Pois que isto hoje ia lá assim com duas ou três caipiroskas ou margaritas. Era ver o meu espírito natalício e fraterno a desabrochar como uma flor.
Ou então não e ficava apenas assim meio tonta e com vontade de bater na Ministra da Educação (que neste momento serve de bode expiatório para todos os meus males).
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Acordei assim
Dizem que o sonho comada a vida, mas às vezes acho que isto de sonhar muito é apenas uma forma ligeira e bonita de alimentar falsas esperanças.
Sim, estou em modo racional. Eu, uma peixes pura. Quem diria?
Sim, estou em modo racional. Eu, uma peixes pura. Quem diria?
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
...
E temos festa de Natal amanhã. Os miúdos, entusiasmados com os ensaios e ansiosos pelo dia que se aproxima perguntavam-me hoje como faziam se ficassem nervosos. Antes de entrar, fecham os olhos e respiram fundo e acreditam sobretudo que vai tudo correr bem.
Só lhe faltou dizer que também faço isto comigo própria. Eu, que fico com um nervoso miudinho sempre que os vejo assim, a actuar perante pais, alunos, colegas e funcionários da escola.
Sou uma professora babada, é o que é.
Só lhe faltou dizer que também faço isto comigo própria. Eu, que fico com um nervoso miudinho sempre que os vejo assim, a actuar perante pais, alunos, colegas e funcionários da escola.
Sou uma professora babada, é o que é.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
domingo, 14 de dezembro de 2008
O Natal chegou mais cedo
sábado, 13 de dezembro de 2008
Pouca sorte ou apenas o que acontece quando deixo para amanhã o que posso fazer hoje
Ando há meses para mandar arranjar o meu outro portátil. Acontece que no dia em que me lembro de o levar à Fnac, reparo que a garantia já expirou... há uma semana.
Portanto, agora ou o mantenho ali sossegadinho ou gasto uma batelada de dinheiro...
Portanto, agora ou o mantenho ali sossegadinho ou gasto uma batelada de dinheiro...
“Quando uma criança não lê a imaginação desaparece”
[Vídeo da campanha da Literacy Foundation do Quebeque]
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Babem-se

[fotografia de Miguel Coelho]
Junta-se a arte da pastelaria com a arte de bem fotografar e o resultado é uma Flagrante delícia.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
...
O dia revelou-se pouco produtivo. Terrível, mesmo. Os miúdos andaram em quezílias todo o dia, com direito a bocas a sangrar e a hemotomas nas costas. Não se concentraram minimamente na sala de aula e o ensaio da festa de Natal não foi nada do que estava à espera. Para ajudar ainda dei mais duas horas de aulas à tarde [chamam-lhe apoio ao estudo] e no fim do dia tive formação das seis e meia às nove e meia de noite.
Eu não diria Sunday, bloody sunday, mas antes Thursday, bloody thursday.
Eu não diria Sunday, bloody sunday, mas antes Thursday, bloody thursday.
...
Por aqui, os presentes desejam-se misteriosamente na minha cabeça e namoram-se ao longe. As listas já deram o que tinham a dar. Se quero e posso, compro. Se quero e não posso... paciência. Abandona-se as montras com o passo apressado e tenta-se não pensar mais no assunto.
Caprichos, para que vos quero?
Caprichos, para que vos quero?
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
***

[Rossio, 2005]
Não foi um ano bom. Não foi um ano mau. Assim-assim, diria. Os pratos da balança querem-se equilibrados e mesmo que continue a olhar para o céu todos os dias, às vezes ainda acredito na canção do Rui Veloso. Encolho os ombros e sigo caminho, não com desinteresse, mas antes com a certeza de que as coisas não mudam assim, quando queremos; só mudam quando estamos realmente predispostos a fazer dos problemas, as melhores soluções para a nossa vida.
(pseudo) jornalista por um dia
E o estereótipo persiste
Porque é que esta sociedade só nos considera Mulheres, depois de sermos mães?
Haverá obrigatoriedade nessa coisa chamada maternidade? Só teremos um maior respeito depois de parirmos um pedaço de gente?
E aquela deixa é fantástica: "Quando fores mãe, percebes..." E se eu nunca for mãe ou simplesmente não quiser ser mãe, não vou perceber?
Haverá obrigatoriedade nessa coisa chamada maternidade? Só teremos um maior respeito depois de parirmos um pedaço de gente?
E aquela deixa é fantástica: "Quando fores mãe, percebes..." E se eu nunca for mãe ou simplesmente não quiser ser mãe, não vou perceber?
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Do Brasil
Um homem tem morte súbita, dois meses antes do nascimento do seu único filho. Assim nasce este blog. Tentando entender e explicar dois sentimentos opostos e simultâneos vividos pela viúva e mãe que, no caso, sou eu. Muitos questionamentos. Muitos raciocínios. Muito aprendizado. E uma pressa em falar para o Francisco sobre seu pai, sobre o mundo e sobre mim mesma (só por garantia).
[Há babyblogs. Depois, há este blog - Para Francisco]
[Há babyblogs. Depois, há este blog - Para Francisco]
Ontem foi bom, hoje ainda vai ser melhor
Fim-de-semana prolongado e quase não saio de casa. Embebedo-me de música, filmes, leituras e descanso. Pelo meio trabalho alguma coisa, pouco, menos do que devia, mas estes fins-de-semana são um convite ao ócio puro e duro. Ficar assim sem fazer nada e pelo meio fazer tudo o que me apetece e não o que devia. O escritório acumula a papelada: o mestrado está ali e chama por mim, os testes levantam o braço no ar e eu encolho os ombros e digo até já. Só porque me apetece. Amanhã já lhes dou atenção.
sábado, 6 de dezembro de 2008
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Parece que...
...a nova moda em puericultura é dar água Vimeiro aos bebés.
E eu acho um piadão a estes novos preciosismos.
E eu acho um piadão a estes novos preciosismos.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Querido Pai Natal
O que eu queria mesmo para este Natal nem era a máquina fotográfica, o ipod, ou aquele relógio lindo que vi no outro dia. O que eu queria mesmo, mesmo, era uma caixinha com tempo e já agora, um coraçãozinho novo, que este anda demasiado desgastado e já quase perdeu a cor. E se vier tudo embrulhado numa folha de optimismo cheia de estrelinhas brilhantes, melhor.
Pode ser, pode?
Pode ser, pode?
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Há vida para além da blogosfera
No meio de muitas pessoas e alguns sacos, reconheci-a. E assim num repente, deitei a timidez para trás das costas e fui falar-lhe.
:)
:)
Mais um dia em vão no jogo em que ninguém ganhou*
O tempo passa e vemo-nos assim, solitários, exigentes, capazes de não saber muito bem o que fazer quando aparecem pessoas a querer entrar, com pézinhos de lã. Espreitamos com a porta entreaberta e acabamos por fechá-la mais uma vez. "Nem sempre vale a pena", dizes para ti próprio. Há dias assim.
*letra de Tiago Bettencourt
*letra de Tiago Bettencourt
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Chuva, algum descanso e muita azeitona

E o fim-de-semana lá passou...
Sábado choveu todo o dia e acabámos por ficar em casa. A chuva caía lá fora e soube muito bem estar a corrirgir testes à frente da lereira. Apesar de tudo, consegui descansar um pouco e preparar-me psicologicamente para o dia seguinte.
