sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

uma foto por dia #007

uma foto por dia #007

Hoje andámos pelo bairro a cantar as Janeiras e a desejar um "bom ano". Já estamos a 16 de Janeiro, mas mais vale tarde que nunca.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Porque (ainda) há quem nos deixe sem palavras

"É preciso ter cuidado com o que pedimos"

Dizia-me hoje a mãe de um aluno meu. A mesma que há quase dois anos olhava-me nos olhos e relatava tintim por tintim o que se passava comigo, sem eu nunca lhe ter contado rigorosamente nada.

"Mas a professora vai ser muito feliz. Esteja descansada."

Sorri e nada consegui dizer. Como da outra vez.

uma foto por dia #005

uma foto por dia #005

Este pequeno bolinho recheado de chocolate dá pelo nome de de "Petit Gâteau" e pode ser encontrado em embalagens de duas unidades, na secção dos congelados, no Pingo Doce.
É divinal, acreditem.

Antevisão do que me espera lá para Junho

Saber que dois alunos meus vão mudar de escola, poderia ser uma boa notícia. Mas não é. Para além de serem dois dos meus melhores alunos, estão comigo desde o 1º ano de escolaridade, há três anos, portanto. É um elo que se quebra cedo demais e eu só estava preparada para isso daqui a alguns meses.
Talvez não compreendam, mas dói. Só isso.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

uma foto por dia #004

uma foto por dia #004

[o outro local de trabalho]

"Estou a brincar"

Há quem brinque demais com as palavras, não no sentido de as usar metaforicamente ou apenas de juntar som mais som e as rimas dançarem entre versos. Há quem brinque com as palavras para dizer coisas sérias e no fim diga "estou a brincar" mas não está. Há quem brinque para tentar que o assunto passe despercebido - aligeirar uma conversa que, para uma da partes, pode não se querer demasiado séria. E há quem brinque porque sim, porque não consegue falar "a sério", porque tudo é demasiado real para ser encarado de frente e a brincadeira, as piadas, o humor serve apenas de escudo de protecção.

Não gosto de quem fala demasiado a brincar, não gosto de quem brinca demasiado a falar.
E não, não sou daquelas pessoas que está sempre demasiado séria e não vê motivo de brincadeira em nada. Abusos é que não, por favor.

(sem) sono

Não tenho dormido bem. Têm sido frequentes as noites de insónia e hoje, para não variar, já são quase duas da madrugada e ainda para aqui estou.
Trabalhei, não trabalhei, cirandei por aqui e por ali, li e reli, vi tv, passei algum tempo a tentar perceber porque não tenho tv cabo, sentei-me no sofá, arrumei a cozinha, dobrei roupa, liguei o computador e escrevo.

1:59

E amanhã acordo às 7:00. Bolas. O melhor é mesmo ir preparar a roupa para amanhã.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

...

Ontem deu-me um daqueles impulsos e, de um momento para o outro, tinha o escritório completamente virado do avesso. A secretária está agora em frente à janela e dá-me a possibilidade de ir olhando lá para fora enquanto vou descansando os olhos do computador. Ter-se uma vista desafogada é um privilégio nos dias de hoje. Há que o aproveitar.

Escrevam e ganhem

No outro dia uma amiga minha dizia que preferia ter fotos tiradas por si em sua casa do que por outras pessoas. Compreendo até certo ponto, mas acho que é, de certa forma, rejeitar o trabalho e a arte de outras pessoas. É como dizer, só coloco pinturas na parede feitas por mim. O que seria de Picasso ou de outros pintores famosos?

Tudo isto para dizer que vos ofereço uma fotografia feita por mim, à vossa escolha, em tamanho 15 x 20 a quem me enviar o texto mais criativo, criado a partir desta imagem, a primeira do projecto 365 - 2ª série.
Sejam imaginativos e enviem os textos para o email ali do lado. Os três melhores textos serão aqui publicados, devidamente assinados e com os emails (se assim desejarem). Depois escolherei aquele que achar mais criativo. Não tenciono usar os vossos textos em qualquer outra situação. Têm até dia 25 de Janeiro.

Adenda: isto é apenas uma brincadeira, que fique bem claro que não tenho qualquer pretensão em relaçao às minhas fotografias.

Movie #27



O melhor: A fotografia e o desempenho de Angelina Jolie.

domingo, 11 de janeiro de 2009

uma foto por dia #002

uma foto por dia #002

Esta casa faz parte do meu percurso habitual até à estação de comboio. Estava cheia de lixo e silvas à volta e de um dia para o outro limparam tudo. Antes que a deitassem abaixo quis registá-la na minha máquina. Acho-a linda.

sábado, 10 de janeiro de 2009

uma foto por dia #001

uma foto por dia #001

[Um almoço e muita conversa com vista sobre o Tejo - ela, ela e eu]

Projecto 365 - 2ª série

Quer queira, quer não, fotografar todos os dias é um bom exercício; uma pequena "obrigação" que me faz ficar mais atenta ao que me rodeia. Podia ter começado dia 1, mas só me apeteceu hoje.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

...

