a minha infância fosse rica, plena de simbolismos e estímulos.
Ensinou-me a ouvir música todos os domingos de manhã - Abba, Carlos Paredes, Zeca Afonso, Jacques Brel, Fausto, José Mário Branco, Caetano Veloso entre outros - mesmo quando, aos 3/4 anos eu lhe rasgava as capas dos LPs [a minha curiosidade era mais forte do que a possibilidade de de levar um ralhete ou castigo]. Deixava-me livros na mesa de cabeceira, sempre com uma dedicatória, e levava-me à escola, embora chegasse quase sempre atrasada. De vez em quando comprava-me uma bola de berlim, Pez ou Sugus e quando eu trazia um Satisfaz num teste da escola, não ficava nada satisfeito porque me dizia que eu era capaz de muito mais. Esteve sempre presente nas reuniões de pais e eu tinha orgulho disso.
Com ele vi pela primeira vez o filme Kramer contra Kramer e a partir desse dia Meryl Streep tornou-se a minha actriz favorita. Trazia-me as revistas do Tintim que eu lia para depois destruir fazendo das suas folhas, patins para escorregar na alcatifa da sala [ainda me condeno por tamanha barbaridade]. Ensinou-me a fotografar com uma Zenith, pesada e que me fazia doer os braços e revelou-me que o segredo da fotografia era um: a luz.
Desabafava comigo coisas que se calhar eu não devia ter ouvido com aquela idade, mas penso que não me fez mal. Sobrevivi e estou mentalmente saudável, acho. ;) Chorou na minha bênção de fitas e escreveu-me A carta. A mais bonita de todas. A ele lhe confessei as minhas angústias aos 18 anos e a ele lhe confesso algumas angústias de agora.
Sempre presente, de mão ou braço dado, ao perto ou ao longe, tenho a certeza que fez os possíveis e impossíveis para me dar a melhor educação. E apesar dos castigos, sermões e discussões, ficou sempre tudo bem.
O meu pai chama-se José e para mim, claro, é o melhor pai do mundo - o meu pai Zé.
[mais uma] Constatação
O que de mais triste há nesta profissão é ter apenas mulheres como colegas de trabalho. Gosto muitos de todas as minhas colegas, mas há dias em que já não suporto ouvir falar dos mesmos assuntos: bebés e maridos.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Sonhos, coisas estranhas, o que o meu inconsciente anda a fazer
Quatro horas de sono por dia não chega, pois não? - pergunto eu
E responde-me o meu corpo:
- Pois claro que não! Põe-te fina ou levas uma reguada daquelas!
E nesse momento eu acordo e tenho a certeza: estou a ficar doida.
E só dormi as quatro horas.
[sim, sonhei isto assim]
E responde-me o meu corpo:
- Pois claro que não! Põe-te fina ou levas uma reguada daquelas!
E nesse momento eu acordo e tenho a certeza: estou a ficar doida.
E só dormi as quatro horas.
[sim, sonhei isto assim]
terça-feira, 17 de março de 2009
De como as palavras podem abrir o apetite
E depois de ler isto só tenho a dizer que são seis da tarde e já jantava.
[E eu gosto tanto de migas...]
[E eu gosto tanto de migas...]
segunda-feira, 16 de março de 2009
A penumbra da claridade
Diz-se que nas adversidades é que se vê realmente quem somos, de que essência somos feitos, qual a nossa força, coragem, resistência. Diz-se que nas adversidades o tempo corre depressa demais e acabamos por não sentir a vida à transparência porque estamos demasiado preocupados com a opacidade dos problemas.
Mas eu não quero isso.
Prefiro que me deixem se é assim que quero estar. E não quero falar das coisas más, prefiro as boas. Quero me deixem dormir muito porque só assim descanso. Quero sossego. E quero, sobretudo, viver à transparência, sem me esconder. Mesmo que as adversidades toldem a lucidez de espírito que é necessário ter todos os dias e seja preciso ir ali ao lado gritar um bocadinho mais com o mundo.
....
Sou uma desgraça a escrever no Messenger e no Gtalk. Quem fala comigo através desses sistemas de conversação, sabe do que estou a falar. Dou calinadas umas atrás das outras: escrevo palavras com mais letras do que devia, escrevo outras com menos letras e escrevo como se ouve, tal é a velocidade a que o faço. Ali, sou disléxica. É um facto.
domingo, 15 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
...
Corrigir fichas, testes, trabalhos e tudo o resto que esteja relacionado com a escola é aborrecido e cansativo. De toda uma série de funções que os professores desempenham, esta é aquela que menos gosto e por isso há que encontrar estratégias para a conseguir realizar plenamente ou, pelo menos, o melhor possível.
Assim, adoptei duas novas estratégias que até agora têm dado resultado - durante a semana acabo por ficar mais tempo na escola depois das aulas, ou então, vou mais cedo de manhã. Ao fim de semana, pego no monte de fichas e levo-o comigo para um café e entre uma meia-de-leite e um pastel de nata, vou corrigindo tudo. Não tenho quem me distraia, o barulho não me faz confusão e não preciso de me levantar porque a roupa está para estender ou tem de ser dobrada e passada a ferro e depois, não tenho internet. Acabo por estar mais concentrada e em duas horas corrijo uma quantidade considerável de fichas/testes.
Foi o que fiz esta tarde. Ao sol.
Assim, adoptei duas novas estratégias que até agora têm dado resultado - durante a semana acabo por ficar mais tempo na escola depois das aulas, ou então, vou mais cedo de manhã. Ao fim de semana, pego no monte de fichas e levo-o comigo para um café e entre uma meia-de-leite e um pastel de nata, vou corrigindo tudo. Não tenho quem me distraia, o barulho não me faz confusão e não preciso de me levantar porque a roupa está para estender ou tem de ser dobrada e passada a ferro e depois, não tenho internet. Acabo por estar mais concentrada e em duas horas corrijo uma quantidade considerável de fichas/testes.
Foi o que fiz esta tarde. Ao sol.
Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!!!
O mais incrível disto tudo é quando um horóscopo acerta exactamente naquilo que somos e sentimos no momento e as pessoas que nos rodeiam, nem chegam lá perto.
[é uma estúpida coincidência, mas pronto]
[é uma estúpida coincidência, mas pronto]
sexta-feira, 13 de março de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
Constatações ou uma sopa de palavras sem grande nexo
Já cheira a Primavera.
Nem sempre sou de muitas palavras.
Na escola só consigo andar de manga curta e já dou aulas de porta e janela abertas.
Preciso de perder 5 kg.
Já comecei a pensar nas minhas férias de Verão e não sei para onde vou.
Ando com défice de vitamina D - tenho de apanhar sol este fim-de-semana, urgentemente.
As zangas podem servir de polígrafo entre duas pessoas.
Já só faltam 3 meses para o fim das aulas. [Já??]
Amanhã abre o concurso de professores. Não quero sair daquela escola e tenho medo que isso aconteça.
Tenho saudades da minha família.
Nem sempre sou de muitas palavras.
Na escola só consigo andar de manga curta e já dou aulas de porta e janela abertas.
Preciso de perder 5 kg.
Já comecei a pensar nas minhas férias de Verão e não sei para onde vou.
Ando com défice de vitamina D - tenho de apanhar sol este fim-de-semana, urgentemente.
As zangas podem servir de polígrafo entre duas pessoas.
Já só faltam 3 meses para o fim das aulas. [Já??]
Amanhã abre o concurso de professores. Não quero sair daquela escola e tenho medo que isso aconteça.
Tenho saudades da minha família.
Eu disse que ia ser um dia longo, só não pensei que fosse assim tão longo
Chegar a casa quase à meia-noite é assim uma violência à qual não estou habituada. Pousei a pasta, a mala e o casaco. Não liguei a televisão, não fui à cozinha, não entrei na sala. Navego na internet mas a esta hora já me sinto demasiado cansada - os olhos ardem (tenho de ir tirar as lentes de contacto), a cabeça dói a sério e o corpo pede descanso urgentemente.
No outro lado só deu tempo para quatro post (its) e aqui só há tempo para estas linhas. Vou dormir, que o meu mal é sono. Até amanhã.
No outro lado só deu tempo para quatro post (its) e aqui só há tempo para estas linhas. Vou dormir, que o meu mal é sono. Até amanhã.
terça-feira, 10 de março de 2009
E agora?
Só hoje reparei que a gaveta dos legumes do frigorífico está cheia de cervejas - sobras do meu dia de aniversário, há uma semana atrás...
Acontece que não gosto nada cerveja e só a tolero disfarçada entre outros sabores. Portanto, ou dou outra festa com pessoas que a possam beber ou vou andar umas boas semanas a frango de cerveja.
[Lá fresquinhas, elas estão!]
Acontece que não gosto nada cerveja e só a tolero disfarçada entre outros sabores. Portanto, ou dou outra festa com pessoas que a possam beber ou vou andar umas boas semanas a frango de cerveja.
[Lá fresquinhas, elas estão!]
Pérolas de sala de aula
- Professora! Se de A a Z é ordem alfabética, então... de Z a A é ordem desalfabética!
J. , 7 anos
J. , 7 anos
O dia em que (quase) senti vergonha de ser do Sporting
"O Sporting não ajuda o Miguel..."
"O Miguel precisa de ajuda..."
"Ninguém quer saber do Miguel..."
Ó Miguel Veloso, por favor... Falas na terceira pessoa, tens um peanteado que não lembra a ninguém e queres que te levem a sério?
"O Miguel precisa de ajuda..."
"Ninguém quer saber do Miguel..."
Ó Miguel Veloso, por favor... Falas na terceira pessoa, tens um peanteado que não lembra a ninguém e queres que te levem a sério?
Dizem por aí...
...que na quarta-feira vão estar 24º em Lisboa. Dizem ali na escola que na quarta-feira tenho reunião até às 20:30 h.
E que me apetece dizer agora? Tudo aquilo que não posso dizer aqui.
E que me apetece dizer agora? Tudo aquilo que não posso dizer aqui.
segunda-feira, 9 de março de 2009
domingo, 8 de março de 2009
Os factos: as mentiras e as verdades
1. Trabalhei durante um ano no McDonalds.
Verdade - Tinha 18 anos e por não ter entrado na faculdade, decidi melhorar as notas de 12º ano, à noite. Trabalhei em part-time durante um ano e adorei aquilo, apesar de ter sido muito mal paga. Fiz parte da equipa que abriu o MacDonald's da Amadora e arranjei uma amiga para a vida.
2. Dei um empurrão propositado à minha vizinha quando a encontrei nas escadas porque ela se lembrou de sacudir o lixo da gaiola do pássaro em cima da minha roupa acabada de estender. Verdade - Agora não teria coragem de o fazer, mas com 19 anos era capaz de tudo, ou quase. Ao confrontá-la com a situação nas escadas, ela foi extremamente mal-educada e não estive com meias-medidas e pronto a senhora... quase que caiu. Não me fala desde então.
3. Participei no concurso "O Elo mais Fraco".
Verdade - Apareci na televisão e até gostei da experiência, tanto que também concorri ao concurso o Duelo, do Malato. Mas desta vez, e apesar de ter sido seleccionada, não pude ir.
4. Recebi um ramo de flores em plena sala de aula.
Verdade - Corei de vergonha perante 20 crianças de 10 anos de idade que entenderam perfeitamente o que se estava a passar. Mas gostei, claro que gostei.
5. Dei uma tareia na rua a um rapaz que andava a perseguir e a ameaçar a minha irmã quando ela tinha 10 anos.
Verdade - O miúdo tinha uns 12 anos, eu 15. Fiz-lhe uma espera à porta da minha casa e dei-lhe tantos pontapés e murros que nunca mais perseguiu a minha irmã. E dei mais do que levei, sim.