Domingo, pois claro, foi dia de trabalho. Entre as 8 :30 h e as 16:30 andei de vara na mão a tirar a azeitona dos ramalhos que o meu pai cortava das oliveiras e a estender as "mantas" onde caia a azeitona. Depois era necessário colocá-la nas sacas para ser levada para o lagar comunitário. Fiquei com as mãos inchadas e vermelhas, tal era o frio que se sentia...
E hoje foi dia de voltar a Lisboa. Sem grandes pressas e com algum trânsito pelo meio, chegámos a meio da tarde.
As fotos, já sabem, estão aqui.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
E pronto...
...já passou mais um dia. Só faltam mais quatro, que desta vez o meu maior desejo é que chegue a terça-feira. E já agora, o outro fim-de-semana.
[Ir apanhar azeitona com este frio de rachar não é propriamente o que mais desejo para o primeiro fim-de-semana prolongado de Dezembro, mas lá terá que ser...]
[Ir apanhar azeitona com este frio de rachar não é propriamente o que mais desejo para o primeiro fim-de-semana prolongado de Dezembro, mas lá terá que ser...]
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
...
Num dos posts mais interessantes dos últimos tempos, fala-se do tempo.
"(...) a relação que temos com o tempo é critério indicativo do nosso grau de liberdade e disponibilidade", diz o autor.
Fiquei a pensar neste assunto. Não sei se uso da melhor forma o tempo de que disponho. Entre tudo o que tenho para fazer há que estabelecer prioridades, saber escolher, dar uma maior ou menor importância ao que nos vai acontecendo, relativizar certas coisas, preocupar-me com outras e, no meio de tudo isto, usar o tempo na medida certa.
Mas o que é isso de perder tempo?
"(...) a relação que temos com o tempo é critério indicativo do nosso grau de liberdade e disponibilidade", diz o autor.
Fiquei a pensar neste assunto. Não sei se uso da melhor forma o tempo de que disponho. Entre tudo o que tenho para fazer há que estabelecer prioridades, saber escolher, dar uma maior ou menor importância ao que nos vai acontecendo, relativizar certas coisas, preocupar-me com outras e, no meio de tudo isto, usar o tempo na medida certa.
Mas o que é isso de perder tempo?
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Hoje ainda foi mais giro
Acabadinha de sair da escola, escorrego e caio na estrada (again) e desta vez magoo-me a sério.
Amanhã não calço estas botas e vou mandar pôr umas capas anti-derrapantes ou qualquer dia dou cabo da minha saúde.
Amanhã não calço estas botas e vou mandar pôr umas capas anti-derrapantes ou qualquer dia dou cabo da minha saúde.
domingo, 23 de novembro de 2008
...
Estou a trinta e oito dias da passagem de ano, a trinta e dois dias do Natal, a vinte e cinco dias do final do 1º período, a seis dias de ir apanhar azeitona, a quatro dias de assistir a mais uma aula da formação, a dois dias da minha reunião com o orientador, a um dia de dar uma aula de Matemática sobre ângulos, a uma hora de me ir deitar e a dez minutos de ir tomar banho para ver se estas dores de costas aliviam um bocadinho...
Os próximos trinta e oito dias estão mais ou menos pensados que isto de ser professora obriga-me a planear com antecedência tudo e mais alguma coisa. Uma seca, digo-vos só. Felizmente, tento não o fazer no que diz respeito ao que é pessoal e intransmissível. A coisas pequenas ainda se pensam mas o resto fica para acontecer assim, sem avisos ou planificações prévias. E se forem boas, melhor.
Os próximos trinta e oito dias estão mais ou menos pensados que isto de ser professora obriga-me a planear com antecedência tudo e mais alguma coisa. Uma seca, digo-vos só. Felizmente, tento não o fazer no que diz respeito ao que é pessoal e intransmissível. A coisas pequenas ainda se pensam mas o resto fica para acontecer assim, sem avisos ou planificações prévias. E se forem boas, melhor.
sábado, 22 de novembro de 2008
...
Não moro no campo, mas diria que estou perto - vejo coelhos e melros de manhã, corujas e corvos à noite e acordo com o galo a cantar todos os dias. Por aqui, o cheiro ao fumo das lareiras é sinal de que os dias estão mais frios e o pouco barulho dos automóveis não é incomodativo. O sr. Aníbal da frutaria guarda-me muitas vezes coentros nos dias em que chego mais tarde, aconselha-me a melhor fruta e ainda me faz desconto nas nabiças porque nunca preciso da quantidade que cada molho leva. Dá-me os bons dias e deseja-me bom trabalho quando passo em frente à sua loja, antes de apanhar o comboio. Gosto disto mas...
Preciso de ir a Lisboa regularmente, a bem da minha sanidade mental. Deixa-me feliz passear na baixa da capital; preciso daquelas ruas, do bulício que se vive em plena baixa da cidade, de entrar e sair das lojas, de lanchar por ali, de ouvir as pessoas.
Se trabalhasse em Lisboa talvez não dissesse o mesmo, mas não trabalho. E posso-vos dizer que hoje foi dia de terapia.
Preciso de ir a Lisboa regularmente, a bem da minha sanidade mental. Deixa-me feliz passear na baixa da capital; preciso daquelas ruas, do bulício que se vive em plena baixa da cidade, de entrar e sair das lojas, de lanchar por ali, de ouvir as pessoas.
Se trabalhasse em Lisboa talvez não dissesse o mesmo, mas não trabalho. E posso-vos dizer que hoje foi dia de terapia.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Sabem o que é adormecer literalmente à frente do computador?
Aconteceu-me hoje, há bocado. Acho que fiquei em modo off durante uns bons 20 minutos. É o que dá estar na cama, com o computador ao colo e ainda ter chegado a casa tarde, com meio jarro de sangria a circular-me nas veias.
Vou mas é dormir que o meu mal é sono. A leitura diária do blogs fica para amanhã. Fiquem bem.
Vou mas é dormir que o meu mal é sono. A leitura diária do blogs fica para amanhã. Fiquem bem.
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
terça-feira, 18 de novembro de 2008
...
Gosto de medicina mas o lado que mais me atrai nessa área para além de toda a complexidade da ciência em questão, é o humanismo de que os médicos são capazes. Simplesmente porque acho que é louvável e essencial que assim seja.
Quando vou ao médico gosto de saber os pormenores todos do que tenho, faço perguntas, analiso minuciosamente os dados das análises clinicas, sei que a creatinina esta relacionada com o funcionamento dos rins e esse dado é aquele que procuro em primeiro lugar devido ao meu "problema" de saúde. Gosto que os médicos falem comigo e me olhem nos olhos e é por isso que vou ao Dr. Oliveira Costa, antigo médico de medicina interna do IPO, já reformado, mas ainda a dar consultas no seu consultório. Por vezes saio de lá às dez da noite - ele ouve-me, responde-me, aconselha-me, pergunta pelos meus meninos na escola e claro, faz uma consulta como deve ser. Não saio de lá curada mas sinto-me melhor interiormente.
Aos dezoito anos entrei em enfermagem, um bocadinho influenciada pelos meus pais mas também por gostar desta área - a medicina. Quando fui à faculdade e comecei a ler os planos de curso nas paredes, tive medo e entrei em pânico. Disse para mim mesma que nunca seria capaz; cheguei a casa, menti aos meus pais e disse que não tinha entrado.