E quem se lembra de marcar uma reunião de condomínio para uma sexta-feira à noite?
A administradora do meu prédio, pois então. A mesma que (quando eu era administradora) pagava a mensalidade através de envelope cheio de moedinhas, colocado minha caixa de correio. Senhora simpática, não acham?

[Que lindo começo de fim-de-semana]

Fiéis seguidores, devotos deste meu espaço e simples visitantes casuais que costumam comentar

...este post é especialmente dirigido a ti ou a si (conforme o caso).

Já há algum tempo que oiço dizer por aí que não sou de muitos comentários e é verdade. Visito muitos blogs (portugueses e estrangeiros), leio com mais atenção uns que outros mas de facto, não sou pessoa de grandes comentários. Por vezes até me apetece falar mas quase sempre há alguém com uma opinião parecida com a minha que se antecipou ou então acho que vou ser demasiado extensiva e acabo por não dizer nada. Preguiça, diriam uns (com alguma razão também).
Depois também não costumo responder aos comentários que me deixam aqui. São todos lidos, vão direitinhos para o meu email, mas acho que nem sempre é necessário dizer mais alguma coisa e mantenho-me no meu canto, a observar de longe. Ainda assim, consigo comentar mais do que responder a comentários.
Reservada? Sim, sou. Timída? Às vezes. E por isso peço desculpa por nem sempre responder a algumas perguntas que me fazem, por nem sempre comentar o que me foi comentado. Mesmo que não dêem qualquer importância a isso.
Não é defeito, é feitio mesmo.

Como começar o dia com um atraso considerável

Desta vez não foi a chuva ou a inclinação do piso que me fez cair. Desta vez foi uma camada de gelo invisível que me fez cair estatelada no chão e voltar a casa para mudar de roupa. Nem mesmo as capas anti-derrapantes das botas me salvaram... É caso para dizer que não há duas sem três.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Dias de Reis

Eu, na minha boa-intenção, levei um bolo-rei para a sala de aula para festejar este dia mas...

- Ohhhh... - e fizeram cara de desagrado, como se lhes tivesse a mostrar a pior iguaria deste planeta.

- Desculpem lá, mas o bolo tem de ser todo comido. Ao menos provam! Se não gostam, tiram as frutas cristalizadas e passam a gostar. Era só o que faltava ter agora alunos esquisitos!

Conclusão: salvo raras excepções, todos comeram e no fim alguns deles ainda pediram mais.
Quem diria?

Dilema visual

Hoje saí do oftalmologista com novas lentes de contacto e um mundo mais nítido ao meu redor.
O médico diz que neste momeento estou com uma visão a 120%.

Isto quer dizer que vejo mais do que devo? Ou reparo melhor no que vejo?

domingo, 4 de janeiro de 2009

...

Acabadinha de entrar em 2009, não há resoluções ou decisões a tomar. Os desejos são redondos e cabem na palma da minha mão: saúdinha, alguma felicidade e paz de espírito.
E chega.

Movie #26



Acontece que a ficção também se confunde com a realidade.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Sim, a vaidade também mora aqui

Digam o que disserem, ir às compras serve muitas vezes de terapia. Melhor será se formos às compras em época de saldos e conseguirmos escolher o que quisermos sem grandes enchentes ou roupa aos montes. E se trouxermos coisas boas, bonitas e baratas que até vão servir para a Primavera, então, é ouro sobre azul. É assim como que uma terapia a dobrar, ou a triplicar.

[Claro que foi preciso chegar à loja às dez da manhã. Não há milagres, não é verdade?]

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Movie #25



Happiness only real when shared.

O primeiro dia

2008 despediu-se ao sabor de filmes, sobremesas e algum vinho. 2009 chegou em modo pensativo, sem saber muito bem o que pedir, quase com medo que nada se venha a realizar.

A questão é simples: desejamos tanto... mas será que fazemos alguma coisa por esses desejos?

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

domingo, 28 de dezembro de 2008

Olha que sorte eu tenho, sou professora!

Esta semana descanso das crianças e dos gritos no recreio, dos dedos no ar e dos constantes pedidos Professora, posso ir à casa-de-banho? Professora, posso ir beber água? Professora, pode dar-me mais uma folha?
Descanso dos toques estridentes durante todo o dia e das queixinhas depois da hora do recreio; descanso do giz que me deixa as unhas numa lástima e do calor que não me deixa ir muito agasalhada. Descanso a cabeça, sobretudo.

Que bom.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Depois do Natal

Desta vez não há imagens da noite ou do dia de Natal. As que existem são de dia 26: entre apanhar mais azeitona, um almoço que me soube melhor que nunca e um pequeno passeio pela serra, lá andei eu de máquina em riste, nos poucos momentos livres que iam aparecendo.