6. Detesto caracóis. :S
Mentira - Adoro caracóis. É o meu petisco favorito em dias de calor. De preferência numa esplanada.
7. Aos 11 anos fui a Amsterdão e adorei visitar o Distrito da Luz Vermelha.
Verdade - Fui com a classe de ginástica à qual pertencia na altura. Aquilo para mim era outro mundo e achei o máximo.
8. Nunca experimentei fumar.
Mentira - Claro que experimentei. Felizmente, detestei.
9. Adorava voltar a ter 25 anos de idade.
Mentira - Adoro ter a idade que tenho.
Verdade - Tinha 18 anos e por não ter entrado na faculdade, decidi melhorar as notas de 12º ano, à noite. Trabalhei em part-time durante um ano e adorei aquilo, apesar de ter sido muito mal paga. Fiz parte da equipa que abriu o MacDonald's da Amadora e arranjei uma amiga para a vida.
2. Dei um empurrão propositado à minha vizinha quando a encontrei nas escadas porque ela se lembrou de sacudir o lixo da gaiola do pássaro em cima da minha roupa acabada de estender. Verdade - Agora não teria coragem de o fazer, mas com 19 anos era capaz de tudo, ou quase. Ao confrontá-la com a situação nas escadas, ela foi extremamente mal-educada e não estive com meias-medidas e pronto a senhora... quase que caiu. Não me fala desde então.
3. Participei no concurso "O Elo mais Fraco".
Verdade - Apareci na televisão e até gostei da experiência, tanto que também concorri ao concurso o Duelo, do Malato. Mas desta vez, e apesar de ter sido seleccionada, não pude ir.
4. Recebi um ramo de flores em plena sala de aula.
Verdade - Corei de vergonha perante 20 crianças de 10 anos de idade que entenderam perfeitamente o que se estava a passar. Mas gostei, claro que gostei.
5. Dei uma tareia na rua a um rapaz que andava a perseguir e a ameaçar a minha irmã quando ela tinha 10 anos.
Verdade - O miúdo tinha uns 12 anos, eu 15. Fiz-lhe uma espera à porta da minha casa e dei-lhe tantos pontapés e murros que nunca mais perseguiu a minha irmã. E dei mais do que levei, sim.
6. Detesto caracóis. :S
Mentira - Adoro caracóis. É o meu petisco favorito em dias de calor. De preferência numa esplanada.
7. Aos 11 anos fui a Amsterdão e adorei visitar o Distrito da Luz Vermelha.
Verdade - Fui com a classe de ginástica à qual pertencia na altura. Aquilo para mim era outro mundo e achei o máximo.
8. Nunca experimentei fumar.
Mentira - Claro que experimentei. Felizmente, detestei.
9. Adorava voltar a ter 25 anos de idade.
Mentira - Adoro ter a idade que tenho.
sábado, 7 de março de 2009
...
Não, não gosto do dia da mulher. Gosto de pessoas, de justiça e pessoas justas. Gosto de diferenças que não recriminem e de igualdades inquestionáveis. Gosto de coerência e de humildade. De respeito e inter-ajuda. De cooperação e união. E para relembrar tudo isto, não é preciso um dia assim, é preciso saber ser-se Pessoa. Todos os dias.
Conseguirei viver sem Tv cabo?
Há mais de três semanas que não vejo televisão. Aliás... a sala é a divisão aqui do castelo que se tem mantido limpa e arrumada por mais tempo. Já o escritório é um local de batalha diário onde a papelada e desarrumação são uma constante.
Pois é, começo a questionar-me se valerá a pena pagar a mensalidade da Tv Cabo.
Pois é, começo a questionar-me se valerá a pena pagar a mensalidade da Tv Cabo.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Digamos...
...que entrei no fim-de-semana em slow motion. Tal qual a tartaruga da célebre fábula fui fazendo as coisas devagarinho, mas neste caso, em casa: arrumar a cozinha, pôr máquinas de roupa a lavar, mudar lençóis da cama, arrumar o escritório. E já está, disse eu no fim, aproveitando a expressão que todos os dias oiço vezes e vezes sem conta dos meus alunos. Já está.
Tenho os vidros sujos mas não me importo. A noite ainda não se pôs e talvez hoje fosse boa ideia sentar-me no sofá a olhar para a televisão.
Olhar, ver, reparar? Qual delas?
Sei que não me apetece pensar. Não quero. A cabeça precisa de descanso, o corpo grita por muitas horas de sono. Não está tudo bem, mas eu digo que sim.
Bom fim-de-semana.
Tenho os vidros sujos mas não me importo. A noite ainda não se pôs e talvez hoje fosse boa ideia sentar-me no sofá a olhar para a televisão.
Olhar, ver, reparar? Qual delas?
Sei que não me apetece pensar. Não quero. A cabeça precisa de descanso, o corpo grita por muitas horas de sono. Não está tudo bem, mas eu digo que sim.
Bom fim-de-semana.
quinta-feira, 5 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
Mais 9 factos, 3 mentiras e 6 verdades...
... ou o que se escreve porque hoje não ha imaginação para mais.
1. Trabalhei durante um ano no McDonalds.
2. Dei um empurrão propositado à minha vizinha quando a encontrei nas escadas porque ela se lembrou de sacudir o lixo da gaiola do pássaro em cima da minha roupa acabada de estender.
3. Participei no concurso "O Elo mais Fraco".
4. Recebi um ramo de flores em plena sala de aula.
5. Dei uma tareia na rua a um rapaz que andava a perseguir e a ameaçar a minha irmã quando ela tinha 10 anos.
6. Detesto caracóis. :S
7. Aos 11 anos fui a Amsterdão e adorei visitar o Distrito da Luz Vermelha.
8. Nunca experimentei fumar.
9. Adorava voltar a ter 25 anos de idade.
E agora? Conseguem adivinhar?
1. Trabalhei durante um ano no McDonalds.
2. Dei um empurrão propositado à minha vizinha quando a encontrei nas escadas porque ela se lembrou de sacudir o lixo da gaiola do pássaro em cima da minha roupa acabada de estender.