(shame on me)
Nunca me arrependi. Mais tarde fui voluntária na Pediatria do IPO e vivi uma realidade da qual nunca me tinha apercebido. Médicos e enfermeiros nem sempre mostram o que lhes vai na alma e na altura, embora questionasse se aquela forma de estar seria a mais correcta, apercebi-me que tinha mesmo de ser assim ou nunca conseguiriam manter a sanidade mental necessária para acompanhar doentes tão especiais como são as crianças com cancro. Ainda assim, o humanismo estava lá, nos quartos, um bocadinho camuflado por gestos repetitivos, essenciais - no cuidado a medir uma febre, a dar uma injecção, a fazer um exame. Nas palavras que diziam baixinho. Nós, os voluntários, fazíamos o nosso papel - a brincadeira, os abraços (com cuidado por causa dos catéteres), os risos, a partilha, as conversas, os jogos - movíamos mundos e fundos para deixar aquelas crianças mais felizes (foi lá que aprendi a jogar Uno). Depois apareciam os dias maus - os dias em que morria uma criança, em que se ouviam os gritos dos pais, o desespero dos familiares, em que se via a tristeza nos olhos de toda a equipa médica. A nossa tristeza também. Oito meses depois, saí. Emocionalmente foi uma experiência muito forte, foi difícil digerir tudo aquilo, separar as águas, foi difícil não chorar.
Talvez gostasse de ter sido médica. Mas continuo a dizer que não seria capaz.
Quando vou ao médico gosto de saber os pormenores todos do que tenho, faço perguntas, analiso minuciosamente os dados das análises clinicas, sei que a creatinina esta relacionada com o funcionamento dos rins e esse dado é aquele que procuro em primeiro lugar devido ao meu "problema" de saúde. Gosto que os médicos falem comigo e me olhem nos olhos e é por isso que vou ao Dr. Oliveira Costa, antigo médico de medicina interna do IPO, já reformado, mas ainda a dar consultas no seu consultório. Por vezes saio de lá às dez da noite - ele ouve-me, responde-me, aconselha-me, pergunta pelos meus meninos na escola e claro, faz uma consulta como deve ser. Não saio de lá curada mas sinto-me melhor interiormente.
Aos dezoito anos entrei em enfermagem, um bocadinho influenciada pelos meus pais mas também por gostar desta área - a medicina. Quando fui à faculdade e comecei a ler os planos de curso nas paredes, tive medo e entrei em pânico. Disse para mim mesma que nunca seria capaz; cheguei a casa, menti aos meus pais e disse que não tinha entrado.
(shame on me)
Nunca me arrependi. Mais tarde fui voluntária na Pediatria do IPO e vivi uma realidade da qual nunca me tinha apercebido. Médicos e enfermeiros nem sempre mostram o que lhes vai na alma e na altura, embora questionasse se aquela forma de estar seria a mais correcta, apercebi-me que tinha mesmo de ser assim ou nunca conseguiriam manter a sanidade mental necessária para acompanhar doentes tão especiais como são as crianças com cancro. Ainda assim, o humanismo estava lá, nos quartos, um bocadinho camuflado por gestos repetitivos, essenciais - no cuidado a medir uma febre, a dar uma injecção, a fazer um exame. Nas palavras que diziam baixinho. Nós, os voluntários, fazíamos o nosso papel - a brincadeira, os abraços (com cuidado por causa dos catéteres), os risos, a partilha, as conversas, os jogos - movíamos mundos e fundos para deixar aquelas crianças mais felizes (foi lá que aprendi a jogar Uno). Depois apareciam os dias maus - os dias em que morria uma criança, em que se ouviam os gritos dos pais, o desespero dos familiares, em que se via a tristeza nos olhos de toda a equipa médica. A nossa tristeza também. Oito meses depois, saí. Emocionalmente foi uma experiência muito forte, foi difícil digerir tudo aquilo, separar as águas, foi difícil não chorar.
Talvez gostasse de ter sido médica. Mas continuo a dizer que não seria capaz.
E este email que acabou de chegar...
Exmo(a) Sr(a). Professor.
Com o objectivo de apoiar as escolas na implementação do processo de Avaliação do Desempenho dos docentes, a Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação disponibiliza a presente aplicação informática a qual irá sendo preenchida à medida que os agrupamentos e escolas não agrupadas vão estruturando o processo.
Nesta fase está já disponível a possibilidade de cada docente apresentar os seus objectivos. Uma vez submetidos e tendo em conta o calendário definido em cada Agrupamento/escola, o avaliador do órgão de administração e gestão acede aos mesmos para efeito de validação.
A aplicação está disponível no seguinte endereço: https://concurso.dgrhe.min.edu.pt/DefinicaoObjectivos2008 .
Qualquer dúvida de funcionamento deverá ser colocada ao órgão de gestão, o qual terá apoio através do seguinte endereço:
https://concurso.dgrhe.min-edu.pt/PerguntaResposta2
DGRHE
...só prova que a ministra não desiste.
Além disso, a introdução dos objectivos individuais através de aplicação informática vai contra o Decreto Regulamentar nº 2/2008. Onde está a legalidade deste procedimento?
Com o objectivo de apoiar as escolas na implementação do processo de Avaliação do Desempenho dos docentes, a Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação disponibiliza a presente aplicação informática a qual irá sendo preenchida à medida que os agrupamentos e escolas não agrupadas vão estruturando o processo.
Nesta fase está já disponível a possibilidade de cada docente apresentar os seus objectivos. Uma vez submetidos e tendo em conta o calendário definido em cada Agrupamento/escola, o avaliador do órgão de administração e gestão acede aos mesmos para efeito de validação.
A aplicação está disponível no seguinte endereço: https://concurso.dgrhe.min.
Qualquer dúvida de funcionamento deverá ser colocada ao órgão de gestão, o qual terá apoio através do seguinte endereço:
https://concurso.dgrhe.min-
DGRHE
...só prova que a ministra não desiste.
Além disso, a introdução dos objectivos individuais através de aplicação informática vai contra o Decreto Regulamentar nº 2/2008. Onde está a legalidade deste procedimento?
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Day-by-day
Mais uma semana, mais um dia normal: As tarefas na primeira hora do dia: distribuição de cadernos e livros, marcação de presenças e dos leites a serem bebidos no dia. Sete meninos não fazem os trabalhos de casa. Fico zangada. Todos copiam o plano do dia e começamos. Na Língua Portuguesa, uma ficha de avaliação da compreensão leitora e um tempo para lerem individualmente ou a pares. Na Matemática, os múltiplos do metro e algumas risadas devido à dificuldade em dizerem palavras como hectómetro e decâmetro. Exercícios no quadro, as habituais hesitações quando fazem transformações ( 1 m = ____ hm ?), mais uma discussão de ideias, corrige-se o trabalho de casa e o toque de saída chega de repente, quase sem darmos conta.
Até amanhã e façam os trabalhos de casa!