Acabámos a azeitona e conseguimos apanhar 2300 kg! Ou seja, teremos mais ou menos, 285 l de azeite para dar e vender. É o que se chama trabalho de equipa!

Mais fotos, aqui.





De volta à cidade

...e só para dizer que este post está a ser escrito em pleno comboio intercidades, algures entre Santarém e Lisboa.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Tradição

do Lat. traditione, entrega

s. f.,
acto de transmitir ou entregar;
transmissão oral de lendas, factos, etc. , de pais para filhos;
transmissão de valores espirituais de geração em geração;
conhecimento ou prática que provém da transmissão oral ou de hábitos inveterados;
hábito;
uso;
notícia de um facto transmitido oralmente ou por testemunho que livros, sucessivamente publicados, confirmam;
recordação;
memória.

in Priberam


Respondendo aqui ao Pedro (que me parece demasiado pragmático) quando digo que trago comigo o espirito natalício refiro-me sobretudo a este hábito enraizado na minha família de nos juntarmos todos, antes da meia-noite, mesmo que cada uma das pequenas famílias jante em casas diferentes. Esta é a minha tradição de Natal e este é o meu espírito natalício - o de reunião familiar - um momento que acima de tudo traz felicidade a cada um de nós.
Não festejo o Natal por ter sido o dia em que Jesus Cristo nasce - com todo o respeito que a questão impõe, para mim essa é uma razão secundária para festejar este dia. Digo sim que talvez tenha sido alavanca para todas as tradições que entretanto surgiram, mas cada um de nós faz as suas próprias tradições e nem por isso o Natal deve deixar de ser menos válido. Logo, são tradições que não valem zero.

[E pragmatismos à parte Pedro, se o Pêra- Manca e o Cartuxa são cantigas, gostava então de te ver a beber suminho de laranja ou cházinho toda a noite de Natal. ;) ]

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A minha sugestão de última hora para quem não sabe o que comprar às crianças



Eu dou.
Fazemos uma troca, boa?

Não fiz a árvore de Natal (que vergonha, eu sei) mas trago o espírito natalício comigo

E porque amanhã vou de viagem e guardei a tarde de hoje para um lanche de Natal em plena Baixa de Lisboa, despeço-me já.

Espero que todos vós tenham um excelente Natal, mesmo àqueles que detestam esta quadra, aos que não ligam à ceia ou à reunião da família ou até àqueles que acham que este dia é mais depressivo que qualquer outro dia do ano. Desejo-vos um dia feliz. Muito feliz.

Surreal

Foi assim, tal e qual uma cena de um filme.

Estava eu a caminho da escola, quando de repente, aparece um cavalo branco, passa à minha frente e segue caminho pela rua fora. Fiquei estática. Ainda esfreguei os olhos e não queria acreditar no que estava a ver, mas não... era mesmo um cavalo branco, sem sela, que corria pelo meio da cidade como se estivesse num lindo campo de trigo.

[É caso para dizer…E esta, hein?]

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Estado actual: rabugenta e com mau feitio

Um dos meus dentes do siso gosta de dançar. Sobe e desce conforme os seus humores, mas nunca me deu grandes chatices.
Pois que a minha vida anda tão vazia de surpresas que ele decidiu aparecer para animar isto um bocadinho mais. Causou-me uma infecção daquelas, com direito a febre, dores que nunca mais acabam pelo ouvido, boca e garganta, ida urgente ao dentista e um inchaço que só visto. E lá se foram os meus quatro anos sem antibióticos...

Mas o melhor disto tudo é não conseguir comer. Ter fome e não conseguir comer.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Domingo à noite

Não, ainda não fiz a árvore de Natal. No entanto, tenho vinte e quatro avaliações prontinhas a serem entregues e uma acta de doze páginas por acabar... ou lavrar [como diria uma pessoa que eu cá sei...]

Gotan Project









O concerto foi simplesmente fantástico. Eu, que estava receosa de ficar na plateia, posso dizer que a escolha não podia ter sido melhor. Consegui lugar mesmo à frente do palco, sem apertões ou calor e com espaço suficiente para dançar, fechar os olhos e curtir a música ao máximo. Adorei!

sábado, 20 de dezembro de 2008

Desconfio que vou passar este sábado ao computador

A parte mais aborrecida da minha profissão é corrigir fichas, testes e afins e ainda fazer os registos de avaliação. Já só faltam vinte.

[suspiro]

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

E só para acabar com a onda das novidades

Ainda não fiz a árvore de Natal.

1745 posts por ler e os apontamentos dos últimos dias

A festa foi bonita, eles tiveram boas notas e eu enchi-me de orgulho. Assim acabou o 1º período.

Duas horas de sono em cima e dois cafés para aguentar o dia de hoje que, mesmo assim, foi cheio de bocejos e de uns olhos de meter medo ao susto.
"Não dormiste esta noite, pois não Sofia?" - foi a primeira pergunta do dia.