3. Participei no concurso "O Elo mais Fraco".
4. Recebi um ramo de flores em plena sala de aula.
5. Dei uma tareia na rua a um rapaz que andava a perseguir e a ameaçar a minha irmã quando ela tinha 10 anos.
6. Detesto caracóis. :S
7. Aos 11 anos fui a Amsterdão e adorei visitar o Distrito da Luz Vermelha.
8. Nunca experimentei fumar.
9. Adorava voltar a ter 25 anos de idade.
E agora? Conseguem adivinhar?
terça-feira, 3 de março de 2009
...
Às vezes pergunto a mim própria o que faria se ganhasse o Euromilhões. Por momentos imagino-me com uma quantia inimaginável de dinheiro e vou por ali fora, em sonhos que nunca serão realizáveis nesta vida terrena.
[Hoje chegou um papel da secretaria da escola com a informação de que só passo de escalão a 5 de Janeiro de 2011. Estou no mesmo escalão desde 2003. 8 anos depois, portanto. Fantástico.]
E penso que talvez pudesse viajar por todo o mundo e fazer o expresso do Oriente, visitar as ilhas mais longínquas, ouvir o silêncio na Patagónia, atravessar a Route 66, encantar-me com quedas de água e florestas tropicais, atravessar África e descobrir a Índia E visitar os pinguins ali no deserto gelado, eu que gosto tanto de pinguins...
[A tese até me traria a passagem de escalão dois anos mais cedo, mas, e o resto? A vida pessoal? O tempo para não fazermos nada?
Cada vez mais acho que a vida académica não é para mim e que isto das investigações solitárias servem apenas para encher bibliotecas e os bolsos de algumas faculdades]
Talvez me permitisse a alguns luxos. O normal, aquilo que qualquer mortal desejaria, não fosse eu igual a tantas outras pessoas. E iria ajudar algumas pessoas, sim. As certas, as minhas.
[Mais um esforço. Só falta um bocadinho, digo eu para mim própria todos os dias - motivo-me assim, a escrever e a pensar sobre o assunto com a lucidez de espírito que me resta nesta matéria. Não posso esquecer que já só falta um bocadinho, o mais difícil, é certo, mas um bocadinho]
Vou ali ver se me saiu o prémio. Se calhar estou rica e não sei.
[Hoje chegou um papel da secretaria da escola com a informação de que só passo de escalão a 5 de Janeiro de 2011. Estou no mesmo escalão desde 2003. 8 anos depois, portanto. Fantástico.]
E penso que talvez pudesse viajar por todo o mundo e fazer o expresso do Oriente, visitar as ilhas mais longínquas, ouvir o silêncio na Patagónia, atravessar a Route 66, encantar-me com quedas de água e florestas tropicais, atravessar África e descobrir a Índia E visitar os pinguins ali no deserto gelado, eu que gosto tanto de pinguins...
[A tese até me traria a passagem de escalão dois anos mais cedo, mas, e o resto? A vida pessoal? O tempo para não fazermos nada?
Cada vez mais acho que a vida académica não é para mim e que isto das investigações solitárias servem apenas para encher bibliotecas e os bolsos de algumas faculdades]
Talvez me permitisse a alguns luxos. O normal, aquilo que qualquer mortal desejaria, não fosse eu igual a tantas outras pessoas. E iria ajudar algumas pessoas, sim. As certas, as minhas.
[Mais um esforço. Só falta um bocadinho, digo eu para mim própria todos os dias - motivo-me assim, a escrever e a pensar sobre o assunto com a lucidez de espírito que me resta nesta matéria. Não posso esquecer que já só falta um bocadinho, o mais difícil, é certo, mas um bocadinho]
Vou ali ver se me saiu o prémio. Se calhar estou rica e não sei.
segunda-feira, 2 de março de 2009
...
Quando cheguei, a sala de aula estava às escuras. Eles, escondidos debaixo da mesa, saíram de repente e cantaram-me os Parabéns. Eram nove da manhã e apesar de ser segunda-feira, conseguiram pôr-me mais bem-disposta.
Já vos disse que tenho uns amores de alunos, não disse?
[A dor de cabeça e o sono ainda não deram tréguas mas isso é outra história...]
Já vos disse que tenho uns amores de alunos, não disse?
[A dor de cabeça e o sono ainda não deram tréguas mas isso é outra história...]
domingo, 1 de março de 2009
Em jeito de balanço
E estive com quem mais gosto: a família e os amigos. Percebi que receber pessoas em casa é a melhor coisa do mundo mas é demasiado cansativo quando o fazemos a um domingo e principalmente, quando vivemos sozinhos. Valeu-me a ajuda dos meus queridos pais, incansáveis, principalmente da minha mãe, que tal qual uma fada do lar, ia adiantando a lavagem de loiças e a arrumação de pratos e copos. Ainda tenho a cozinha virada do avesso, mas já não vai custar tanto.
Quanto ao resto, houve boa-disposição, muita comida, conversa e um dia para mais tarde recordar.
Venham daí os 32 anos, que se esperam generosos e felizes.
E a todos vocês, mais de trinta pessoas que me desejaram os parabéns mesmo sem me conhecerem, só posso agradecer do fundo do coração: obrigada. :)
Quanto ao resto, houve boa-disposição, muita comida, conversa e um dia para mais tarde recordar.
Venham daí os 32 anos, que se esperam generosos e felizes.
E a todos vocês, mais de trinta pessoas que me desejaram os parabéns mesmo sem me conhecerem, só posso agradecer do fundo do coração: obrigada. :)
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Um vídeo, um álbum de recordações ou algo muito narcísico por estar a chegar aos 32 anos de idade
Descobri isto - Animoto. E fiz um vídeo.
E se quiserem perceber melhor o que é o Animoto, vejam este vídeo.
E se quiserem perceber melhor o que é o Animoto, vejam este vídeo.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
O outro blog
Depois de 157 post (its) recebidos, constato que as mulheres são muito mais participativas que os homens.