Até amanhã e façam os trabalhos de casa!
sábado, 15 de novembro de 2008
Retomaremos a emissão habitual dentro de...
horas_____
dias_____
semanas_____
[escolha a opção correcta com um X]
dias_____
semanas_____
[escolha a opção correcta com um X]
Desabafo assim em jeito de parêntesis semanal
[Às vezes acho que meio mundo não usa realmente todas as capacidades sensoriais que possui, simplesmente porque não se quer chatear. Dá trabalho]
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Amanhã é que vão ser elas
Hoje ao fim do dia disse-lhes:
- Escrevam três perguntas que nunca tiveram coragem de me fazer nestes últimos três anos. Não precisam de assinar se não quiserem...
- E a professora depois responde?
[Engoli em seco]
- Sim, claro. Para que é que servem as perguntas se não tiverem respostas?
Eles sorriram, olharam uns para os outros com ar de malandros e lá escreveram.
Por momentos pensei que me tinha metido numa alhada, mas não. São curiosos, como todos nós. Como eu. E ainda me ri com algumas das perguntas...
- A professora é casada?
- A professora tem filhos?
- Dá-me o seu email?
- Gosta de mim?
- Sou um aluno exemplar?
- Porque é que a professora sabe tudo?
- Já deu uma chapada a um rapaz?
- Há quantos anos dá aulas?
- Posso mudar de lugar?
- Porque é que quis ser professora?
- O seu sonho era mesmo ser professora?
- Gostaria de ser minha mãe a fingir?
- A professora gostaria de almoçar em minha casa?
- Porque é que a professora não dança para nós?
- Qual é o seu maior sonho?
- A professora tem namorado?
- Já ganhou a algum rapaz numa corrida?
- Qual é o seu clube de futebol?
- Escrevam três perguntas que nunca tiveram coragem de me fazer nestes últimos três anos. Não precisam de assinar se não quiserem...
- E a professora depois responde?
[Engoli em seco]
- Sim, claro. Para que é que servem as perguntas se não tiverem respostas?
Eles sorriram, olharam uns para os outros com ar de malandros e lá escreveram.
Por momentos pensei que me tinha metido numa alhada, mas não. São curiosos, como todos nós. Como eu. E ainda me ri com algumas das perguntas...
- A professora é casada?
- A professora tem filhos?
- Dá-me o seu email?
- Gosta de mim?
- Sou um aluno exemplar?
- Porque é que a professora sabe tudo?
- Já deu uma chapada a um rapaz?
- Há quantos anos dá aulas?
- Posso mudar de lugar?
- Porque é que quis ser professora?
- O seu sonho era mesmo ser professora?
- Gostaria de ser minha mãe a fingir?
- A professora gostaria de almoçar em minha casa?
- Porque é que a professora não dança para nós?
- Qual é o seu maior sonho?
- A professora tem namorado?
- Já ganhou a algum rapaz numa corrida?
- Qual é o seu clube de futebol?
Descobri..
...a razão pela qual as mulheres gostam de homens sacanas.
Porque o amor, por definição, é um dom não merecido; ser-se amado sem mérito é justamente a prova de um amor verdadeiro. Se uma mulher me diz: amo-te porque és inteligente, porque és honesto, porque me dás presentes, porque não andas no engate, porque lavas a louça, sinto-me decepcionado; este amor tem o ar de ser qualquer coisa de interessado. É muito mais bonito ouvir: estou louca por ti apesar de tu não seres nem inteligente nem sério, e embora sejas mentiroso, egoísta e safado.
Milan Kundera
Porque o amor, por definição, é um dom não merecido; ser-se amado sem mérito é justamente a prova de um amor verdadeiro. Se uma mulher me diz: amo-te porque és inteligente, porque és honesto, porque me dás presentes, porque não andas no engate, porque lavas a louça, sinto-me decepcionado; este amor tem o ar de ser qualquer coisa de interessado. É muito mais bonito ouvir: estou louca por ti apesar de tu não seres nem inteligente nem sério, e embora sejas mentiroso, egoísta e safado.
Milan Kundera
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Aventuras e desventuras de uma Sofia que às vezes, consegue ser muito trapalhona
Estava eu toda airosa a sair de casa às sete da manhã, quando ao atravessar a estrada, escorrego e caio redonda no asfalto. Volto trás e lá vou eu mudar de roupa... já tinha saído novamente de casa e pensava eu para com os meus botões "agora tem cuidado Sofia, anda devagar e vê onde pões os pés..." e ainda não tinha eu acabado este meu pensamento, quando escorrego novamente e mais uma vez, caio literalmente no chão. E pronto...deu-me para rir que nem uma perdida e rezar a todos os santinhos que os meus vizinhos não estivessem à janela...
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer
Por aqui a rotina mudou. Agora acordo às 06:00 h e consigo estar na escola pelas 07:30 h o que me dá tempo suficiente para adiantar grande parte do trabalho que tem de ser feito diariamente antes da campainha tocar pontualmente às 09:00 h. Não há internet, não há o barulho da criançada, não há colegas a entrar e a sair da sala de professores. Sou só eu e a escola (e as auxiliares que já lá andam por essa hora).
[E não, não me tem custado nada]
[E não, não me tem custado nada]
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
domingo, 9 de novembro de 2008
Cento e vinte mil
A vontade é pouca. Não me tem apetecido falar dos problemas da escola, das angústias do dia-a-dia, das dificuldades com as quais nos deparamos a toda a hora, das grelhas, fichas, papelada para preencher, tarefas que nos são impostas porque tem de ser assim, simplesmente porque sim. As reuniões semanais onde se fala de tudo e não se fala de nada, as indecisões por parte dos Conselhos Executivos, as contradições que aparecem a toda a hora.
Estou cansada de falar de tudo isto, limito-me a responder que sim, estamos cheios de trabalho. A maior parte das vezes acho que não vale a pena ir mais além porque simplesmente só quem vive a escola é que entende, só quem conhece o meio, as salas de aula, os alunos é que percebe esta angústia diária. Ainda assim, trabalha-se com gosto e satisfação, porque ainda há professores a gostar de dar aulas. Eu gosto e felizmente, a maioria dos meus colegas de escola também. Apesar de tudo, ali consigo ser muito feliz.
Não pretendemos palmadinhas na costas, não queremos que nos dêem razão porque sim, que nos vejam como uns desgraçados, porque não o somos, que digam "deixem lá, tudo há-de melhorar". Não sei se melhora, não sei se a educação alguma vez vai seguir outro rumo em Portugal. Gostava de ter mais esperança que aquela que tenho mas começo a perdê-la aos bocadinhos.
Dez anos depois de ter entrado para o Ensino Público surgem alterações radicais no Estatuto da Carreira Docente, os professores são cada vez mais denegridos na praça pública, os Encarregados de Educação têm um poder cada vez maior e não uma melhor participação na vida escolar dos seus educandos e estes estão cada vez mais indisciplinados. E eu pergunto, como mudou tanta coisa só em dez anos? Só em dez anos?
Ontem não fui à manifestação. Estive no mesmo local há 8 meses atrás, gritei e fiquei rouca, mas desta vez e com muita pena minha, não pude juntar-me aos meus colegas.
Ficam aqui as minhas palavras, iguais ou parecidas à de muitos professores que estiveram ontem no Terreiro do Paço e que também gritaram e se manifestaram por mim. Bem-hajam.