Ele é agora o meu fiel companheiro. Rendi-me às evidências e acabei por comprar um presente para mim própria. O namoro já era demasiado longo...

O Natal será, desta vez, em casa da minha tia e sem a minha irmã na Consoada. E já me está a custar, só de saber isso.

As prendas estão compradas. Amanhã descanso e acabo a noite em beleza no Campo Pequeno.

E agora vou dormir, que o meu mal é sono.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

...

Pois que isto hoje ia lá assim com duas ou três caipiroskas ou margaritas. Era ver o meu espírito natalício e fraterno a desabrochar como uma flor.
Ou então não e ficava apenas assim meio tonta e com vontade de bater na Ministra da Educação (que neste momento serve de bode expiatório para todos os meus males).

Acordei assim

Dizem que o sonho comada a vida, mas às vezes acho que isto de sonhar muito é apenas uma forma ligeira e bonita de alimentar falsas esperanças.

Sim, estou em modo racional. Eu, uma peixes pura. Quem diria?

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

...

E temos festa de Natal amanhã. Os miúdos, entusiasmados com os ensaios e ansiosos pelo dia que se aproxima perguntavam-me hoje como faziam se ficassem nervosos. Antes de entrar, fecham os olhos e respiram fundo e acreditam sobretudo que vai tudo correr bem.
Só lhe faltou dizer que também faço isto comigo própria. Eu, que fico com um nervoso miudinho sempre que os vejo assim, a actuar perante pais, alunos, colegas e funcionários da escola.
Sou uma professora babada, é o que é.

domingo, 14 de dezembro de 2008

...

É isto.

Simples, não é?

O Natal chegou mais cedo

Já era quase uma vergonha. Há quatro anos nesta casa e ainda não havia cadeiras à volta da mesa de jantar. Mas o Pai Zé e a Mãe Maria foram generosos; acharam que me portei bem, não fiz (muitas) asneiras e até tive (e dei) boas notas e pronto... presentearam-me com seis iguais a esta. Iupiii!

sábado, 13 de dezembro de 2008

Pouca sorte ou apenas o que acontece quando deixo para amanhã o que posso fazer hoje

Ando há meses para mandar arranjar o meu outro portátil. Acontece que no dia em que me lembro de o levar à Fnac, reparo que a garantia já expirou... há uma semana.
Portanto, agora ou o mantenho ali sossegadinho ou gasto uma batelada de dinheiro...

“Quando uma criança não lê a imaginação desaparece”



[Vídeo da campanha da Literacy Foundation do Quebeque]

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

...

O dia revelou-se pouco produtivo. Terrível, mesmo. Os miúdos andaram em quezílias todo o dia, com direito a bocas a sangrar e a hemotomas nas costas. Não se concentraram minimamente na sala de aula e o ensaio da festa de Natal não foi nada do que estava à espera. Para ajudar ainda dei mais duas horas de aulas à tarde [chamam-lhe apoio ao estudo] e no fim do dia tive formação das seis e meia às nove e meia de noite.
Eu não diria Sunday, bloody sunday, mas antes Thursday, bloody thursday.

...

Por aqui, os presentes desejam-se misteriosamente na minha cabeça e namoram-se ao longe. As listas já deram o que tinham a dar. Se quero e posso, compro. Se quero e não posso... paciência. Abandona-se as montras com o passo apressado e tenta-se não pensar mais no assunto.
Caprichos, para que vos quero?

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

***


[Rossio, 2005]

Não foi um ano bom. Não foi um ano mau. Assim-assim, diria. Os pratos da balança querem-se equilibrados e mesmo que continue a olhar para o céu todos os dias, às vezes ainda acredito na canção do Rui Veloso. Encolho os ombros e sigo caminho, não com desinteresse, mas antes com a certeza de que as coisas não mudam assim, quando queremos; só mudam quando estamos realmente predispostos a fazer dos problemas, as melhores soluções para a nossa vida.

(pseudo) jornalista por um dia

E a fotoreportagem saiu: fresquinha e com as fotos um bocadinho menos bonitas e mais baças. Hoje teria alterado o texto texto e escrevia-o com frases menos longas. Mas não se pode ter tudo.

E o estereótipo persiste

Porque é que esta sociedade só nos considera Mulheres, depois de sermos mães?
Haverá obrigatoriedade nessa coisa chamada maternidade? Só teremos um maior respeito depois de parirmos um pedaço de gente?

E aquela deixa é fantástica: "Quando fores mãe, percebes..." E se eu nunca for mãe ou simplesmente não quiser ser mãe, não vou perceber?

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Do Brasil

Um homem tem morte súbita, dois meses antes do nascimento do seu único filho. Assim nasce este blog. Tentando entender e explicar dois sentimentos opostos e simultâneos vividos pela viúva e mãe que, no caso, sou eu. Muitos questionamentos. Muitos raciocínios. Muito aprendizado. E uma pressa em falar para o Francisco sobre seu pai, sobre o mundo e sobre mim mesma (só por garantia).