Meninos bloggers, estão com vergonha?
Meninos bloggers, estão com vergonha?
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
...
Quando descobrimos que tomar banho à noite é das melhores coisas do dia, a pressa em chegar a casa faz-se maior.
E é só.
E é só.
Dicas de beleza no Mini-Saia
Há alguns dias fui surpreendida com um convite da Mónica Lice para participar na rubrica Dicas de beleza do seu blog, Mini-Saia. E claro... aceitei!
Pois aqui estão as minhas escolhas. E obrigada à Monica Lice. Gostei muito de participar!
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
101 coisas em 1001 dias
Até 10 de Fevereiro, deveria acabar esta lista. Agora, que falta menos de um ano para a data em questão, acabo por perceber que ainda me falta muito e que dificilmente terei os 101 projectos concretizados até lá.
[Bem.. ainda faltam cerca de 300 dias. Veremos]
[Bem.. ainda faltam cerca de 300 dias. Veremos]
Querida...
...é a minha avó, que a 300 km de distância enviou pelos meus pais um brolhão. Só porque sabe que eu gosto muito.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
As verdades e as mentiras
Lembram-se do desafio dos 9 factos da minha vida? Pois bem, eis o veredicto final.
1. Dou aulas há 10 anos. - verdade
2. Fui voluntária na AMI. - verdade
3. Já estive noiva. - verdade
4. Fui coordenadora de ano e fiz parte do conselho pedagógico de uma escola. - verdade
5. Meço 1, 69 m. - mentira. Meço 1,65 m.
6. Trabalhei no IPO, no piso 7 - Pediatria. - mentira. Não trabalhei, fui voluntária nesse local durante 8 meses.
7. Parti um dedo à minha irmã. - verdade
8. Não gosto de melancia. - verdade
9. Em toda a minha vida de estudante, nunca me baldei a nenhuma aula. - mentira. Esta era a mais fácil. Baldei-me sim, mas só a partir dos tempos de faculdade.
1. Dou aulas há 10 anos. - verdade
2. Fui voluntária na AMI. - verdade
3. Já estive noiva. - verdade
4. Fui coordenadora de ano e fiz parte do conselho pedagógico de uma escola. - verdade
5. Meço 1, 69 m. - mentira. Meço 1,65 m.
6. Trabalhei no IPO, no piso 7 - Pediatria. - mentira. Não trabalhei, fui voluntária nesse local durante 8 meses.
7. Parti um dedo à minha irmã. - verdade
8. Não gosto de melancia. - verdade
9. Em toda a minha vida de estudante, nunca me baldei a nenhuma aula. - mentira. Esta era a mais fácil. Baldei-me sim, mas só a partir dos tempos de faculdade.
Coisas do futebol ou a opinião de alguém que só vê as coisas do lado de fora dos estádios
Sou uma leiga no que diz respeito a futebol. Pouco ou nada sei do assunto: as regras, só algumas; os vocábulos, poucos; os meandros deste desporto, são pouco nítidos para mim e até os jogadores eu mal conheço.
No entanto, durante a minha ronda blogosférica dou com este post. Aqui, o autor refere que não mais voltará ao Estádio de Alvalade devido ao insultos a que foi sujeito sem que nada tivesse feito para que tal acontecesse.
Compreendo que se sinta humilhado, desrespeitado e condeno as pessoas que o fizeram porque foram mal-educadas e faltaram ao respeito a uma pessoa que simplesmente estava ali a apreciar o jogo. É uma vergonha, sem dúvida.
Agora, uma coisa é certa: não é apenas no Estádio de Alvalade que estes casos acontecem. Não é só naquele estádio que as humilhações, ordinarices e calúnias são lançadas ao ar. No único jogo ao qual fui assistir há uns bons anos com o meu pai (no Estrela da Amadora), dei conta disso e de muito mais e não foi pela facto de ainda ser uma criança na altura que as pessoas se escusaram a dizer o que disseram à minha frente. O que é certo é que nunca mais o meu pai me levou a um jogo de futebol e da minha parte também não houve grande vontade a assiatir a este espectáculo.
Dizer que se deixa de assistir a jogos naquele Estádio parece-me um pouco radical, porque noutro estádio estarão outros adeptos a fazer exactamente o mesmo a outras pessoas que não o autor do post. No entanto, como não lhe toca a ele, já não faz mal.
Sem querer estar a defender seja quem for porque não é isso que está em causa, penso que deveríamos ser coerentes e realistas: as pessoas são o que são. Os adeptos/claques têm o mesmo tipo de comportamento sejam eles do Sporting, Benfica ou Porto. Não há cá grandes diferenças.
E se os sportinguistas são uma vergonha, os benfiquistas também o são e todos os adeptos de clubes de futebol deste país.
Não entremos em comparações. No futebol, nomeadamente nos comportamentos sociais que a ele estão relacionados, isso é praticamente impossivel.
No entanto, durante a minha ronda blogosférica dou com este post. Aqui, o autor refere que não mais voltará ao Estádio de Alvalade devido ao insultos a que foi sujeito sem que nada tivesse feito para que tal acontecesse.
Compreendo que se sinta humilhado, desrespeitado e condeno as pessoas que o fizeram porque foram mal-educadas e faltaram ao respeito a uma pessoa que simplesmente estava ali a apreciar o jogo. É uma vergonha, sem dúvida.
Agora, uma coisa é certa: não é apenas no Estádio de Alvalade que estes casos acontecem. Não é só naquele estádio que as humilhações, ordinarices e calúnias são lançadas ao ar. No único jogo ao qual fui assistir há uns bons anos com o meu pai (no Estrela da Amadora), dei conta disso e de muito mais e não foi pela facto de ainda ser uma criança na altura que as pessoas se escusaram a dizer o que disseram à minha frente. O que é certo é que nunca mais o meu pai me levou a um jogo de futebol e da minha parte também não houve grande vontade a assiatir a este espectáculo.