Estou cansada de falar de tudo isto, limito-me a responder que sim, estamos cheios de trabalho. A maior parte das vezes acho que não vale a pena ir mais além porque simplesmente só quem vive a escola é que entende, só quem conhece o meio, as salas de aula, os alunos é que percebe esta angústia diária. Ainda assim, trabalha-se com gosto e satisfação, porque ainda há professores a gostar de dar aulas. Eu gosto e felizmente, a maioria dos meus colegas de escola também. Apesar de tudo, ali consigo ser muito feliz.
Não pretendemos palmadinhas na costas, não queremos que nos dêem razão porque sim, que nos vejam como uns desgraçados, porque não o somos, que digam "deixem lá, tudo há-de melhorar". Não sei se melhora, não sei se a educação alguma vez vai seguir outro rumo em Portugal. Gostava de ter mais esperança que aquela que tenho mas começo a perdê-la aos bocadinhos.
Dez anos depois de ter entrado para o Ensino Público surgem alterações radicais no Estatuto da Carreira Docente, os professores são cada vez mais denegridos na praça pública, os Encarregados de Educação têm um poder cada vez maior e não uma melhor participação na vida escolar dos seus educandos e estes estão cada vez mais indisciplinados. E eu pergunto, como mudou tanta coisa só em dez anos? Só em dez anos?
Ontem não fui à manifestação. Estive no mesmo local há 8 meses atrás, gritei e fiquei rouca, mas desta vez e com muita pena minha, não pude juntar-me aos meus colegas.
Ficam aqui as minhas palavras, iguais ou parecidas à de muitos professores que estiveram ontem no Terreiro do Paço e que também gritaram e se manifestaram por mim. Bem-hajam.
sábado, 8 de novembro de 2008
Porque rir faz bem à saúde
Há dias em que gosto muito dos Contemporâneos, outros em que gosto mais dos Gatos Fedorento. Agora gosto deste rapazinho.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Desafio musical
Esta menina desafiou-me.
Devemos:
- colocar uma foto individual nossa;
- escolher uma banda/artista;
- responder somente com títulos de canções da banda/artista escolhido;
- escolher 4 pessoas que respondam ao desafio, sem esquecer de avisá-los.
Aqui vai então:
A foto individual
(num comboio, pois claro..)

A banda: Zero 7
1. És homem ou mulher? Look up
2. Descreve-te: Simple things
3. O que as pessoas acham de ti? Passing by
4. Como descreves o teu último relacionamento: End theme
5. Descreve o estado actual da tua relação com o teu namorado ou pretendente: In the waiting line
6. Onde querias estar agora? Home
7. O que pensas a respeito do amor? Destiny
8. Como é a tua vida? Warm sound
9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Morning song
10. Escreve uma frase sábia: Throw it all away
E agora o desafio é para os seguintes blogs, se quiserem, claro... A terceira via; O amor é um lugar estranho; Assim vou passando o tempo... e Reticências...
Devemos:
- colocar uma foto individual nossa;
- escolher uma banda/artista;
- responder somente com títulos de canções da banda/artista escolhido;
- escolher 4 pessoas que respondam ao desafio, sem esquecer de avisá-los.
Aqui vai então:
A foto individual
(num comboio, pois claro..)

A banda: Zero 7
1. És homem ou mulher? Look up
2. Descreve-te: Simple things
3. O que as pessoas acham de ti? Passing by
4. Como descreves o teu último relacionamento: End theme
5. Descreve o estado actual da tua relação com o teu namorado ou pretendente: In the waiting line
6. Onde querias estar agora? Home
7. O que pensas a respeito do amor? Destiny
8. Como é a tua vida? Warm sound
9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Morning song
10. Escreve uma frase sábia: Throw it all away
E agora o desafio é para os seguintes blogs, se quiserem, claro... A terceira via; O amor é um lugar estranho; Assim vou passando o tempo... e Reticências...
O fim de um dia "mais não que sim"
Esquecer-me das lentes de contacto e do rímel e esfregar os olhos como se não houvesse amanhã. Resultado: para além de uns lindos olhos negros consegui a proeza de passar quinze minutos ao espelho a tentar recuperar as lentes que viajaram para trás dos globos oculares.
[Sim, já as tenho. Mas não imaginam como fiquei com os olhos]
[Sim, já as tenho. Mas não imaginam como fiquei com os olhos]
Eu posso, tu podes, ele pode, nós podemos, vós podeis, eles podem
Depois de ver e ouvir o discurso de Obama, fico com a sensação que este homem é visto por todo o mundo como a pessoa que actualmente mais se aproxima de Deus, o salvador. E que agora, em vez de amén, passaremos todos a dizer, yes we can.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
A23
Esta autoestrada leva-me todos os anos às minhas raízes, apesar de não ter sido nascida ou criada por ali, na zona da Cova da Beira.
Mas esta sigla também dá nome a uma publicação trimestral de grande qualidade, iniciada no Verão de 2006 e que pretende ser um conjunto de reflexões sobre o que de melhor e pior se passa na Beira Interior.
Para quem é da zona, para quem gosta da Beira Interior ou simplesmente para quem gosta de bom jornalismo.
Mas esta sigla também dá nome a uma publicação trimestral de grande qualidade, iniciada no Verão de 2006 e que pretende ser um conjunto de reflexões sobre o que de melhor e pior se passa na Beira Interior.
Para quem é da zona, para quem gosta da Beira Interior ou simplesmente para quem gosta de bom jornalismo.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
06:45
Acordar. Um mau acordar que escorre corpo fora enquanto a água aquece os primeiros pensamentos do dia.
Um relance no espelho embaciado e ver aquelas olheiras. Sempre as olheiras; imagem de marca cravada nos olhos, indisfarçável apesar dos cremes, anti-olheiras, iluminadores e toda a panóplia de produtos possíveis. É cansaço, dizem.
Não sei o que vestir. Não sei. Não gosto disto. Talvez isto ou antes aquele vestido. Sim, é isso.
E depois o som das botas que ecoa no corredor até a porta fechar.
O pequeno-almoço tomado a correr, apanhar o comboio e ir em pé, quase de olhos fechados, ainda a imaginar que o dia nem sequer começou. Tirar o casaco e pousar a mala.
Já estou cheia de calor.
E as pessoas que se encostam, o saco a tocar nas pernas, o guarda-chuva em cima das botas, a criança que não se cala porque quer ir sentada e ninguém se digna a dar o lugar.
As mesmas caras todos os dias. De vez em quando muda de carruagem, precisa de outras caras, outras expressões, pessoas mais felizes, sorrisos reais ou apenas o vislumbre de um sinal de felicidade.
Está quase.
Quinze minutos depois sai e enquanto caminha sente mais uma vez o peso de uma semana de trabalho. É sexta-feira e nem isso alivia as preocupações.
Preciso de ligar à minha mãe, perguntar ao meu pai como correu a reunião, anular o contrato com a Vodafone, pagar à D. Alice, marcar a consulta, reformular mais um capítulo do trabalho e o resto... o resto.
A escola. A escola, todos os dias, todas as noites, minutos e segundos. Uma preocupação constante. Desabafos que são feitos nos poucos jantares com toda a família, angústias que se revelam enquanto as batatas fritas desaparecem do prato.
Não fales mais nisso filha; dás cabo da tua saúde.
E ela que precisa de falar, que todos os dias vai para casa e só não fala sozinha porque parece mal. Porque lhe poderiam chamar de maluca.
Até amanhã. Quando voltas? Ficas bem?