[Há babyblogs. Depois, há este blog - Para Francisco]

...



[E só depois de ouvir o álbum todo é que dou com isto. Só agora]

Ontem foi bom, hoje ainda vai ser melhor

Fim-de-semana prolongado e quase não saio de casa. Embebedo-me de música, filmes, leituras e descanso. Pelo meio trabalho alguma coisa, pouco, menos do que devia, mas estes fins-de-semana são um convite ao ócio puro e duro. Ficar assim sem fazer nada e pelo meio fazer tudo o que me apetece e não o que devia. O escritório acumula a papelada: o mestrado está ali e chama por mim, os testes levantam o braço no ar e eu encolho os ombros e digo até já. Só porque me apetece. Amanhã já lhes dou atenção.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Parece que...

...a nova moda em puericultura é dar água Vimeiro aos bebés.
E eu acho um piadão a estes novos preciosismos.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Querido Pai Natal

O que eu queria mesmo para este Natal nem era a máquina fotográfica, o ipod, ou aquele relógio lindo que vi no outro dia. O que eu queria mesmo, mesmo, era uma caixinha com tempo e já agora, um coraçãozinho novo, que este anda demasiado desgastado e já quase perdeu a cor. E se vier tudo embrulhado numa folha de optimismo cheia de estrelinhas brilhantes, melhor.
Pode ser, pode?

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Eis que dia 20 vou entrar no Campo Pequeno pela primeira vez

Ah pois é! Vou ver Gotan Project!

Há vida para além da blogosfera

No meio de muitas pessoas e alguns sacos, reconheci-a. E assim num repente, deitei a timidez para trás das costas e fui falar-lhe.

:)

Mais um dia em vão no jogo em que ninguém ganhou*

O tempo passa e vemo-nos assim, solitários, exigentes, capazes de não saber muito bem o que fazer quando aparecem pessoas a querer entrar, com pézinhos de lã. Espreitamos com a porta entreaberta e acabamos por fechá-la mais uma vez. "Nem sempre vale a pena", dizes para ti próprio. Há dias assim.

*letra de Tiago Bettencourt

Movie #24




The only thing more terrifying than blindness is being the only one who can see.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Chuva, algum descanso e muita azeitona



E o fim-de-semana lá passou...

Sábado choveu todo o dia e acabámos por ficar em casa. A chuva caía lá fora e soube muito bem estar a corrirgir testes à frente da lereira. Apesar de tudo, consegui descansar um pouco e preparar-me psicologicamente para o dia seguinte.

Domingo, pois claro, foi dia de trabalho. Entre as 8 :30 h e as 16:30 andei de vara na mão a tirar a azeitona dos ramalhos que o meu pai cortava das oliveiras e a estender as "mantas" onde caia a azeitona. Depois era necessário colocá-la nas sacas para ser levada para o lagar comunitário. Fiquei com as mãos inchadas e vermelhas, tal era o frio que se sentia...

E hoje foi dia de voltar a Lisboa. Sem grandes pressas e com algum trânsito pelo meio, chegámos a meio da tarde.

As fotos, já sabem, estão aqui.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

E pronto...

...já passou mais um dia. Só faltam mais quatro, que desta vez o meu maior desejo é que chegue a terça-feira. E já agora, o outro fim-de-semana.

[Ir apanhar azeitona com este frio de rachar não é propriamente o que mais desejo para o primeiro fim-de-semana prolongado de Dezembro, mas lá terá que ser...]

O limite está muito perto

Hoje passou-me pela cabeça não ir trabalhar amanhã.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

...

Num dos posts mais interessantes dos últimos tempos, fala-se do tempo.

"(...) a relação que temos com o tempo é critério indicativo do nosso grau de liberdade e disponibilidade", diz o autor.

Fiquei a pensar neste assunto. Não sei se uso da melhor forma o tempo de que disponho. Entre tudo o que tenho para fazer há que estabelecer prioridades, saber escolher, dar uma maior ou menor importância ao que nos vai acontecendo, relativizar certas coisas, preocupar-me com outras e, no meio de tudo isto, usar o tempo na medida certa.
Mas o que é isso de perder tempo?

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Hoje ainda foi mais giro

Acabadinha de sair da escola, escorrego e caio na estrada (again) e desta vez magoo-me a sério.

Amanhã não calço estas botas e vou mandar pôr umas capas anti-derrapantes ou qualquer dia dou cabo da minha saúde.

domingo, 23 de novembro de 2008

...

Estou a trinta e oito dias da passagem de ano, a trinta e dois dias do Natal, a vinte e cinco dias do final do 1º período, a seis dias de ir apanhar azeitona, a quatro dias de assistir a mais uma aula da formação, a dois dias da minha reunião com o orientador, a um dia de dar uma aula de Matemática sobre ângulos, a uma hora de me ir deitar e a dez minutos de ir tomar banho para ver se estas dores de costas aliviam um bocadinho...