Dizer que se deixa de assistir a jogos naquele Estádio parece-me um pouco radical, porque noutro estádio estarão outros adeptos a fazer exactamente o mesmo a outras pessoas que não o autor do post. No entanto, como não lhe toca a ele, já não faz mal.
Sem querer estar a defender seja quem for porque não é isso que está em causa, penso que deveríamos ser coerentes e realistas: as pessoas são o que são. Os adeptos/claques têm o mesmo tipo de comportamento sejam eles do Sporting, Benfica ou Porto. Não há cá grandes diferenças.
E se os sportinguistas são uma vergonha, os benfiquistas também o são e todos os adeptos de clubes de futebol deste país.
Não entremos em comparações. No futebol, nomeadamente nos comportamentos sociais que a ele estão relacionados, isso é praticamente impossivel.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Porque faz hoje 22 anos que faleceu Zeca Afonso
"Querida Joana
Como sabes, eu estou preso mas também não sou um homem mau. Viste como foi. Não sejas rabugenta e ajuda o Pedro. Se ele estiver birrento lembra-te que ainda é um bebé e tu mais crescida que ele. O que eu não gosto é que sejas egoísta porque é muito feio. Se algumas das tuas amigas querem tudo para elas deixa lá. Elas fazem mal mas tu não. Explica-lhes que não deve ser egoístas. Tem cuidado com os sugus e outras porcarias iguais porque podes ficar sem dentes. Depois, mesmo que os queiras ter já ninguém te os pode pôr. Ficas como os velhinhos. Alguns deles tinham a mania de comer guloseimas, gelados e caramelos. E também chocolates.
Eu lembro-me muito de ti e do Pedro. O Zé ainda não cortou as barbas? Diz à Lena que eu não gosto que ela seja desarrumada. Todos têm que ajudar a mãe e a Dina.
Muitos beijos do Zeca Pai"
Caxias, 13-05-1073
José Afonso
in Textos e Canções, Assírio e Alvim, Lisboa, 1983.
Como sabes, eu estou preso mas também não sou um homem mau. Viste como foi. Não sejas rabugenta e ajuda o Pedro. Se ele estiver birrento lembra-te que ainda é um bebé e tu mais crescida que ele. O que eu não gosto é que sejas egoísta porque é muito feio. Se algumas das tuas amigas querem tudo para elas deixa lá. Elas fazem mal mas tu não. Explica-lhes que não deve ser egoístas. Tem cuidado com os sugus e outras porcarias iguais porque podes ficar sem dentes. Depois, mesmo que os queiras ter já ninguém te os pode pôr. Ficas como os velhinhos. Alguns deles tinham a mania de comer guloseimas, gelados e caramelos. E também chocolates.
Eu lembro-me muito de ti e do Pedro. O Zé ainda não cortou as barbas? Diz à Lena que eu não gosto que ela seja desarrumada. Todos têm que ajudar a mãe e a Dina.
Muitos beijos do Zeca Pai"
Caxias, 13-05-1073
José Afonso
in Textos e Canções, Assírio e Alvim, Lisboa, 1983.
E agora que já brincámos aos óscares e aos vestidos
... falemos de coisas mais sérias.
Neste momento tenho uma tese de mestrado a meio. Não anda nem desanda. Como já tinha dito há alguns dias, a preguiça reina cá em casa e falta motivação para continuar (e mais algumas coisas que por aqui não se falam). Não sei se é desculpa, se simplesmente estou farta da coisa em si. Sinceramente, não tenho prazer em fazê-la e tudo o que lhe diz respeito é levado a cabo com um esforço sobreacrescido. Também sei que ando com a coisa em stand-by há algum tempo e está na hora de decidir radicalmente, qual dos dois caminhos a tomar: se levo isto até ao fim ou se páro definitivamente.
E pronto. Tenho o mês de Março para tomar uma decisão.
Neste momento tenho uma tese de mestrado a meio. Não anda nem desanda. Como já tinha dito há alguns dias, a preguiça reina cá em casa e falta motivação para continuar (e mais algumas coisas que por aqui não se falam). Não sei se é desculpa, se simplesmente estou farta da coisa em si. Sinceramente, não tenho prazer em fazê-la e tudo o que lhe diz respeito é levado a cabo com um esforço sobreacrescido. Também sei que ando com a coisa em stand-by há algum tempo e está na hora de decidir radicalmente, qual dos dois caminhos a tomar: se levo isto até ao fim ou se páro definitivamente.
E pronto. Tenho o mês de Março para tomar uma decisão.
Porque desta vez me apetece falar de Óscares e de vestidos
E lá se passou a noite. Acordada até às 4:30 h a torcer pela Viola Davis e pela Meryl Streep, as contas sairam-me furadas e ganhou a Penélope e a Kate. Grande desilusão, principalmente no óscar de melhor actriz secundária.
Quanto aos actores e ao melhor filme, foi o esperado.
Os vestidos
A Penélope estava deslumbrante, a Sarah Jessica Parker também. Os vestidos eram lindos de morrer. Da Kate Winslet esperava-se mais - o vestido não era feio mas ficava por aí. A Beyoncé continua a achar que os vestidos que lhe marcam as ancas são os que mais a favorecem . A Angelina apesar de bonita não brilhou, mesmo de brincos verdes; a Anne Hathaway tinha um vestido lindo mas ficou meio apagada por estar com a pele branquinha como a neve. A Marisa Tomei foi com um vestido original, mas não me agradou particularmente. A Heidi Klum quis arrasar com um vermelho (tal como no ano passado) mas não conseguiu - o vestido caiu na fasquia do razoável. Gostei muito do vestido da Evan Rachel Woods mas teve o mesmo problema que a Anne, morreu na pele branquinha e não brilhou. E por fim, adorei o da Taraji P. Henson - muito simples mas fantástico.
Conclusão:
os vestidos mais bonitos para mim, foram estes

[AP Photo/Matt Sayles]
Quanto aos actores e ao melhor filme, foi o esperado.