As despedidas, a promessa de voltar amanhã ou depois. Às vezes a vontade de ficar só por aquela noite, só por sabê-los ali na sala, no quarto. A família que afaga a alma.
E o comboio de novo. De manhã. De noite.
Está quase.
Um relance no espelho embaciado e ver aquelas olheiras. Sempre as olheiras; imagem de marca cravada nos olhos, indisfarçável apesar dos cremes, anti-olheiras, iluminadores e toda a panóplia de produtos possíveis. É cansaço, dizem.
Não sei o que vestir. Não sei. Não gosto disto. Talvez isto ou antes aquele vestido. Sim, é isso.
E depois o som das botas que ecoa no corredor até a porta fechar.
O pequeno-almoço tomado a correr, apanhar o comboio e ir em pé, quase de olhos fechados, ainda a imaginar que o dia nem sequer começou. Tirar o casaco e pousar a mala.
Já estou cheia de calor.
E as pessoas que se encostam, o saco a tocar nas pernas, o guarda-chuva em cima das botas, a criança que não se cala porque quer ir sentada e ninguém se digna a dar o lugar.
As mesmas caras todos os dias. De vez em quando muda de carruagem, precisa de outras caras, outras expressões, pessoas mais felizes, sorrisos reais ou apenas o vislumbre de um sinal de felicidade.
Está quase.
Quinze minutos depois sai e enquanto caminha sente mais uma vez o peso de uma semana de trabalho. É sexta-feira e nem isso alivia as preocupações.
Preciso de ligar à minha mãe, perguntar ao meu pai como correu a reunião, anular o contrato com a Vodafone, pagar à D. Alice, marcar a consulta, reformular mais um capítulo do trabalho e o resto... o resto.
A escola. A escola, todos os dias, todas as noites, minutos e segundos. Uma preocupação constante. Desabafos que são feitos nos poucos jantares com toda a família, angústias que se revelam enquanto as batatas fritas desaparecem do prato.
Não fales mais nisso filha; dás cabo da tua saúde.
E ela que precisa de falar, que todos os dias vai para casa e só não fala sozinha porque parece mal. Porque lhe poderiam chamar de maluca.
Até amanhã. Quando voltas? Ficas bem?
As despedidas, a promessa de voltar amanhã ou depois. Às vezes a vontade de ficar só por aquela noite, só por sabê-los ali na sala, no quarto. A família que afaga a alma.
E o comboio de novo. De manhã. De noite.
Está quase.
Não fui eu que disse, mas concordo
As meninas trazem os seus cadernos para o alpendre e na sombra da mangueira fazem os trabalhos de casa. Vêm descalças e trazem tacinhas de alumínio com rodelas de banana frita. Comem enquanto estudam. Os cadernos enchem-se de pequenas nódoas de gordura cor de açafrão. Não têm estojos da Hello Kitty, nem lapiseiras perfumadas que escrevem a lilás e azul-turquesa. Não têm manuais apelativos com ilustrações coloridas. Nunca pesquisaram na internet para fazer os trabalhos de casa. Não têm disciplinas que moldam a cidadania e aguçam a curiosidade. Têm de saber de cor as tabuadas até à do vinte. Aprendem a ler e a escrever em inglês, concanim e hindi. Em breve, falarão na perfeição três línguas, dominarão dois alfabetos, o devanagari e o latino. Saberão fazer cálculos matemáticos elaborados. Observo-as. Pego nos cadernos de folhas ásperas e lembro-me do meu avô José que, já velho, aprendeu sozinho a escrever em cadernos semelhantes.
(O Conselho Nacional de Educação aconselha que deixe de haver chumbos até ao nono ano de escolaridade. É o que se faz na Finlândia, país com o qual alguns gostam de nos comparar. O Conselho Nacional de Educação propõe tal disparate e, naturalmente, o Ministério da Educação pondera experimentar tal medida. Entretanto, o Primeiro-Ministro, tão triste na sua arrogância, foi para a cimeira ibero-americana gabar o Magalhães, o portátil anão que, segundo ele,resgatará as nossas crianças do analfabetismo e da estupidez. Somos um país de merda. Melhor, somos uma merdinha de país.)
Ana
in Ana de Amsterdam
Ana
in Ana de Amsterdam
sábado, 1 de novembro de 2008
???
Desculpem lá... mas é normal que alguns homens enviem mensagens a dizer o seguinte:
Hei! ou Psst ?
São mensagens em modo de telegrama, não sabem simplesmente o que dizer ou querem dizer algo e não sabem como?
Hei! ou Psst ?
São mensagens em modo de telegrama, não sabem simplesmente o que dizer ou querem dizer algo e não sabem como?
Urban Sketchers
[ilustração de João Catarino]
Quem gosta de fotografia, facilmente gosta de ilustração.
Descobri este blog hoje, enquanto deambulava por aí. Dele fazem parte uma série de ilustradores de todo o mundo (há quatro portugueses, João Catarino, José Louro, Pedro Cabral e Eduardo Salavisa) e ali mostram os desenhos de pessoas e locais por onde passam.
Vale a pena descobri-lo.
...
Pois é. Dei cabo do meu template e não o guardei antes. Coisa esperta.
[Adenda: afinal até estava guardado. E com a preciosa ajuda do R. tudo se compôs]
[Adenda: afinal até estava guardado. E com a preciosa ajuda do R. tudo se compôs]
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
12 contra 12
Hoje os rapazes da turma choraram. No jogo da tracção à corda, as meninas conseguiram ganhar e eles, humilhados e também doridos pela fricção da corda nas mãos não evitaram as lágrimas.
É incrível como estão habituados a serem o sexo mais forte, como um simples jogo os deixou sofridos na sua dignidade e demoveu (mesmo que parcialmente) essa ideia pré-concebida de que o homem é sempre mais forte que a mulher.
Mas não houve protestos. Não deram justificações erradas ou inventaram desculpas para a situação. Apesar das lágrimas, aceitaram. E eu gostei de ver.
É incrível como estão habituados a serem o sexo mais forte, como um simples jogo os deixou sofridos na sua dignidade e demoveu (mesmo que parcialmente) essa ideia pré-concebida de que o homem é sempre mais forte que a mulher.
Mas não houve protestos. Não deram justificações erradas ou inventaram desculpas para a situação. Apesar das lágrimas, aceitaram. E eu gostei de ver.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Esta foi a novidade do meu dia
Às 8:30 da manhã bebi um café.
[quem me conhece sabe o que isto quer dizer...]
[quem me conhece sabe o que isto quer dizer...]
...
Acabadinha de chegar da faculdade onde estive hora e meia reunida com o meu orientador.
Conclusão: ou muito me engano ou o tema da tese irá por água abaixo.
[Não.. não há-de ser nada...]
Conclusão: ou muito me engano ou o tema da tese irá por água abaixo.
[Não.. não há-de ser nada...]
domingo, 26 de outubro de 2008
Os sonhos que uma criança pode ter
O meu maior sonho é a minha mãe ganhar o Euromilhões e poder comprar uma casa grande, com relvado, piscina, uma escada e quatro quartos.
O segundo sonho que eu tenho é ser boa aluna e perceber as coisas. O meu terceiro sonho é ter uma bicicleta nova. O meu quarto sonho é que Jesus apareça em qualquer momento, em carne e osso. E o meu quinto sonho é ter mais intervalos na escola. Estes são os meus maiores sonhos.