Os próximos trinta e oito dias estão mais ou menos pensados que isto de ser professora obriga-me a planear com antecedência tudo e mais alguma coisa. Uma seca, digo-vos só. Felizmente, tento não o fazer no que diz respeito ao que é pessoal e intransmissível. A coisas pequenas ainda se pensam mas o resto fica para acontecer assim, sem avisos ou planificações prévias. E se forem boas, melhor.

sábado, 22 de novembro de 2008

E agora um cartãozinho para todos vós (ou as parvoíces que faço de vez em quando)


cliquem no smile

[visto aqui]

...

Não moro no campo, mas diria que estou perto - vejo coelhos e melros de manhã, corujas e corvos à noite e acordo com o galo a cantar todos os dias. Por aqui, o cheiro ao fumo das lareiras é sinal de que os dias estão mais frios e o pouco barulho dos automóveis não é incomodativo. O sr. Aníbal da frutaria guarda-me muitas vezes coentros nos dias em que chego mais tarde, aconselha-me a melhor fruta e ainda me faz desconto nas nabiças porque nunca preciso da quantidade que cada molho leva. Dá-me os bons dias e deseja-me bom trabalho quando passo em frente à sua loja, antes de apanhar o comboio. Gosto disto mas...
Preciso de ir a Lisboa regularmente, a bem da minha sanidade mental. Deixa-me feliz passear na baixa da capital; preciso daquelas ruas, do bulício que se vive em plena baixa da cidade, de entrar e sair das lojas, de lanchar por ali, de ouvir as pessoas.
Se trabalhasse em Lisboa talvez não dissesse o mesmo, mas não trabalho. E posso-vos dizer que hoje foi dia de terapia.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A melhor parte do fim-de-semana...

...é sexta-feira à noite.

Sabem o que é adormecer literalmente à frente do computador?

Aconteceu-me hoje, há bocado. Acho que fiquei em modo off durante uns bons 20 minutos. É o que dá estar na cama, com o computador ao colo e ainda ter chegado a casa tarde, com meio jarro de sangria a circular-me nas veias.

Vou mas é dormir que o meu mal é sono. A leitura diária do blogs fica para amanhã. Fiquem bem.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

...

...

Gosto de medicina mas o lado que mais me atrai nessa área para além de toda a complexidade da ciência em questão, é o humanismo de que os médicos são capazes. Simplesmente porque acho que é louvável e essencial que assim seja.
Quando vou ao médico gosto de saber os pormenores todos do que tenho, faço perguntas, analiso minuciosamente os dados das análises clinicas, sei que a creatinina esta relacionada com o funcionamento dos rins e esse dado é aquele que procuro em primeiro lugar devido ao meu "problema" de saúde. Gosto que os médicos falem comigo e me olhem nos olhos e é por isso que vou ao Dr. Oliveira Costa, antigo médico de medicina interna do IPO, já reformado, mas ainda a dar consultas no seu consultório. Por vezes saio de lá às dez da noite - ele ouve-me, responde-me, aconselha-me, pergunta pelos meus meninos na escola e claro, faz uma consulta como deve ser. Não saio de lá curada mas sinto-me melhor interiormente.

Aos dezoito anos entrei em enfermagem, um bocadinho influenciada pelos meus pais mas também por gostar desta área - a medicina. Quando fui à faculdade e comecei a ler os planos de curso nas paredes, tive medo e entrei em pânico. Disse para mim mesma que nunca seria capaz; cheguei a casa, menti aos meus pais e disse que não tinha entrado.

(shame on me)

Nunca me arrependi. Mais tarde fui voluntária na Pediatria do IPO e vivi uma realidade da qual nunca me tinha apercebido. Médicos e enfermeiros nem sempre mostram o que lhes vai na alma e na altura, embora questionasse se aquela forma de estar seria a mais correcta, apercebi-me que tinha mesmo de ser assim ou nunca conseguiriam manter a sanidade mental necessária para acompanhar doentes tão especiais como são as crianças com cancro. Ainda assim, o humanismo estava lá, nos quartos, um bocadinho camuflado por gestos repetitivos, essenciais - no cuidado a medir uma febre, a dar uma injecção, a fazer um exame. Nas palavras que diziam baixinho. Nós, os voluntários, fazíamos o nosso papel - a brincadeira, os abraços (com cuidado por causa dos catéteres), os risos, a partilha, as conversas, os jogos - movíamos mundos e fundos para deixar aquelas crianças mais felizes (foi lá que aprendi a jogar Uno). Depois apareciam os dias maus - os dias em que morria uma criança, em que se ouviam os gritos dos pais, o desespero dos familiares, em que se via a tristeza nos olhos de toda a equipa médica. A nossa tristeza também. Oito meses depois, saí. Emocionalmente foi uma experiência muito forte, foi difícil digerir tudo aquilo, separar as águas, foi difícil não chorar.