Os vestidos
A Penélope estava deslumbrante, a Sarah Jessica Parker também. Os vestidos eram lindos de morrer. Da Kate Winslet esperava-se mais - o vestido não era feio mas ficava por aí. A Beyoncé continua a achar que os vestidos que lhe marcam as ancas são os que mais a favorecem . A Angelina apesar de bonita não brilhou, mesmo de brincos verdes; a Anne Hathaway tinha um vestido lindo mas ficou meio apagada por estar com a pele branquinha como a neve. A Marisa Tomei foi com um vestido original, mas não me agradou particularmente. A Heidi Klum quis arrasar com um vermelho (tal como no ano passado) mas não conseguiu - o vestido caiu na fasquia do razoável. Gostei muito do vestido da Evan Rachel Woods mas teve o mesmo problema que a Anne, morreu na pele branquinha e não brilhou. E por fim, adorei o da Taraji P. Henson - muito simples mas fantástico.
Conclusão:
os vestidos mais bonitos para mim, foram estes
[AP Photo/Matt Sayles]
domingo, 22 de fevereiro de 2009
A duas horas e meia do espectáculo
Será impressão minha ou este ano há uma maior atenção à cerimónia dos Óscares? Será devido à qualidade dos filmes deste ano ou à excessiva mediatização do acontecimento? Andamos todos ir com mais frequência ao cinema? É moda? O que é?
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Só hoje me lembrei...
...que desta vez posso ficar madrugada fora a ver os Óscares. É que não trabalho na segunda-feira!
[só não sei se me vou aguentar, mas isso é outra conversa]
[só não sei se me vou aguentar, mas isso é outra conversa]
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Palavras dos outros que também podiam ser nossas
(...)
não sei porque escrevo tanto sobre a minha vida. se calhar tenho necessidade de a partilhar, muitas vezes, porque não sei viver sozinho. se calhar, como dizia um amigo meu, é isto das modernices, fazer dos blogs o nosso diário, aberto a toda a gente. quem sabe? eu que nunca tive diário, sempre falei para o ar. agora escrevo-me. e sinto-me perdido.
in Caspa, ou o que me cai da cabeça
não sei porque escrevo tanto sobre a minha vida. se calhar tenho necessidade de a partilhar, muitas vezes, porque não sei viver sozinho. se calhar, como dizia um amigo meu, é isto das modernices, fazer dos blogs o nosso diário, aberto a toda a gente. quem sabe? eu que nunca tive diário, sempre falei para o ar. agora escrevo-me. e sinto-me perdido.
in Caspa, ou o que me cai da cabeça
Mana, podes ajudar-me?
Aos quinze anos, quando o meu pai me pedia para ir fazer depósitos de cheques ao banco, ia contrariada e pensava para com os meus botões como seria bom eu estar no lugar da minha irmã. Porque a irmã mais nova nunca faria isso: ficava em casa, entre bonecas e desenhos animados.
Aos quinze anos, se queria sair de tarde, levava comigo a minha irmã e as conversas parvas com as amigas eram feitas entre gestos e sussurros, que as queixinhas não eram muito bem toleradas lá em casa.
Um dia fiz-me de teimosa e levei a minha irmã para a rua, com papeira: piorou e nunca mais me esqueci do ralhete levei. E do castigo.
Acima de tudo, não compreendia porque é que a maior parte das coisas me era pedida/exigida: aos meus olhos a minha irmã já tinha capacidade para muito mais e eu, sentia-me um bocadinho injustiçada por ser a mais velha. E sozinha também.
O tempo foi passando e acabei por aceitar as responsabilidades de irmã mais velha e a viver bem com isso. Temos 5 anos de diferença mas a maturidade aproximou-nos. Fico feliz quando a minha irmã me telefona, quando desabafa comigo, quando me pede ajuda. Chama-me mana e eu gosto.
Mas há dias... há dias em que me apetecia ser a irmã mais nova. Só isso.
Aos quinze anos, se queria sair de tarde, levava comigo a minha irmã e as conversas parvas com as amigas eram feitas entre gestos e sussurros, que as queixinhas não eram muito bem toleradas lá em casa.
Um dia fiz-me de teimosa e levei a minha irmã para a rua, com papeira: piorou e nunca mais me esqueci do ralhete levei. E do castigo.
Acima de tudo, não compreendia porque é que a maior parte das coisas me era pedida/exigida: aos meus olhos a minha irmã já tinha capacidade para muito mais e eu, sentia-me um bocadinho injustiçada por ser a mais velha. E sozinha também.
O tempo foi passando e acabei por aceitar as responsabilidades de irmã mais velha e a viver bem com isso. Temos 5 anos de diferença mas a maturidade aproximou-nos. Fico feliz quando a minha irmã me telefona, quando desabafa comigo, quando me pede ajuda. Chama-me mana e eu gosto.
Mas há dias... há dias em que me apetecia ser a irmã mais nova. Só isso.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
uma foto por dia #040
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
...
Hoje ouvi dizer que a maior parte do cansaço de que sofremos fica acumulado nas extremidades do corpo.
Só pode ser verdade; só isso explica as dores nas mãos e nos pés que tenho no fim do dia.
[E as costas? Dessas já nem falo, parecem feitas de nós cegos]
Só pode ser verdade; só isso explica as dores nas mãos e nos pés que tenho no fim do dia.
[E as costas? Dessas já nem falo, parecem feitas de nós cegos]
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
O que eu me tenho divertido a ler as vossas escolhas para as minhas falsidades!
Mas posso dizer-vos que dou mesmo aulas há 10 anos e até fui coordenadora de ano.
9 factos, 3 mentiras, 6 verdades
O João passou-me o desafio e apesar de já ter feito um parecido, aqui vai:
1. Dou aulas há 10 anos.
2. Fui voluntária na AMI.
3. Já estive noiva.
4. Fui coordenadora de ano e fiz parte do conselho pedagógico de uma escola.
5. Meço 1, 69 m.
6. Trabalhei no IPO, no piso 7 - Pediatria.
7. Parti um dedo à minha irmã.
8. Não gosto de melancia.
9. Em toda a minha vida de estudante, nunca me baldei a nenhuma aula.
Agora, são vocês.