[Escrito por uma das minhas alunas]
O segundo sonho que eu tenho é ser boa aluna e perceber as coisas. O meu terceiro sonho é ter uma bicicleta nova. O meu quarto sonho é que Jesus apareça em qualquer momento, em carne e osso. E o meu quinto sonho é ter mais intervalos na escola. Estes são os meus maiores sonhos.
[Escrito por uma das minhas alunas]
Esta também foi outra parte má da viagem
Aconteceu quando o pai de uma das pessoas que me acompanhava nos decidiu levar a Andorra simplesmente porque ao domingo está tudo fechado em Barcelona. Ora eu, na minha ingenuidade, pensava que ia conhecer e passear pelas zonas mais rurais do país, vulgo montanhas, campos, sítios onde pudesse ver passarinhos, árvores, o céu muito azul e respirar ar puro... mas não. Fizémos nada mais, nada menos que 360 km de viagem (ida e volta) para andar para cima e para baixo na cidade a ver as lojas. Ah, ainda compraram tabaco, coisa que para mim, como não fumadora, tem um interesse fantástico... mas enfim. Calei-me bem caladinha e fui engolindo a pressa de sair dali.
Agora já posso dizer que fui a Andorra, pronto. Ao menos isso.
Agora já posso dizer que fui a Andorra, pronto. Ao menos isso.
sábado, 25 de outubro de 2008
Esta foi a parte má da viagem
Andar pelas ruas de Barcelona, uma cidada multicultural, cheia de pessoas bonitas e ouvir constantemente:
- Olha aquela com aqueles sapatos de salto alto! Como é possivel andar assim?
- Que collants horríveis!
- Ai o cabelo daquela! As pessoas não têm espelho em casa?
- Há pessoas que não se sabem vestir...
- E aqueles botins? Que coisa feia...
É de ficar sem um pingo de paciência. Principalmente porque muito do que criticavam, eu gostava!
Às tantas comecei mesmo a responder que gostava, que tinha coisas parecidas e depois não tiveram outro remédio se não calarem-se de vez...
- Olha aquela com aqueles sapatos de salto alto! Como é possivel andar assim?
- Que collants horríveis!
- Ai o cabelo daquela! As pessoas não têm espelho em casa?
- Há pessoas que não se sabem vestir...
- E aqueles botins? Que coisa feia...
É de ficar sem um pingo de paciência. Principalmente porque muito do que criticavam, eu gostava!
Às tantas comecei mesmo a responder que gostava, que tinha coisas parecidas e depois não tiveram outro remédio se não calarem-se de vez...
Nada mau...
Dos 101 projectos (a curto, médio e longo prazo), só me faltam cerca de 55.
[acontece que os que faltam são os mais difíceis... mas pronto, não vou pensar nisso]
[acontece que os que faltam são os mais difíceis... mas pronto, não vou pensar nisso]
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
E se..?
E depois volta-se assim... com os sonhos à flor da pele, numa mistura de anseios e projectos, consciente de todas as dificuldades e limitações que poderiam surgir mas com a sensação de possuir capacidades maiores que aquelas que julgava ter.
Entretanto, encara-se novamente a realidade e o trabalho cai em catadupa, com prazos apertados e sem haver grande margem de manobra para contornar certas situações. Às vezes detesto ser professora.
[As fotos vão ter de esperar. Por incrível que possa parecer, não são muitas. O mais importante ficou-me na memória]
Fins aviat
[que é como quem diz até logo, em catalão]
Entretanto, encara-se novamente a realidade e o trabalho cai em catadupa, com prazos apertados e sem haver grande margem de manobra para contornar certas situações. Às vezes detesto ser professora.
[As fotos vão ter de esperar. Por incrível que possa parecer, não são muitas. O mais importante ficou-me na memória]
Fins aviat
[que é como quem diz até logo, em catalão]
De volta a Lisboa... mas com Barcelona no coração
Pois é... apaixonei-me ♥
E agora vou ali carpir mágoas para o vale dos meus lençóis que isto de chegar num voo com quase quatro horas de atraso, deixou-me com a paciência por um fio.
E agora vou ali carpir mágoas para o vale dos meus lençóis que isto de chegar num voo com quase quatro horas de atraso, deixou-me com a paciência por um fio.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Interrompemos a emissão para compromissos inadiáveis
Louca... chamar-me-ia louca há algum tempo por sair num fim-de-semana em que o trabalho aperta em todos os sentidos. Felizmente, deixei a planificação da próxima semana já feita e a maioria das aulas alinhavadas no papel. Falta-me fazer a mala com o essencial para três dias, acabar uns trabalhos pendentes e deixar a casa minimamente arrumada (sim, porque já sou mais organizadinha!) e apesar do relógio marcar as nove da noite, ainda tenciono deitar-me antes da meia-noite, portanto, vou indo.
Se perguntarem por mim, digam que voei.
Até segunda-feira! ☺
Se perguntarem por mim, digam que voei.
Até segunda-feira! ☺
terça-feira, 14 de outubro de 2008
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
As cartas
Hoje abri a gaveta e reli algumas cartas. São muitas; mais de duzentas, todas elas escritas à mão e enviadas pelo correio. Fazem parte de mim, aconchegaram-me os sonhos, as cumplicidades, um grande amor. Não olho para trás, mas gosto de me lembrar de tudo o que vivi. Não sou nostálgica, mas preciso das minhas recordações para olhar em frente e perceber que tudo isso também me levou ao que sou hoje. Sem ressentimentos ou arrependimentos; sem mágoas, que a vida não se compadece com a incapacidade de perdoar.
E depois... quem é que hoje em dia tem mais de duzentas cartas de amor?
Eu tenho.
E depois... quem é que hoje em dia tem mais de duzentas cartas de amor?
Eu tenho.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Tudo ao mesmo tempo e sem parágrafos ou a forma como alguns dos meus alunos ainda escrevem apesar das minhas ameaças de reguadas ;)
O tempo existe, mas é curto. Não tenho muito a escrever, não me apetece. Preciso de fazer mais fotografias, esse hábito faz-me falta. Tenho vontade de fazer um bolo de chocolate mas deixei acabar o açúcar. Ainda bem, não caio em tentação. A formação já começou e estou a gostar muito, apesar de chegar a casa às dez da noite. Os miúdos estão bem, a preguicite aguda começa a dar tréguas e começam agora a trabalhar mais. Os colegas novos da escola já estão completamente integrados no bom ambiente que ali se vive. Gosto disso. Gosto da minha hora de almoço e das parvoíces e gargalhadas que andam pelo ar na sala dos professores. Estive quase para comprar uns botins castanhos mas pensei que não me iam servir de nada e ficaram na loja. Eram lindos, lindos. Estive em Sintra e comi um travesseiro na Piriquita. E que bem que me soube. Estou farta deste tempo, sem frio e sem calor. As minhas fotos da Tunísia vão sair numa revista, com textos que ainda tenho que escrever. Credo. Tenho tanta coisa para fazer este fim-de-semana que nem sei por onde começar. Credo... outra vez. Também tenho dois filmes para ver e episódios de algumas séries. Estou a uma semana de Barcelona. E estou cansada, mas não faz mal. Viva la vida.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Eu e as cores
Comprei os collants amarelos e ainda trouxe uns roxos e uns azuis.