Talvez gostasse de ter sido médica. Mas continuo a dizer que não seria capaz.

E este email que acabou de chegar...

Exmo(a) Sr(a). Professor.

Com o objectivo de apoiar as escolas na implementação do processo de Avaliação do Desempenho dos docentes, a Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação disponibiliza a presente aplicação informática a qual irá sendo preenchida à medida que os agrupamentos e escolas não agrupadas vão estruturando o processo.

Nesta fase está já disponível a possibilidade de cada docente apresentar os seus objectivos. Uma vez submetidos e tendo em conta o calendário definido em cada Agrupamento/escola, o avaliador do órgão de administração e gestão acede aos mesmos para efeito de validação.

A aplicação está disponível no seguinte endereço: https://concurso.dgrhe.min.edu.pt/DefinicaoObjectivos2008
.
Qualquer dúvida de funcionamento deverá ser colocada ao órgão de gestão, o qual terá apoio através do seguinte endereço:
https://concurso.dgrhe.min-edu.pt/PerguntaResposta2

DGRHE


...só prova que a ministra não desiste.

Além disso, a introdução dos objectivos individuais através de aplicação informática vai contra o Decreto Regulamentar nº 2/2008. Onde está a legalidade deste procedimento?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Day-by-day

Mais uma semana, mais um dia normal: As tarefas na primeira hora do dia: distribuição de cadernos e livros, marcação de presenças e dos leites a serem bebidos no dia. Sete meninos não fazem os trabalhos de casa. Fico zangada. Todos copiam o plano do dia e começamos. Na Língua Portuguesa, uma ficha de avaliação da compreensão leitora e um tempo para lerem individualmente ou a pares. Na Matemática, os múltiplos do metro e algumas risadas devido à dificuldade em dizerem palavras como hectómetro e decâmetro. Exercícios no quadro, as habituais hesitações quando fazem transformações ( 1 m = ____ hm ?), mais uma discussão de ideias, corrige-se o trabalho de casa e o toque de saída chega de repente, quase sem darmos conta.

Até amanhã e façam os trabalhos de casa!

sábado, 15 de novembro de 2008

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Amanhã é que vão ser elas

Hoje ao fim do dia disse-lhes:

- Escrevam três perguntas que nunca tiveram coragem de me fazer nestes últimos três anos. Não precisam de assinar se não quiserem...


- E a professora depois responde?

[Engoli em seco]

- Sim, claro. Para que é que servem as perguntas se não tiverem respostas?

Eles sorriram, olharam uns para os outros com ar de malandros e lá escreveram.
Por momentos pensei que me tinha metido numa alhada, mas não. São curiosos, como todos nós. Como eu. E ainda me ri com algumas das perguntas...

- A professora é casada?
- A professora tem filhos?
- Dá-me o seu email?
- Gosta de mim?
- Sou um aluno exemplar?
- Porque é que a professora sabe tudo?
- Já deu uma chapada a um rapaz?
- Há quantos anos dá aulas?
- Posso mudar de lugar?
- Porque é que quis ser professora?
- O seu sonho era mesmo ser professora?
- Gostaria de ser minha mãe a fingir?
- A professora gostaria de almoçar em minha casa?
- Porque é que a professora não dança para nós?
- Qual é o seu maior sonho?
- A professora tem namorado?
- Já ganhou a algum rapaz numa corrida?
- Qual é o seu clube de futebol?

Descobri..

...a razão pela qual as mulheres gostam de homens sacanas.

Porque o amor, por definição, é um dom não merecido; ser-se amado sem mérito é justamente a prova de um amor verdadeiro. Se uma mulher me diz: amo-te porque és inteligente, porque és honesto, porque me dás presentes, porque não andas no engate, porque lavas a louça, sinto-me decepcionado; este amor tem o ar de ser qualquer coisa de interessado. É muito mais bonito ouvir: estou louca por ti apesar de tu não seres nem inteligente nem sério, e embora sejas mentiroso, egoísta e safado.

Milan Kundera

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Aventuras e desventuras de uma Sofia que às vezes, consegue ser muito trapalhona

Estava eu toda airosa a sair de casa às sete da manhã, quando ao atravessar a estrada, escorrego e caio redonda no asfalto. Volto trás e lá vou eu mudar de roupa... já tinha saído novamente de casa e pensava eu para com os meus botões "agora tem cuidado Sofia, anda devagar e vê onde pões os pés..." e ainda não tinha eu acabado este meu pensamento, quando escorrego novamente e mais uma vez, caio literalmente no chão. E pronto...deu-me para rir que nem uma perdida e rezar a todos os santinhos que os meus vizinhos não estivessem à janela...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer

Por aqui a rotina mudou. Agora acordo às 06:00 h e consigo estar na escola pelas 07:30 h o que me dá tempo suficiente para adiantar grande parte do trabalho que tem de ser feito diariamente antes da campainha tocar pontualmente às 09:00 h. Não há internet, não há o barulho da criançada, não há colegas a entrar e a sair da sala de professores. Sou só eu e a escola (e as auxiliares que já lá andam por essa hora).