1. Dou aulas há 10 anos.
2. Fui voluntária na AMI.
3. Já estive noiva.
4. Fui coordenadora de ano e fiz parte do conselho pedagógico de uma escola.
5. Meço 1, 69 m.
6. Trabalhei no IPO, no piso 7 - Pediatria.
7. Parti um dedo à minha irmã.
8. Não gosto de melancia.
9. Em toda a minha vida de estudante, nunca me baldei a nenhuma aula.
Agora, são vocês.
Eu sei porque ando assim
Desta vez as insónias decidiram atacar em pleno fim-de-semana: era ver-me esta noite a tentar encontrar uma solução para adormecer. Tomei banho às tres da manhã, bebi chá quente, li metade de um livro, fui para a sala, virei-me e revirei-me na cama e nada. Até que decidi ser radical e quando já se via a luz do dia fui tomar um calmante. Digamos que foi remédio santo.
Ando demasiado cansada e preocupada. Dá nisto.
Ando demasiado cansada e preocupada. Dá nisto.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Comentário aos comentários ali do post abaixo
Não me dêem os parabéns! Vocês querem-me velha mais cedo! Sou Peixes e faltam duas, duas semanas para o dia.
;)
;)
...
Encontrei a explicação para a relação amor-ódio que tenho com os bolos. Com a vontade súbita que tenho de os fazer e de os comer (só de vez em quando).
Quais hormonas, TPM ou mau-feitio...

[via capital -E]
Quais hormonas, TPM ou mau-feitio...
[via capital -E]
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Hoje é dia de inhos e inhas
Dia de mel, de beijinhos, de palavrinhas, de miminhos, de amorzinhos, florzinhas e queridinhos. Muitos inhos e inhas para todos, é o que vos desejo.
[Eu cá, dispenso dias assim]
[Eu cá, dispenso dias assim]
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Olha, eu também tenho um "blogue de gaja"!
Estou cheia de dores nos pés. Fui à faculdade e apesar de ter em mente ir e voltar num pulinho, mudei os planos num minuto: um telefonema de uma amiga, um lanche e uma ida inesperada ao Chiado. Estou cheia de dores nos pés, mas valeu a pena: para além de lanchar e pôr a conversa em dia, ainda comprei duas malas Parfois pela módica quantia de 17 €. Ah! E um casaquinho todo giro!
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
De um ano para o outro passei de Capuchinho Vermelho a Bruxa
Pois, parece que deste vez vou de bruxa para o desfile de Carnaval da escola e mais... segundo o papel descritivo do fato carnavalesco, serei uma bruxa gótica.
Têm de concordar comigo que até é uma boa oportunidade para os meus alunos me chamarem de bruxa sem me ofenderem. É que assim, podem desabafar. Digam lá se não sou boazinha? Uma bruxa gótica boazinha.
Têm de concordar comigo que até é uma boa oportunidade para os meus alunos me chamarem de bruxa sem me ofenderem. É que assim, podem desabafar. Digam lá se não sou boazinha? Uma bruxa gótica boazinha.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
[o que é preciso é respirar fundo]
Não sei se é do tempo, da escola, da idade em que os meus alunos se encontram, da quantidade de conflitos que conseguem criar numa hora e meia de almoço, ou até de mim. Mas há dias em que a minha paciência se esgota e não consigo responder à infinidade de solicitações que me fazem, controlar as conversinhas e desatenções e ainda dar a aula naturalmente.
Posso ir à casa-de-banho?
Professora, já acabei!
Ele está a incomodar-me!
Posso ir encher a garrafa de água?
O que faço agora?
Dói-me a cabeça...
Estou cansado...
Professora, ela chamou-me estúpida!
Há dias em que aquilo da vocação para professor desaparece num instante e parece que nunca fiz isto na minha vida.
[Sim, foi um dia particularmente difícil]
Posso ir à casa-de-banho?
Professora, já acabei!
Ele está a incomodar-me!
Posso ir encher a garrafa de água?
O que faço agora?
Dói-me a cabeça...
Estou cansado...
Professora, ela chamou-me estúpida!
Há dias em que aquilo da vocação para professor desaparece num instante e parece que nunca fiz isto na minha vida.
[Sim, foi um dia particularmente difícil]
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
...
Há uns tempos e devido a um trabalho que estávamos a fazer sobre o rei D. Afonso Henriques, os meus alunos quiseram saber quantas amantes tinha ele tido. Não descobrimos mas conseguimos saber que teve cerca de cinco filhos ilegítimos. No entanto, à conta disso, dei com este livro que acabou de ser publicado e hoje, depois de ler um artigo sobre o mesmo, eu é que fiquei curiosa em saber mais sobre as infidelidades dos nossos reis.
Por isso, já decidi, vai ser a prenda que vou oferecer a mim própria, no meu aniversário.
Sinopse:
De D. Afonso Henriques, o primeiro monarca a ter amantes, a D. Dinis, um rei de grande fogosidade, a D. João V, conhecido pelas suas aventuras amorosas dentro do convento de Odivelas, a D. José e à relação com Teresa de Távora, da qual até a rainha tinha conhecimento, a D. Pedro IV, que se deixou contagiar pelos amores em terras de Vera Cruz, ou a D. Carlos que se interessava mais pelas questões da carne do que pela governação. Por detrás da história oficial dos reis portugueses e dos seus casamentos de Estado com princesas de toda a Europa, esconde-se uma história de paixões arrebatadoras, filhos ilegítimos e amores ilícitos que nunca foi contada. Damas da rainha, prostitutas, barregãs, negras, escravas, cantoras líricas, actrizes, mulheres do povo ou senhoras da alta burguesia, todas competiam pela atenção e pelos favores do rei. Se madame Pompadour ganhou estatuto de amante na corte francesa do rei Luís XV com as regalias que daí lhe advinham, poucas são as amantes dos reis portugueses que ficaram conhecidas na História.
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