Vai ser um Inverno colorido, oh se vai!
Vai ser um Inverno colorido, oh se vai!
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
domingo, 5 de outubro de 2008
Movie #22
sábado, 4 de outubro de 2008
Organização, precisa-se.
Por aqui o trabalho está a crescer a olhos vistos. Entre a professora e a estudante que sou é preciso gerir o tempo com muito cuidado, planear cuidadosamente a semana, não desperdiçar horas e aproveitar rigosoramente todos os minutos disponíveis para adiantar as tarefas da escola.
A Formação de Língua Portuguesa já começou: de quinze em quinze dias haverá aulas à noite, de quinze em quinze dias terei a formadora na minha sala de aula a observar o meu trabalho e todas as semanas terei de planificar com ela o trabalho a efectuar. Será assim de Outubro a Maio do próximo ano.
Depois, a tese. Reuniões com o orientador de 3 em 3 semanas, com algum trabalho pronto a ser entregue nessa altura para ele corrigir e dar o seu feedback. A tese está feita mas precisa de muitas correcções e esta é a minha última oportunidade para acabar com este peso que trago comigo há algum tempo.
Ainda há a avaliação. Até ao fim do mês há que elaborar os objectivos induviduais para que todo o processo se inicie. É preciso começar a pensar no portfolio que iremos apresentar até ao fim do ano e mais tarde, nas aulas que irão ser avaliadas por um colega titular.
Por fim, a escola, o meu trabalho diário. Apesar de aqui estar em último é com isto que mais me procupo - as aulas, as planificações, as dificuldades apresentadas por alguns alunos, as correcções dos trabalhos, a importância em não atrasar nem acumular trabalho em cima da secretária.
Só passaram três semanas de aulas, mas já me sinto como se estivesse a meio do ano.
A Formação de Língua Portuguesa já começou: de quinze em quinze dias haverá aulas à noite, de quinze em quinze dias terei a formadora na minha sala de aula a observar o meu trabalho e todas as semanas terei de planificar com ela o trabalho a efectuar. Será assim de Outubro a Maio do próximo ano.
Depois, a tese. Reuniões com o orientador de 3 em 3 semanas, com algum trabalho pronto a ser entregue nessa altura para ele corrigir e dar o seu feedback. A tese está feita mas precisa de muitas correcções e esta é a minha última oportunidade para acabar com este peso que trago comigo há algum tempo.
Ainda há a avaliação. Até ao fim do mês há que elaborar os objectivos induviduais para que todo o processo se inicie. É preciso começar a pensar no portfolio que iremos apresentar até ao fim do ano e mais tarde, nas aulas que irão ser avaliadas por um colega titular.
Por fim, a escola, o meu trabalho diário. Apesar de aqui estar em último é com isto que mais me procupo - as aulas, as planificações, as dificuldades apresentadas por alguns alunos, as correcções dos trabalhos, a importância em não atrasar nem acumular trabalho em cima da secretária.
Só passaram três semanas de aulas, mas já me sinto como se estivesse a meio do ano.
...
Time is never time at all
You can never ever leave without leaving a piece of youth
And our lives are forever changed
We will never be the same
The more you change the less you feel
Believe, believe in me, believe
Believe that life can change
That youre not stuck in vain
Were not the same, were different tonight
Tonight, so bright
Tonight
And you know youre never sure
But youre sure you could be right
If you held yourself up to the light
And the embers never fade in your city by the lake
The place where you were born
Believe, believe in me, believe
Believe in the resolute urgency of now
And if you believe theres not a chance tonight
Tonight, so bright
Tonight
Well crucify the insincere tonight
Well make things right, well feel it all tonight
Well find a way to offer up the night tonight
The indescribable moments of your life tonight
The impossible is possible tonight
Believe in me as I believe in you, tonight
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Coisas que me acontecem
Quando como uma pastilha, esqueço-me dela. Não consigo ficar eternidades a mascá-la e depois inadvertidamente, e porque devo andar com a cabeça demasiado cheia de pensamentos, engulo-a. Hoje, mais uma vez, isso aconteceu-me, mas com uma pequena diferença - acho que a pastilha se colou à garganta e nem a barra de chocolate que comi a fez soltar (habitualmente, o chocolate desfaz as pastilhas).
Resta-me esperar que o organismo rejeite este corpo estranho ou então amanhã vou passar umas belas horas no hospital, está visto.
[Isto só a mim...]
P.S - Mas ainda estou na dúvida se isto não será só uma sensação... no entanto não me lembro de a ter deitado fora.
Resta-me esperar que o organismo rejeite este corpo estranho ou então amanhã vou passar umas belas horas no hospital, está visto.
[Isto só a mim...]
P.S - Mas ainda estou na dúvida se isto não será só uma sensação... no entanto não me lembro de a ter deitado fora.
domingo, 28 de setembro de 2008
...
Não tive tempo, não tenho tempo, não terei tempo.
São as expressões que mais oiço, ultimamente.
Já não há tempo para nada. Quando derem por isso, a vida passou e azar... não deu tempo para a viver convenientemente. Não é?
São as expressões que mais oiço, ultimamente.
Já não há tempo para nada. Quando derem por isso, a vida passou e azar... não deu tempo para a viver convenientemente. Não é?
...
Eu cá não consegui esperar por quinta-feira para ver o 1º episódio da 5ª série da Anatomia de Grey. Arranjei os dois primeiros de uma assentada só e estive, durante hora e meia deitada na cama, com os olhos postos no computador, como se não houvesse amanhã.
Sim, sou uma grey´s addict.
[se os quiserem também, usem o email ali do lado...]
Sim, sou uma grey´s addict.
[se os quiserem também, usem o email ali do lado...]
sábado, 27 de setembro de 2008
Coisas de professores
...
Daqui a alguns minutos o meu aluno B. estará a entrar no relvado do Estádio da Luz, de mão dada com um dos jogadores do Benfica. Hoje faz anos e esta será uma das suas prendas. Original, diga-se de passagem. Mas, mesmo assim, não irei ver o jogo ou mesmo a entrada dos jogadores em campo [professora desnaturada, estão vocês a pensar...]
Não. Apenas não ligo minimamente a futebol, chegando ao ponto de não saber sequer o nome dos jogadores da "minha" equipa.
Shame on me.
Não. Apenas não ligo minimamente a futebol, chegando ao ponto de não saber sequer o nome dos jogadores da "minha" equipa.
Shame on me.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Wish me luck!
À saída da escola lembrei-me que hoje era sexta-feira. Então, entrei na papelaria, olhei para o meu amuleto e enquanto preenchia o boletim rezei três Pais-Nossos e pedi a todos os deuses existentes para hoje ser o meu dia de sorte.
Era bom era...
Era bom era...
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
...
A noite foi péssima mas não dei tréguas à gripe... graças aos analgésicos e anti-inflamatórios consegui que estas dores abrandassem o suficiente para conseguir trabalhar e o dia lá se passou, devagar, devagarinho, com muito calor na escola e principalmente na sala de aula. Ali o Verão ainda não acabou e desconfio que vamos andar de manga curta até Novembro.
Eu acho graça é quando os pais dos meus alunos me perguntam quando põem o ar condicionado...
Eu acho graça é quando os pais dos meus alunos me perguntam quando põem o ar condicionado...
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