[E não, não me tem custado nada]

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

domingo, 9 de novembro de 2008

Movie #23



To get ahead in this world, you need more than fair looks and a kind heart.

Cento e vinte mil

A vontade é pouca. Não me tem apetecido falar dos problemas da escola, das angústias do dia-a-dia, das dificuldades com as quais nos deparamos a toda a hora, das grelhas, fichas, papelada para preencher, tarefas que nos são impostas porque tem de ser assim, simplesmente porque sim. As reuniões semanais onde se fala de tudo e não se fala de nada, as indecisões por parte dos Conselhos Executivos, as contradições que aparecem a toda a hora.
Estou cansada de falar de tudo isto, limito-me a responder que sim, estamos cheios de trabalho. A maior parte das vezes acho que não vale a pena ir mais além porque simplesmente só quem vive a escola é que entende, só quem conhece o meio, as salas de aula, os alunos é que percebe esta angústia diária. Ainda assim, trabalha-se com gosto e satisfação, porque ainda há professores a gostar de dar aulas. Eu gosto e felizmente, a maioria dos meus colegas de escola também. Apesar de tudo, ali consigo ser muito feliz.

Não pretendemos palmadinhas na costas, não queremos que nos dêem razão porque sim, que nos vejam como uns desgraçados, porque não o somos, que digam "deixem lá, tudo há-de melhorar". Não sei se melhora, não sei se a educação alguma vez vai seguir outro rumo em Portugal. Gostava de ter mais esperança que aquela que tenho mas começo a perdê-la aos bocadinhos.
Dez anos depois de ter entrado para o Ensino Público surgem alterações radicais no Estatuto da Carreira Docente, os professores são cada vez mais denegridos na praça pública, os Encarregados de Educação têm um poder cada vez maior e não uma melhor participação na vida escolar dos seus educandos e estes estão cada vez mais indisciplinados. E eu pergunto, como mudou tanta coisa só em dez anos? Só em dez anos?

Ontem não fui à manifestação. Estive no mesmo local há 8 meses atrás, gritei e fiquei rouca, mas desta vez e com muita pena minha, não pude juntar-me aos meus colegas.
Ficam aqui as minhas palavras, iguais ou parecidas à de muitos professores que estiveram ontem no Terreiro do Paço e que também gritaram e se manifestaram por mim. Bem-hajam.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Desafio musical

Esta menina desafiou-me.
Devemos:
- colocar uma foto individual nossa;
- escolher uma banda/artista;
- responder somente com títulos de canções da banda/artista escolhido;
- escolher 4 pessoas que respondam ao desafio, sem esquecer de avisá-los.

Aqui vai então:

A foto individual
(num comboio, pois claro..)


A banda: Zero 7

1. És homem ou mulher? Look up
2. Descreve-te: Simple things
3. O que as pessoas acham de ti? Passing by
4. Como descreves o teu último relacionamento: End theme
5. Descreve o estado actual da tua relação com o teu namorado ou pretendente: In the waiting line
6. Onde querias estar agora? Home
7. O que pensas a respeito do amor? Destiny
8. Como é a tua vida? Warm sound
9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Morning song
10. Escreve uma frase sábia: Throw it all away


E agora o desafio é para os seguintes blogs, se quiserem, claro... A terceira via; O amor é um lugar estranho; Assim vou passando o tempo... e Reticências...

O fim de um dia "mais não que sim"

Esquecer-me das lentes de contacto e do rímel e esfregar os olhos como se não houvesse amanhã. Resultado: para além de uns lindos olhos negros consegui a proeza de passar quinze minutos ao espelho a tentar recuperar as lentes que viajaram para trás dos globos oculares.

[Sim, já as tenho. Mas não imaginam como fiquei com os olhos]

...


link

Eu posso, tu podes, ele pode, nós podemos, vós podeis, eles podem

Depois de ver e ouvir o discurso de Obama, fico com a sensação que este homem é visto por todo o mundo como a pessoa que actualmente mais se aproxima de Deus, o salvador. E que agora, em vez de amén, passaremos todos a dizer, yes we can.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A23

Esta autoestrada leva-me todos os anos às minhas raízes, apesar de não ter sido nascida ou criada por ali, na zona da Cova da Beira.

Mas esta sigla também dá nome a uma publicação trimestral de grande qualidade, iniciada no Verão de 2006 e que pretende ser um conjunto de reflexões sobre o que de melhor e pior se passa na Beira Interior.
Para quem é da zona, para quem gosta da Beira Interior ou simplesmente para quem gosta de bom jornalismo.